“Os loucos de Cioran” – Ciprian Vălcan

Além da paixão entomológica com a qual registra todos os retratos dos loucos que encontra, Cioran dedica numerosas reflexões no sentido de apreender  as características da doença mental.

Se o seu temor da loucura é decifrável sobretudo a partir dos fragmentos de temática intimista presentes nos Cahiers, que Cioran nunca cogitou publicar, há numerosas outras passagens, espalhadas por sua obra, que atestam de maneira indireta a fascinação experimentada diante todo aquele que se encontra acometido de uma desordem do espírito. Sejam fragmentos que insistem na sabedoria dos loucos e na profundidade de seu olhar desabusado, sejam descrições sucintas sobre pessoas que conheceu que sofriam de inúmeras perturbações psíquicas, e cujos gestos e palavras Cioran transcreve com precisão.[1]

A sua atração pelos lunáticos parece motivada por dois tipos de atitudes que funcionam de maneira complementar. Assim, por um lado, temos uma aproximação ao modelo clássico que atribui aos loucos uma lucidez superior em relação a todas as outras pessoas, o que lhes permitiria ter acesso a um estrato da realidade impenetrável aos demais, dando-lhes uma agudez de visão impossível de ser alcançada pelos indivíduos mediocremente instalados nos limites da normalidade. É significativo desta abordagem o retrato que ele esboça de um louco no sanatório de Sibiu:

“Na primavera de 1937, quando eu caminhava pelo parque do hospital psiquiátrico de Sibiu, na Transilvânia, um ‘pensionário’ me abordou. Trocamos algumas palavras, e então eu lhe disse: ‘Aqui está bom. – ‘Eu entendo, vale a pena ser louco’, me respondeu ele. ‘Mas ainda assim você está numa espécie de prisão. – Como quiser, mas aqui a gente vive sem a menor preocupação. Ademais, e você sabe disso tanto quanto eu, a guerra se aproxima. Este lugar é seguro. Não vão nos tirar daqui, assim como não vão bombardear um asilo de alienados. Se eu fosse você, daria um jeito de me internar imediatamente.’
Desconcertado, maravilhado, eu o deixei, e tratei de saber mais sobre ele. Asseveraram que era realmente louco. Louco ou não, ninguém nunca me deu um conselho tão razoável.”[2]

Existências atípicas

Por outro lado, o interesse de Cioran por tudo o que se mostra chocante, inusual, estranho, pelos comportamentos provocativos e iconoclastas, pode muito bem se satisfazer com sua própria experiência em frequentar os loucos, que lhe fornecem material de sobra para uma verdadeira antologia de bizarrices. Graças à atenção que lhes dá, entram em cena uma finlandesa vestida preto que “hamletiza”,[3] uma amiga cuja completa falta de medo faz com que termine na camisa de força,[4] a mulher que, “esperando a todo momento uma derrocada da sua casa, passa os dias e as noites cheia de aflição”,[5] escutando o ruído das rachaduras, irritada porque o acontecimento não se consuma, Jean-Yves Goldberg, fechado em si mesmo como uma esfinge, encarando Cioran com um faraway look,[6] uma mulher bretã encontrada certa noite, no meio da rua, sofrendo de mania persecutória,[7] a velha louca que corre querendo agarrar um pedaço de tempo,[8] X, com a mente seriamente perturbada, fazendo observações que beiram a cretinice e a genialidade,[9] ou a freira que chama a sua atenção de maneira livresca: “Leio em um estudo de psiquiatria sobre o caso de uma religiosa que, com uma ponta banhada no seu próprio sangue, escreveu numa folha de papel: ‘Ó, Satã, meu Mestre, para sempre eu me entrego a ti!’”[10]

Todas essas existências atípicas são dignas de serem mencionadas porque se afastam da média das vivências comuns, de modo que os resíduos verdadeiramente românticos de Cioran o levam a catalogá-los cuidadosamente, opondo-lhe as existências banais das quais se vê rodeado, pois os loucos introduzem, numa civilização sufocada pela platitude e a esterilidade, o inusual, o surpreendente e o imprevisível, transgredindo assim o alexandrinismo tíbio de um Ocidente em vias de decomposição, em virtude de sua molesta prosperidade e da exaustão irreversível de seus recursos vitais.

Paixão entomológica

O louco te provoca para que tenhas uma reação, te força a entrever, nem que seja por um instante sequer, a monstruosidade das profundezas do mundo, seu rosto abismal e solene, enquanto recusando a inserção lacônica da estupidez ou do conformismo, muito além de toda ideologia ou das considerações morais. A existência do louco é um escândalo, uma afronta à boa conformação do mundo, cujas fissuras se tornam manifestas em contato com a total imprevisibilidade do seu ser, permitindo assim a desmitificação da Weltanschauung do bom burguês.

