“A Crítica das Evidências da Razão na obra de Benjamin Fondane e Léon Chestov” – Gabriela BAL

Revista Brasileira De Filosofia Da Religião (UnB), 6(2), 2019, 94–108.

Resumo: Benjamin Fondane (1898-1944), filósofo, poeta, dramaturgo, cineasta e crítico literário, judeu de origem romena, e seu mestre, Leon Chestov (1866-1938), filósofo de origem russa, judeu, ambos radicados em Paris, desenvolveram, a partir do diálogo estabelecido com a filosofia grega, a filosofia moderna, a literatura, a antropologia e a ciência, aquilo vieram a denominaram, como a marca de seu pensamento, “a crítica das evidências da razão”. Dois eixos principais norteiam a obra de Chestov e os seus desdobramentos podem ser reconhecidos na obra de Fondane: 1) a “crítica das evidências da razão” e 2) a busca daquilo que estes sempre apontaram, a partir de Plotino, como sendo “o mais importante”, o que está “além do Ser” ”“o epekeina tes ousias da República 509b9 -, o que está “além do conhecimento”, na perspectiva de Atenas e o que está além do Bem e do Mal, anterior portanto à  Queda, na perspectiva de Jerusalém. Entre Atenas e Jerusalém, a obra de Chestov e de Fondane corresponde a um ensaio de “filosofia da religião” avant la lettre, ao apontar para a dimensão filosófica da fé, a qual vieram a denominar como sendo a segunda dimensão do pensamento.

Palavras-chave:  Benjamin Fondane, Léon Chestov, filosofia trágica, fé, revelação.


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