A atualidade de Søren Kierkegaard | Revista IHU On-Line

IHU On-Line – Revista do Instituto Humanitas Unisinos, nr. 314, ano IX, 09/11/2009

Editorial

Nos próximos dias 12 e 13 de novembro, realiza-se, na Unisinos, a segunda parte da Jornada Argentino-Brasileira de Estudos de Kierkegaard. Ela é antecedida, nos dias 9 e 10 de novembro, pelo evento que acontece em Buenos Aires. A atualidade do filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard (1813-1855) é discutida nesta edição da IHU On-Line por especialistas que estarão tanto em Buenos Aires como aqui em São Leopoldo, RS.

Patricia Carina Dip, pesquisadora do Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas (CONICET), na Argentina, fala sobre a filosofia de Kierkegaard como aporte ético à alteridade. O indivíduo como ponto inicial na filosofia kierkegaardiana é um dos aspectos abordados por Marcio Gimenes de Paula, da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Os pontos de proximidade e ruptura entre as ideias de Kierkegaard e Schopenhauer são o foco de Deyve Redyson de Melo dos Santos, professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Álvaro Valls, da Unisinos, faz um balanço das pesquisas sobre o dinamarquês no Brasil. Luiz Rohden, também da Unisinos, fala sobre a crítica de Gadamer e Kierkegaard à filosofia abstrata. Ana María Fioravanti e Maria Jose Binetti (Universidade John F. Kennedy, na Argentina) oferecem um panorama sobre os estudos sobre esse autor na Argentina, e comentam aspectos sobre a filosofia pós-moderna e a força infinita do espírito humano. Either/Or e o texto como arena é o tema que instiga a pesquisadora Jacqueline Ferreira em sua entrevista à IHU On-Line. Comparando Kierkegaard e Tillich, Jonas Roos examina a virada nos conceitos tradicionais religiosos proposta por ambos pensadores. O filósofo e psicanalista Mario Fleig, da Unisinos, reflete sobre a leitura de Lacan sobre Kierkegaard.

A programação completa do evento pode ser conferida no sítio do Instituto Humanitas Unisinos
– IHU, que está apoiando o evento:

http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_eventos&Itemid=19&task=detalhe&id=152

No próximo dia 16 de novembro, celebram-se os vinte anos do assassinato de seis jesuítas, todos eles professores da Universidade Centro-Americana José Simeón Cañas (UCA), em El Salvador. Juntamente com eles, foram também assassinadas a senhora Elba Ramos e sua filha Celina, que trabalhavam na residência dos jesuítas. O debate de Noam Chomsky e John Sobrino sobre o tema e o evento a ser realizado na Unisinos, são temas desta edição.

Completam esta edição mais duas entrevistas. Uma com Julius Lipner, professor de Hinduísmo na Universidade de Cambridge, e outra com a médica Maria Teresa Bustamante Teixeira, professora da UFJF, sobre gestão e saúde coletiva.

A todas e todos uma ótima leitura e uma excelente semana!

A. Tema de capa
» Entrevistas

PÁGINA 07 | Patricia Carina Dip: A filosofia de Kierkegaard como aporte ético à alteridade
PÁGINA 10 | Marcio Gimenes de Paula: O indivíduo como ponto inicial na filosofia kierkegaardiana
PÁGINA 13 | Deyve Redyson Melo dos Santos: Kierkegaard e Schopenhauer. Proximidades e rupturas
PÁGINA 16 | Luiz Rohden: A crítica de Gadamer e Kierkegaard à filosofia abstrata
PÁGINA 18 | Jonas Roos: Uma virada nos conceitos tradicionais religiosos
PÁGINA 20 | Mario Fleig: Que peso tem para um filho o pai em pecado? Lacan leitor de Kierkegaard
PÁGINA 23 | Álvaro Valls: O avanço da pesquisa em Kierkegaard no Brasil
PÁGINA 27 | Ana María Fioravanti e Maria Jose Binetti: A filosofia pós-moderna e a força infinita do espírito humano
PÁGINA 30 | Jacqueline Ferreira: O texto como arena

Biografia – Søren Kierkegaard

Søren Kierkegaard nasceu em 5 de maio de 1813, em Copenhague, onde faleceu em 11 de novembro de 1855. A brevidade de sua vida contrasta com a qualidade e a extensão de sua produção, ainda não classificada nos círculos acadêmicos. Se não é filósofo, nem teólogo, nem psicólogo, nem literato, nem místico, nem pedagogo, como é que sua influência está tão presente em Jaspers, Heidegger, Sartre, Ricoeur, Benjamin, Kafka, Buber, Chestov, Lívinas, Derrida, Rosenzweig, Jankélévich, Bloch, Merleau Ponty, Arendt, Deleuze, Canetti, Barth, Lacan, Bataille, Tillich, Adorno?

Sempre contrário à Igreja Oficial da Dinamarca, luterana pietista, na maioria dos países a recepção das obras de Kierkegaard esteve ligada à igreja em função da característica dos seus escritos. Na Alemanha, por exemplo, foi traduzido por teólogos. Na França, a recepção se deu mais na área da estética. No Brasil, a recepção se dá, ao mesmo tempo, junto a teólogos, literatos e filósofos.

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