Ademais, em um universo raso e mesquinho, a intrusão da demência também pode assumir uma dimensão estética se o louco não for visto pela perspectiva de sua doença, se abstrairmos seu sofrimento e sua condição de marginalidade, examinando a sua existência inteira por uma ótica puramente teatral, esvaziando o seu ser empírico em benefício do personagem que ele vem a encarnar.

Além da paixão entomológica com a qual registra todos os retratos dos loucos que encontra, Cioran dedica numerosas reflexões no sentido de apreender  as características da doença mental. Muito embora extremamente diferentes em escopo, tonalidade ou inspiração, suas observações parecem subsumir-se quase inteiramente nas três perguntas a seguir: o que é a loucura? Como se manifesta? Como pode ser desencadeada?

I. A primeira pergunta recebe toda uma série de respostas diferentes, das mais lapidares, caprichosas, afiadas, invocadas uma única vez como possíveis soluções ao problema, até as mais elaboradas e sofisticadas, às quais Cioran retorna periodicamente.

1. A loucura como acidente fisiológico: “O espírito não é quase nada quando considerado pela ótica da loucura. Está à mercê de um acidente, funcionando graças a uma química impura. Basta que um pouco de sangue se torne um coágulo, e o seu destino está selado. Mais vale não se deter sobre essas misérias.”[11]

2. “A loucura talvez não seja senão uma tristeza que não evolui.”[12]

3. A loucura como liberação de sofrimento. Nesta perspectiva, esboçada no Breviário de decomposição a partir da patética tirada de Gloucester, causada pela doença do rei Lear, a loucura é uma forma de evasão, uma separação salvadora entre o movimento do espírito que se torna circular e o mundo dos afetos, um aprisionamento salutar [prizonierat tămăduitor] no universo tautológico do delírio no intuito de liberar um sofrimento que se tornou insuportável, de submergir o sujeito na escuridão protetora da insensibilidade.
O modelo construído por Cioran, provavelmente influenciado também pela visão de Schopenhauer acerca da loucura, é o da esquizofrenia benéfica que se torna a única solução eficaz para manter o indivíduo distante da infelicidade que ameaça a sua sobrevivência. O espírito, incapaz de suportar a intensidade da dor, se sacrifica pelo bem da vida, que deve prosseguir a todo custo, mesmo que isso requeira uma cisão definitiva do sujeito, mesmo que seja necessário recorrer ao desencadeamento implacável da doença:

“Para separar-nos de nossos desgostos, nosso último recurso é o delírio; submetidos a seus desvios, não reencontramos mais nossas aflições: paralelos a nossas dores e à margem de nossas tristezas, divagamos em uma treva salutar. […] Aspiro às noites do idiota, a seus sofrimentos minerais, à felicidade de gemer com indiferença, como se fossem gemidos de outro, a um calvário onde se é estranho a si mesmo, onde os próprios gritos vêm de outra parte, a um inferno anônimo onde se dança e se ri destruindo-se.”[13]

4. A loucura como incapacidade de simular. Se o estado de normalidade pressupõe o pleno domínio das diversas técnicas de camuflagem, a posse de faculdades histriônicas indispensáveis, uma bagagem complexa de saberes implícitos sobre simulação e ocultação, a implementação de várias facetas da hipocrisia, sendo isso indispensável para a manutenção do equilíbrio da sociedade, para evitar o conflito generalizado a que poderiam levar a busca ininterrupta da verdade e a exigência inflexível da sinceridade, a loucura aparece a Cioran como uma doença cujo resultado é a perda desses hábitos inculcados pela civilização, e que estimulam a proliferação das máscaras, em favor do retorno às reações naturais e nem um pouco sofisticadas, ao estado bruto das respostas instintivas.

O filtro da razão não mais funciona no caso do louco, sua força inibidora já não pode se manifestar, e a naturalidade voluntariamente reprimida é trazida de volta à luz, governando espontaneamente todo o esqueleto do seu comportamento, assim tornando-se dinâmica, direta, imprevisível:  “X – por que ele está louco? Porque não disfarça, não consegue nunca disfarçar seu primeiro movimento. Tudo nele é em estado bruto, tudo nele evoca o despudor da verdadeira natureza.”[14]
Porém, o tipo de franqueza proposta pelo louco se mostra indigesta aos mecanismos sociais extremamente bem-estabelecidos e que visam a homogeneizar os indivíduos, harmonizando seus sentimentos através de um amplo processo de domesticação imaginada, notadamente com o objetivo de reprimir com o máximo de eficiência possível as suas pulsões anárquicas, de modelar as necessidades em conformidade com uma média considerada tolerável.
Para não se tornar contagiosa, a sinceridade do louco é logo censurada por sua definitiva marginalização, por sua remoção agressiva da esfera do jogo social, notadamente para dentro de um hospício: “Nós nos entrincheiramos atrás de nosso rosto; o louco se trai pelo seu. Ele se oferece, se denuncia aos outros. Havendo perdido sua máscara, divulga sua angústia, a impõe ao primeiro que aparece, exibe seus enigmas. Tanta indiscrição irrita. É normal que o amarrem e que o isolem.”[15]

