Se, depois de eu morrer…” – Fernando PESSOA

https://www.youtube.com/watch?v=QV36r3sDV-c Alberto Caeiro Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,Não há nada mais simples.Tem só duas datas—a da minha nascença e a da minha morte.Entre uma e outra coisa todos os dias são meus. Sou fácil de definir.Vi como um danado.Amei as coisas… Continue lendo Se, depois de eu morrer…” – Fernando PESSOA

Adiamento – Fernando Pessoa (Álvaro De Campos)

https://www.youtube.com/watch?v=Z6wNazSuRFc Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã…Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,E assim será possível; mas hoje não…Não, hoje nada; hoje não posso.A persistência confusa da minha subjectividade objectiva,O sono da minha vida real, intercalado,O cansaço antecipado e infinito,Um cansaço de mundos para apanhar um eléctrico…Esta espécie de alma…Só depois de… Continue lendo Adiamento – Fernando Pessoa (Álvaro De Campos)

A Repetição – Søren Aabye KIERKEGAARD

"O amor da recordação é o único feliz, disse um autor!" Nisso tem também inteira razão, se nos recordarmos de que primeiro faz um homem infeliz. O amor da repetição é na verdade o único feliz. Tal como o da recordação, não tem a inquietação da esperança, não tem a alarmante aventura da descoberta, mas… Continue lendo A Repetição – Søren Aabye KIERKEGAARD

“Falhei em tudo” – Fernando Pessoa

Uma angústia voltada para o tudo e para o nada. Oscilando entre interioridade e cosmos e repleto de paradoxos e exageros. https://www.youtube.com/watch?v=iB2q0KdLFK4 Estou hoje dividido entre a lealdade que devoÀ Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro. Falhei em… Continue lendo “Falhei em tudo” – Fernando Pessoa

“Pensar contra si próprio” – E.M. Cioran

Um requisitório contra o otimismo new age, a cultura da autoajuda e suas receitas de felicidade, o dogmatismo indulgente e pernicioso ao quais nem os filósofos saberiam escapar: "Pensar contra si próprio" é o texto de abertura de A tentação de existir (1956), o terceiro livro de Cioran em língua francesa após o fiasco de… Continue lendo “Pensar contra si próprio” – E.M. Cioran

“Habilidade de Sócrates” – E.M. Cioran

Se tivesse dado precisões acerca da natureza do seu demónio, teria estragado uma boa parte da sua glória. A prudência da sua precaução criou a seu respeito uma curiosidade que inclui antigos e modernos; permitiu, além disso, aos historiadores da filosofia insistirem num caso que se mostra inteiramente estranho às suas preocupações. Trata-se de um… Continue lendo “Habilidade de Sócrates” – E.M. Cioran

Reflexões sobre a vaidade dos homens, ou discursos moraes sobre os effeitos da vaidade (Matias Aires)

Matias Aires Ramos da Silva de Eça (São Paulo, 27 de março de 1705 — Lisboa, 10 de dezembro de 1763) foi um filósofo e escritor luso-brasileiro. É patrono da cadeira 6 da Academia Brasileira de Letras. Irmão de Teresa Margarida da Silva e Orta, considerada a primeira mulher romancista em língua portuguesa. Escreveu obras… Continue lendo Reflexões sobre a vaidade dos homens, ou discursos moraes sobre os effeitos da vaidade (Matias Aires)

Actas do Encontro Pessoa / Cioran

Finis Mundi - Revista de ideias, cultura e metapolítica, nº 6 [Out-Dez 2012] Nota Introdutória - José António Miranda Moreira de Almeida ●7 Emil Cioran e Fernando Pessoa, salto no absolutoe “fuga para fora de Deus” - Paulo Borges ● 9 Tempo e Palavra em Cioran - J.M. Costa Macedo ● 35 Utopia em Fernando Pessoa e Emil Cioran -… Continue lendo Actas do Encontro Pessoa / Cioran

“A caminho de uma filosofia sem alma. Uma abordagem psicofísica sobre a crítica da subjectividade de Nietzsche” (Pietro Gori)

Cadernos Nietzsche, Guarulhos/Porto Seguro, v.38, n.2, p. 13-35, maio/agosto, 2017. Resumo: A crítica à noção do Eu é um tema do pensamento de Nietzsche que pode ser contextualizado dentro do debate oitocentista sobre a psicologia científica. Esse debate encontra em autores como Friedrich Lange e Ernst Mach dois pontos de referência importantes. Ambos perspectivam um… Continue lendo “A caminho de uma filosofia sem alma. Uma abordagem psicofísica sobre a crítica da subjectividade de Nietzsche” (Pietro Gori)

“Deus morreu, e agora?” (Anselmo Borges)

Diário de Notícias, 11 de junho de 2015 1.Volto muitas vezes a esse sublime e abissal texto, pavoroso, um dos grandes da grande literatura alemã, que Jean Paul, pseudónimo de Johann Paul Friedrich Richter, escreveu em 1796: "Rede des toten Christus vom Weltgebäude herab, dass kein Gott sei" ("Discurso do Cristo morto, a partir do… Continue lendo “Deus morreu, e agora?” (Anselmo Borges)