“Libre comme un mort-né : Emil Cioran” – Nancy HUSTON

L’être humain qui allait se transformer petit à petit en Emil Cioran démarra lorsqu’un spermatozoïde de pope orthodoxe rencontra un ovule gisant dans les tubes fallopiens d’une femme mélancolique. Cinquante et un ans plus tard, dans une lettre à son frère, c’est de cela que se souviendra le plus célèbre pessimiste d’Europe : “Je pense souvent… Continue lendo “Libre comme un mort-né : Emil Cioran” – Nancy HUSTON

“A lição da nostalgia: a invenção de uma doença” – Jean STAROBINSKI

A história dos sentimentos e das “mentalidades” levanta uma questão de método, que tem a ver com a relação entre os sentimentos e a linguagem. Os sentimentos cuja história queremos retraçar só nos são acessíveis a partir do momento em que se manifestaram, verbalmente ou por qualquer outro meio expressivo. Para o crítico, para o… Continue lendo “A lição da nostalgia: a invenção de uma doença” – Jean STAROBINSKI

“Alvo da intenção terrorista: uma experiência filosófica da aprovação” – Clément ROSSET

A lógica do pior ensina pois a necessidade da ligação entre pensamento trágico e pensamento aprobatório. Para ela, trágico e afirmação são termos sinônimos. Isto, por três grandes razões teóricas que respondem cada uma às três questões gerais postas mais acima. Em primeiro lugar, a filosofia trágica considera a aprovação (e seu contrário, que é… Continue lendo “Alvo da intenção terrorista: uma experiência filosófica da aprovação” – Clément ROSSET

Cioran, un penseur privé en mal d’écriture – Lauralie Chatelet

Thèse de Lettres mention littératures comparées pour obtenir le grade de Docteur de l’Université de Lyon présentée et soutenue publiquement par Lauralie Chatelet, 4 mai 2020. Sous la direction de Monsieur Laurent Mattiussi. En finir avec l’écriture par l’écriture, tel est le projet d’Emil Cioran. Ce faisant, il produit une œuvre riche, au-delà des distinctions… Continue lendo Cioran, un penseur privé en mal d’écriture – Lauralie Chatelet

“O trágico de repetição” – Clément ROSSET

Uma análise sumária do trágico de repetição permite precisar um pouco a natureza do silêncio trágico e de sua inaptidão à interpretação. Marx, parafraseando Hegel, diz que os eventos históricos se produzem sempre duas vezes, a primeira de modo trágico, a segunda (repetição) de modo cômico (O dezoito brumário). É certo que a repetição possui… Continue lendo “O trágico de repetição” – Clément ROSSET

“O Canhão” – Léon Bloy

Enquanto escrevo, ouço o canhão. O vento traz seu ruído de muito longe. Embora bastante surdos, os tiros são distintos e digo para mim mesmo que, a cada um, é a morte de um grande número de homens que me é anunciada. É um turbilhão de almas, desoladas ou alegres, que passam a meu lado,… Continue lendo “O Canhão” – Léon Bloy

“A esperança e o absurdo na obra de Franz Kafka” – Albert CAMUS

O estudo sobre Franz Kafka que publicamos em apêndice foi substituído na primeira edição de O mito de Sísifo pelo capítulo sobre Dostoiévski e o suicídio. Porém foi publicado pela revista L’Arbalète em 1943. Nele se encontrará, em outra perspectiva, a crítica da criação absurda já iniciada nas páginas sobre Dostoiévski. (Nota do editor francês.)… Continue lendo “A esperança e o absurdo na obra de Franz Kafka” – Albert CAMUS

“A atração pelo vazio” – Clément ROSSET

Cioran escreve isto, em Aveux et Anathèmes: “Mal perdemos um defeito e outro apressa-se em substituí-lo. Nosso equilíbrio existe a esse preço.” Quanto a mim, acrescentaria que seria preciso dizer o mesmo de toda tolice, de toda loucura, de toda paixão: nenhuma desaparece sem abrir caminho a outra que logo se apodera do lugar deixado… Continue lendo “A atração pelo vazio” – Clément ROSSET

“A inobservância do real” – Clément ROSSET

Numa cena de um filme de Buster Keaton, As três idades, vê-se um personagem singular, meio astrólogo meio meteorologista, mergulhado em cálculos complicados destinados a determinar o tempo que faz do lado de fora. Havendo-se decidido por um “bom fixo”, grava a informação numa tabuleta — presume-se que a cena tem por cenário a Roma… Continue lendo “A inobservância do real” – Clément ROSSET

O Princípio de Crueldade (post-scriptum) – Clément ROSSET

A crueldade da realidade é ilustrada de maneira particularmente espetacular e significativa na crueldade do amor — tema conhecido e já sobejamente analisado, é verdade, mas é o privilégio das questões profundas permitir sempre uma análise parcialmente renovada, como é o privilégio de toda grande obra de arte, musical por exemplo, oferecer sempre matéria para… Continue lendo O Princípio de Crueldade (post-scriptum) – Clément ROSSET