5. A loucura como impossibilidade de manter sob controle a enfermidade latente que jaz no interior de cada indivíduo. Esta última explicação proposta por Cioran, e apoiada pelo maior número de fragmentos, assume que a diferença entre a normalidade e a loucura não é de ordem qualitativa, mas simplesmente de grau, dependendo totalmente de como o sujeito consegue conter as tentativas de expansão da demência difusa que descobre em si.
Se a normalidade implica uma boa gestão das forças tenebrosas do eu, se está baseada numa cuidadosa obstrução das torrentes patológicas do irracional, cuja perigosa aglutinação é bloqueada por um sistema de travas e barragens que a impedem de se desencadear, obrigando-o assim a permanecer em latência, a loucura é o fracasso da tentativa de controlar os impulsos barrocos inerentes ao ser, a incapacidade de impedir sua infiltração na consciência e de impedir que se manifestem.
Aqui, Cioran parece bastante próximo a Valéry, para quem “o homem são é aquele que leva o louco para dentro”,[16] chamando sempre a atenção ao fato de que traçar a fronteira incerta entre normalidade e loucura depende de como a pessoa sabe gerenciar o seu potencial de desequilíbrio e de como a sua vontade é capaz de controlar as pulsões rebeldes que ameaçam pulverizar a sua subjetividade.
Convencido de que cada um de nós deve esgotar a dose de l0ucura que nos foi dada desde o nascimento, para então desaparecer,[17] de que não é possível eximir-se de confrontar o “demente que espera a sua vez, que se prepara e organiza antes de se declarar”,[18] à espreita dentro de nós pelo momento oportuno de assumir o controle, vampirizando nossa consciência, Cioran pretende nos alertar contra os perigos que nos ameaçam sem interrupção, insistindo no drama da batalha que lutamos diariamente para nos manter nos limites da normalidade.
E mesmo que finalmente consigamos resistir ao assalto do inimigo interno, nossa vitória é apenas parcial, exigindo sérias concessões, cedendo à loucura do espaço onírico: “Nos sonhos manifesta-se o louco que há em cada um de nós; após haver governado as nossas noites, adormece no mais profundo de nós mesmos, no seio da Espécie; de vez em quando, no entanto, o ouvimos roncar em nossos pensamentos…”[19]

II. Quanto às manifestações que traem a presença da loucura, Cioran se baseia unicamente em suas próprias observações, registrando gradualmente um número significativo de gestos e atitudes que ele considera reveladores do comportamento de um espírito doente. Neste levantamento quase detetivesco de pistas, um papel importante cabe à análise do sorriso, ao qual Cioran confere uma enorme importância no que concerne à operação de circunscrever a demência.

Partindo da constatação de que o sorriso é um sinal de saúde e de equilíbrio, ele comenta abruptamente que “o louco ri, mais do que sorri”,[20] afirmando em outra parte que, para saber se alguém se encontra ameaçado pela loucura, basta-nos observar o seu sorriso, pois é suspeito “o sorriso que não adere a um ser e que parece vir de alhures, de um outro […] o nosso sorriso dura o tempo que deve durar, sem se prolongar para além da ocasião ou do pretexto que o suscitou.

Como não fica a arrastar-se no rosto, mal é perceptível: ajusta-se a uma dada situação, esgota-se no instante. O outro, o suspeito, sobrevive ao acontecimento que o fez nascer, demora-se, perpetua-se, não sabe como desvanecer-se […], desdobra-se  como que desligado e independente do nosso interlocutor: sorriso em si, sorriso aterrador, máscara que poderia cobrir qualquer rosto, por exemplo, o nosso.”[21]

