“A Epokhé cética e seus pressupostos” – Roberto BOLZANI FILHO

SKÉPSIS, ano II, nº 3-4, 2008

O que segue é uma tentativa de vislumbrar e clarificar algum espaço para uma postura crítica perante o ceticismo. Antes de qualquer coisa, faz-se necessário esclarecer em que sentido tal idéia de crítica é pensada aqui.

Parece haver ao menos duas vias de crítica ao ceticismo que podem ser consideradas estratégias de refutação do mesmo. Por uma delas, a mais tradicional, trata-se de aceitar o desafio proposto pelos argumentos céticos, instaurando um discurso filosófico definitivo sobre o mundo, discurso que se pretende verdadeiro e, enquanto tal, a eles imune. É o caso, por exemplo, da filosofia cartesiana, que concebe a verdade primeira do Cogito como imune aos argumentos céticos (cf. Descartes, 1979, Quarta parte, p. 46 e sétimas Objeções, citadas por Popkin, 1983, p. 259); e também da filosofia berkeleyana, que com todas as letras afirma seu imaterialismo como a chave para a derrubada desses argumentos (cf. Berkeley, 1901a, ## 96 e 133). Não pouca filosofia moderna se fez, diretamente ou não, em conformidade com essa idéia… [PDF]

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