“Eu Sou Aquilo” – Nisargadatta MAHARAJ

“Na história há dois fenômenos que representam para mim o ponto mais elevado: a metafísica indiana e a música alemã. […] Se houvesse um processo, no qual o homem fosse acusado, poderia se defender com esses dois fenômenos. Pessoalmente, através da metafísica indiana consegui penetrar mais profundamente nos problemas filosóficos, e, com a música alemã, a sentir tudo o que o homem pode sentir de profundo.”

CIORAN, La speranza è più della vita. Intervista con Paul Assall. Trad. di Stefania Achella. A cura di Antonio di Gennaro. Milano: Mimesis, 2015, p. 31.

Nisargadatta Maharaj (1897 – 1981) foi um dos mestres espirituais da não-dualidade mais importantes de sua época. Filósofo, guru indiano e um dos principais nomes da filosofia Advaita Vedanta.

Em 1951, Maharaj começou a aceitar visitantes e passou a dar palestras em sua casa, onde respondia perguntas e explicava conceitos da maneira simples, sem complexidade religiosa. Seu pensamento acerca da espiritualidade é que cada ser vivo deveria ter plena consciência de sua vida, ou seja, o entendimento sobre sua verdadeira natureza, e então, buscar e se desenvolver a partir daí.

Pertencente ao Inchegeri Sampradaya, discípulo de Siddharameshwar Maharaj, Nisargadatta alcançou reconhecimento mundial através da publicação de 1973, de “Eu Sou Aquilo” (I Am That).

“Nossas mentes são apenas ondas no oceano da consciência. Como ondas, vão e vêm. Como oceano, são infinitas e eternas. Conheça a si mesmo como o oceano do ser, o útero de toda existência. Certamente, tudo isto são metáforas; a realidade está além da descrição. Só sendo a realidade se pode conhecê-la”.

Nisargadatta Maharaj

“Somente o sobre-observador (a subjetividade absoluta) é real, chame-o Eu ou Atman. Para o Ser, o mundo não é mais que um show colorido, o qual ele curte “infinitamente” enquanto dure, e o esquece quando ele se vai. O que quer que aconteça no palco faz o ‘eu’ encolher-se aterrorizado ou rolar de rir no chão, e, ainda assim, todo o tempo ele está atento ao espetáculo, esquecido de que tudo é apenas um show. Contudo, o Eu, sem desejo ou medo, o aprecia tal qual ele se apresenta (sem interferir com julgamentos e avaliações, suposições e crenças)”.

Nisargadatta Maharaj

“Você deve desviar a atenção do mundo e ir para dentro, até que o interior e o exterior se fundam, e você possa ir além dos condicionamentos, sejam eles interiores ou exteriores”.

Nisargadatta Maharaj

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