“O Canto das Crisálidas”, poema de Carlo MICHELSTAEDTER

Vida morte,
a vida na morte;
morte, vida,
a morte na vida.

Nós com o fio
com o fio da vida,
nossa sorte
fugimos dessa morte.

E mais forte
é o sonho da vida,
se a morte
a viver nos valida.

Mas a vida
a vida não é vida,
se a morte
a morte é na vida,

e a morte
morte não é infinda,
se mais forte
para ela vive a vida.

Mas se vida
será nossa morte,
nesta vida
vivemos só a morte.

Morte vida,
a morte na vida;
vida morte,
a vida na morte.

Novembro de 1909.

Vita morte,
la vita nella morte;
morte, vita,
la morte nella vita.

Noi col filo,
col filo della vita,
nostra sorte
filammo a questa morte.

E più forte
è il sogno della vita,
se la morte
a vivere ci aita.

Ma la vita
la vita non è vita,
se la morte
la morte è nella vita,

e la morte
morte non è finita,
se più forte
per lei vive la vita.

Ma se vita
sarà la nostra morte,
nella vita
viviam solo la morte.

Morte vita,
la morte nella vita;
vita morte
la vita nella morte.

Novembre 1909.

Carlo Michelstaedter. “Il canto delle crisalidi”. In. Opere. Firenze: Sansoni, 1958, pp. 369-370. Trad. de Gleiton Lentz.

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