“Por que o ser e não o nada? A Grundfrage em Leibniz, Schelling e Heidegger” – Rossano PECORARO

Argumentos – Revista de Filosofia, Universidade Federal do Ceará (UFC), ano 4, n° 7, 2012

Resumo: Este artigo pretende discutir as diversas reflexões de Leibniz, Schelling e Heidegger sobre a
“pergunta fundamental” (Grundfrage) da filosofia: “Por que o ser e não o nada?”
Palavras-chave: Ontologia; Nada; Filosofia alemã; Metafísica.

Abstract: This article aims to analyze three different reflections (Leibniz, Schelling and Heidegger)
about the “fundamental question” (Grudfrage) of Philosophy: “Why is there something
rather than nothing?”
Keywords: Ontology; Nothing; German Philosophy; Metaphysics.

É nos Princípios da natureza e da graça (1714) que Leibniz enfrenta uma das questões fundamentais da filosofia: por que o ser e não, antes, o nada? Por que existe algo ao invés do abismo do não-ser? Em verdade, ao contrário de Schelling e Heidegger, o pensador de Lípsia põe a Grundfrage com um tom retórico, visando menos a aprofundá-la ou interrogá-la do que a confirmar e reforçar a resposta implícita nela compreendida. Os motivos abrigam-se na lúcida percepção do perigo que o nada e a sua potência ontológica representariam pela solidez do seu esplêndido edifício filosófico. O nada, “voragem tenebrosa e abismo sem fundo […] alteraria o aspecto tão luminoso e solar do seu pensamento” escreveu o filósofo italiano Luigi Pareyson, ao qual se deve a decisiva observação de que a hipótese do nada é alheia, absolutamente incompatível com o sistema de Leibniz (PAREYSON, 1992, nº 8)… [+]

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