Cioran e a arte de não fazer nada (Mircea Lăzărescu)

Homens de Letras escrevem romances ou poesia. Os músicos se ocupam da música. Os pintores, da pintura. Neste mundo, a única coisa que restou ao seu alcance, tendo em vista a concepção de vida que ele se criou, era não fazer nada. E foi isto o que ele fez. Não fez nada. Ou seja, após o paroxismo fracasso de Transfiguração da Romênia, ele continuou a entendiar-se, lendo livro. “Não se lê para saber, mas para esquecer. As bibliotecas, assim como os bistrôs, são o fruto do fastio (ennui).”

LĂZĂRESCU, Mircea, Souffrance, extase et haute folie pendant le XXe siècle, p. 69-70

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