Lucidez, “Traumaturgia” & Poética do Fracasso: Cioran, anti-Koons

“Se eu leio um livro e ele torna o meu corpo tão frio que fogo nenhum poderia esquentá-lo, sei que isso é poesia”, escreveu Emily Dickinson, a poeta predileta de Cioran. O autoproclamado “Parasita dos Poetas”, por sua vez, escreveu que “um livro deve cutucar as feridas”, “um livro ser um perigo”. O que é que há em comum entre as esculturas-chupeta-metafísica de Jeff Koons, o iPhone ou qualquer outro smartphone de última geração, depilação total, shopping-centers e a estética retrô-futurista de Black Mirror? À luz da crítica de Byung-Chul Han à sociedade da transparência, pautada pela demanda (tóxica, patológica) de uma positividade total, com a “estética do liso” que lhe é própria, trata-se de uma confrontação entre as “obras” de Jeff Koons, um dos artistas plásticos mais bem-sucedidos do mundo, e de Cioran, que – Especialista em Quedas – pode ser considerado o “anti-Koons” por excelência.

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