“Filosofia da alimentação e o caminho para a temperança em Nietzsche” – Eduardo NASSER

Estudos Nietzsche, vol. 9, n. 2, 2018

Resumo: Um dos tópicos mais significativos no âmbito das incursões fisiológicas de Nietzsche é a dietética, mais especificamente a fixação de um quadro classificatório de alimentos e seus efeitos sobre a saúde e valores. Nietzsche, que sofria com sérios problemas gastrointestinais, havia encontrando na dieta rigorosa a fonte para uma melhora palpável de suas condições físicas e mentais, algo que o incentivou a vislumbrar um programa educacional que incluísse estudos sobre a dieta e, no limite, a solicitar que fosse feita uma filosofia da alimentação. Decerto que em 1888 mudanças importantes são realizadas no projeto delineado em A gaia ciência quando, então, reivindica-se uma revisão dos vínculos entre causa e efeito. Originariamente, a filosofia da alimentação elege a dieta como causa dos estados fisiopsicológicos de uma cultura; posteriormente, as propensões dietéticas de indivíduos e sociedades passam a ser tratadas como efeitos provocados por influências transmitidas. Apesar dessas diferenças, o objetivo avistado pela filosofia da alimentação não muda, sendo ele o de criar condições para o surgimento de uma cultura mais apta à temperança.

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