Exilados inconvenientes e habitantes do estilo: Emil Cioran e Lima Barreto – Rodrigo Adriano Machado 🇧🇷

O exílio é um termo que denota mais do que um afastamento no plano geográfico e psicossocial: imposto por questões externas — perseguição política ou marginalização cultural — ou auto imposto por necessidades internas de um indivíduo procurando se preservar. É também, como trataremos de investigar no decorrer do ensaio, um lugar existencial que permite um profundo e profícuo diálogo do exilado com a concepção de sociedade praticada em seu contexto. Trata-se de um tipo bastante singular de constatação que permite a elaboração de um saber diacrônico, intempestivo, impertinente: diante de uma pátria, de uma vila, de um senso comum em torpor, de um conjunto intelectual demarcado pelos hábitos e morais em uma determinada cultura. Em seus respectivos contextos históricos, os intelectuais Lima Barreto e Emil Cioran, por conta de seus lugares de deslocamento e suas atividades de pensadores críticos, nos proporcionam este olhar do exílio que também é componente de seus estilos elaborados com rigor em seus textos.


Rodrigo Adriano Machado é mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com uma tese sobre a noção de Queda no tempo em Cioran. É também escritor, músico e compositor.

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