Entre Sísifo e Job: Repetição e Existência em Kierkegaard – Jonas ROOS

Ekstasis: Revista de Hermenêutica e Fenomenologia, vol. 4, nr. 2 (2015). Texto apresentado na XIV Jornada Internacional de Estudos de Kierkegaard, “o silêncio da solidão: tornar-se singular em Kierkegaard”, de 3 a 7 de novembro de 2015, UFRJ, UERJ, IFEN, Rio de Janeiro

O artigo analisa o conceito de repetição como experimentado pelo personagem Constantin Constantius, em A repetição, obra pseudônima de Kierkegaard. A partir desta análise inicial o texto compara a situação de Constantius com a de Sísifo; ambos experimentam um tipo de repetição mecânica, destituida de sentido. A partir desta comparação o artigo analisa algumas partes de As obras do amor e procura mostrar que o conceito de amor fornece uma perspectiva para compreender a repetição não em um sentido mecânico, mas como prenhe de sentido. O amor, como Kierkegaard o entende, fornece uma perspectiva de continuidade para a existência.

PALAVRAS CHAVE Kierkegaard. Repetição. Sísifo. Job. Amor. Existência

The article analyses the concept of repetition as experienced by Constantin Constantius in Repetition, a pseudonymous work of Kierkegaard. From this initial analysis the text compares the situation of Constantius with that of Sisyphus; both Constantius and Sisyphus experience a kind of mechanical
repetition, devoid of meaning. From this comparison the article analyzes some parts of Works of Love and seeks to show that the concept of love provides a perspective to understand repetition not in a mechanical sense, but as meaningful. Love, as Kierkegaard understands it, provides a perspective
of continuity for existence.

KEYWORDS Kierkegaard. epetition. Sisiphus. Job. Love. Existence.


A proposta deste texto é comparar a ideia de repetição, como experimentada por Constantin Constantius, n’A Repetição, com a situação de Sísifo, como descrita por Albert Camus, e traçar, então, algumas reflexões a partir de As Obras do Amor, propondo o conceito de amor como uma perspectiva para a superação da repetição mecânica, como vivenciada por Constantius. O que proponho, portanto, não é comparar Kierkegaard e Camus em geral, mas, a partir deste diálogo específico, mostrar como Kierkegaard parte de um problema que se tornará importante para o existencialismo e encaminha uma solução a partir de seu peculiar conceito de cristianismo, com marcada centralidade no amor… [+]

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