Além dessa máscara perturbadora na qual se transforma o rosto do louco, assinalando a sua errância [rătăcirea] de modo dramático, há muitos outros sinais que traem a doença. De acordo com Cioran, a loucura envolve um número de obsessões cosmogônicas,[22] um interesse manifesto voltado exclusivamente ao futuro,[23] a solução dos fracassos pela busca de um bode expiatório, a incapacidade de manter certa homogeneidade mental, conforme evidenciado pela sucessão involuntária de momentos de cretinismo e gênio,[24] a desaparição da fluência da reflexão e sua suplantação por “relâmpagos de pensamento”,[25] a preocupação intensa com relação à divindade: “Não conheci nenhum espírito desequilibrado que fosse isento de curiosidade por Deus. Deve-se concluir daí que existe uma ligação entre a busca do absoluto e a desagregação do cérebro?”[26]

Contudo, Cioran também pontua duas características comuns da loucura e do estado de normalidade. Em primeiro lugar, a insolência, considerada “o primeiro estágio da doença”,[27] impedindo o indivíduo de reconhecer sua própria pequenez, a sua falta de sentido, os seus limites reais. Em segundo lugar, a inveja, um sentimento universal que irrompe até mesmo nos loucos, em seus momentos de lucidez,[28] e de maneira nem um pouco atenuada pelo desencadeamento da doença, mas preservando toda sua energia e virulência:

“A loucura não abafa a inveja, nem sequer a atenua. X, que acaba de sair do manicômio, mais venenoso do que nunca, é prova disso. Se a camisa de força não chega a modificar o fundo de um ser, o que esperar de um tratamento, ou mesmo da idade? A demência é, afinal, um trauma mais radical do que a velhice, ainda que, como se vê, ela tampouco pareça resolver alguma coisa.”[29]

III. Se para Cioran os principais meios de combater o surgimento da loucura é, como mostramos acima, o esforço para controlar os impulsos informes que tendem a transcender o limitar da consciência, manifestando-se sob o disfarce dos mais variados sintomas doentios, desequilibrando o ser interior do indivíduo, precipitando-o no caos, abandonando-o ao pesar das aparições inquietantes das injunções da demência, existem, entretanto, além destes, inúmeras outras soluções assistemáticas e frívolas que podem ajudar a prevenir o surgimento da doença.

Sendo a demência frequentemente considera uma consequência infeliz do excesso de profundidade, da busca espasmódica por certeza, Cioran recomenda, para prevenir essa situação, o cultivo da superficialidade,[30] um diletantismo salutar que protege o indivíduo de toda a possibilidade de se enredar na armadilha do abismo. O homem não deve guardar suas tristezas e obsessões, humilhações e infortúnios, mas exteriorizá-los, recorrendo a essas formas simples de expressão que se encontram à sua disposição e que lhe permitem desfazer-se do seu fardo.

Assim, ele tem à mão o formidável remédio da injúria, “suas virtudes liberadoras, sua função terapêutica”,[31] podendo recorrer à vingança, na imaginação, contra quem tenha lhe causado uma terrível humilhação,[32] ou encontrar, como não deixou de fazer Cioran, um responsável sobrenatural e maléfico para os seus infortúnios: “Nas épocas em que o Diabo prosperava, o pânico, o horror, as desordens eram males que gozavam de proteção sobrenatural: sabia-se quem os provocava, quem presidia sua expansão; hoje, abandonados a si mesmos, transformam-se em ‘dramas interiores’ ou degeneram em ‘psicoses’, em patologia secularizada.”[33]

Se estes remédios se mostram inapropriados ou ineficazes, se nem a conversão parece ser uma solução,[34] ainda há duas outras possíveis saídas da crise: ou ater-se a preocupações insignificantes, deixando-se arrastar pelo prosaísmo anestesiante da vida cotidiana, esvaziando toda preocupação intelectual, seja pela atenção exclusiva à concretude reconfortante do banal, ao gerenciamento escrupuloso dos detalhes mesquinhos da vida,[35] seja pela “supressão temporária da reflexão, por uma cura da idiotia.”[36]

Além desses grandes temas de reflexão suscitados por suas interrogações acerca da loucura, também há outros fragmentos que atestam a curiosidade quase daimônica [cvasi-daimonică] a com a qual Cioran sempre perseguiu o fenômeno da demência. Um deles enfoca a maneira do louco de lidar com a sua própria loucura, o modo como ele sente ou não sente a doença,[37] outro propõe uma imagem paradoxal,[38] e um terceiro, por fim, dá voz ao pessimismo cioraniano acerca da possibilidade de uma cura da loucura: “Enquanto X. me telefona de um asilado de alienados, eu me digo que não se pode fazer nada por um cérebro, que é impossível botá-lo no lugar, que não se vê como é possível agir sobre milhões de células deterioradas ou rebeldes, enfim, que não se conserta o Caos.”[39]

Fascinado pelo mistério da loucura, por sua mecânica excêntrica e impassível, pela certeza tenebrosa que revela, mas igualmente pela interrogação impenitente de uma razão presa na circularidade de investigações infindáveis, reivindicando uma admiração pela impessoalidade da catatonia, incapaz de abandonar a droga da lucidez, Cioran parece fornecer uma chave de todo o seu pensamento em um fragmento de uma limpidez fulgurante: “Sem dúvida, o delírio é mais belo que a dúvida, mas a dúvida é mais sólida.”[40]


VĂLCAN, Ciprian, “Os loucos de Cioran” [Nebunii lui Cioran], Humanitas, ano XV, nr. 144, 2021. Trad. do romeno: Rodrigo Inácio R. Sá Menezes.


NOTAS:

[1] Dos 48 fragmentos dedicados a reflexões sobre a loucura ao longo dos seus escritos, 12 deles contêm descrições de indivíduos que Cioran inclui na categoria daqueles que sofrem de diversas desordens psíquicas.

[2] E.M. Cioran, Aveux et anathèmes, Op. cit., p. 1702.

[3] Id., Entretiens, p. 116.

[4] Id., Le mauvais démirge, Op. cit., p. 1238.

[5] Id., A tentação de existir, p. 83.

[6] Id., Cahiers : 1957-1972, p. 618-619.

[7] Id., Ibid., p. 257.

[8] Id., Silogismos da amargura, p. 38.

[9] Id., Aveux et anathèmes, Op. cit., p. 1672.

[10] Id., Cahiers : 1957-1972, p. 123.

[11] Id., Ibid., p. 327.

[12] Id., Ibid., p. 84.

[13] Id., Breviário de decomposição, p. 160.

[14] Id., Cahiers : 1957-1972, p. 57.

[15] Id., Silogismos da amargura, p. 44-45.

[16] Paul Valéry, Mauvaises pensées et autres, Œuvres, II, p. 848.

[17] E.M. Cioran, Cahiers : 1957-1972, p. 386.

[18] Id., A tentação de existir, p. 149.

[19] Id., Silogismos da amargura, p. 103.

[20] Id., Écartèlement, Op. cit., p. 1498.

[21] Id., A tentação de existir, p. 149.

[22] Id., Cahiers : 1957-1972, p. 37.

[23] Id., Écartèlement, Op. cit., p. 1503.

[24] Id., Aveux et anathèmes, Op. cit., p. 1672.

[25] Id., Ibid., p. 1699.

[26] Id., Aveux et anathèmes, Op. cit., p. 1705.

[27] Id., Cahiers : 1957-1972, p. 629.

[28] Id., Aveux et Anathèmes, Op. cit., p. 1711.

[29] Id., Écartèlement, Op. cit., p. 1469.

[30] Id., Silogismos da amargura, p. 77.

[31] Id., Ibid., p. 58.

[32] Cf. E.M. Cioran, Le Mauvais Démiurge. Paris : Gallimard, 1992, p. 174.

[33] Id., Silogismos da amargura, p. 26.

[34] Id., Cahiers : 1957-1972, p. 274.

[35] Id., Ibid., p. 438.

[36] Ibid., Ibid., p. 350.

[37] Id., Ibid., p. 350.

[38] Ibid., Silogismos da amargura, p. 63.

[39] Ibid., Écartèlement, Op. cit., p. 1477.

[40] Ibid., Le mauvais démiurge, Op. cit., p. 1253.


BIBLIOGRAFIA:

BĂLAN, G., Emil Cioran. Paris : Éditions Josette Lyon, 2002.

CIORAN, E.M., A tentação de existir (1957). Trad. de Miguel Serras Pereira e Ana Luisa Faria. Lisboa: Relógio d’Água, 1988.

______, Aveux et anathèmes (1987), in: Œuvres. Paris : Quarto/Gallimard, 1995.

______, Breviário de decomposição (1949). 2ª ed. Trad. de José Thomaz Brum. Rio de Janeiro: Rocco, 1995.

______, Cahiers : 1957-1972. Paris: Gallimard, 1997.

______, Écartèlement (1979), in: Œuvres. Paris: Quarto/Gallimard, 1995.

______, Entretiens. Paris : Gallimard, 1995.

______, La chute dans le temps (1964), in: Œuvres. Paris : Gallimard, 1995.

______, Le mauvais démiurge (1969), in: Œuvres. Paris: Quarto/Gallimard, 1995.

______, Silogismos da amargura (1952). Trad. de José Thomaz Brum. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

VALÉRY, P., Mauvaises pensées et autres, Œuvres, vol. II. Paris: Gallimard, 1960.

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