“No túmulo de Rosencreutz” – Fernando PESSOA

NO TÚMULO DE CHRISTIAN ROSENCREUTZ Não tínhamos ainda visto o cadáver de nosso Pai prudente e sábio. Por isso afastámos para um lado o altar. Então pudemos levantar uma chapa forte de metal amarelo, e ali estava um belo corpo célebre, inteiro e incorrupto..., e tinha na mão um pequeno livro em pergaminho, escrito a… Continue lendo “No túmulo de Rosencreutz” – Fernando PESSOA

“Em nome do medo” – MOONSPELL 🎶

"Em nome do medo" é uma canção da banda portuguesa de heavy metal Moonspell que tem como tema o notório terremoto de Lisboa. Apesar de Moonspell ter um álbum intitulado 1755 (ano do fatídico terremoto), esta faixa pertence a outro álbum da banda: Alpha Noir (2012). O terremoto provocou dois tipos de reação opostas na sociedade… Continue lendo “Em nome do medo” – MOONSPELL ðŸŽ¶

“Sobre o Divagar Filosófico de Albert Cossery” – Thiago de Oliveira SALES

Tese apresentada à Universidade de Évora para obtenção do Grau de Doutor em Filosofia, 2014 [PDF] RESUMO: Cultor de uma alegre descrença, avesso ao discurso engajado e, acima de tudo, certo de que nunca é tarde para quem nada espera, Albert Cossery tornou-se conhecido como o “Filósofo da Preguiça” – último exemplar de autêntico dandy… Continue lendo “Sobre o Divagar Filosófico de Albert Cossery” – Thiago de Oliveira SALES

“Miséria eterna da humanidade, eterna revolta metafísica” – CIORAN

Frente à miséria, tenho vergonha até da existência da música. A injustiça constitui a essência da vida social. Como aderir, sabendo disso, a qualquer doutrina?CIORAN, Nos Cumes do Desespero (1934) Convencido de que a miséria está intimamente ligada à existência, não posso aderir a nenhuma doutrina humanitária. Elas me parecem, em sua totalidade, igualmente ilusórias… Continue lendo “Miséria eterna da humanidade, eterna revolta metafísica” – CIORAN

“Da unidade à vacuidade e interdependência de todos os seres no pensamento hindu e budista” – Paulo BORGES

Religare, UFPB, v.13, n.2, dezembro de 2016, p.348-378. Resumo: O objectivo do presente artigo é mostrar o estatuto de todas as formas de vida no pensamento hindu e budista. Enquanto no pensamento hindu predomina a visão da procedência de todos os seres e coisas de uma unidade englobante, simultaneamente transcendente e imanente, no pensamento budista… Continue lendo “Da unidade à vacuidade e interdependência de todos os seres no pensamento hindu e budista” – Paulo BORGES

“Carreira das palavras” – CIORAN

A história das ideias não passa de um desfilar de vocábulos convertidos noutros tantos absolutos: para disso nos convencermos basta sublinhar os acontecimentos filosóficos mais marcantes de um século a esta parte. Sabemos do triunfo da «ciência» na época do positivismo. Quem se reclamasse da ciência podia divagar à vontade: tudo lhe era permitido a… Continue lendo “Carreira das palavras” – CIORAN

“Lutero” – E. M. CIORAN

Ter fé não é tudo; importa ainda sofrê-la como uma maldição, ver em Deus um inimigo, um carrasco, um monstro e, todavia, amá-lo, projectando nele toda a. inumanidade de que dispomos, com que sonhamos… A Igreja fez de Lutero um ser pálido, degenerado, amável; Lutero protesta: Deus, sustenta ele, não é. o «tolo», nem o… Continue lendo “Lutero” – E. M. CIORAN

“Se te queres matar, por que não te queres matar?” – Fernando PESSOA

Poema declamado por Paulo Autran (1922-2007) https://www.youtube.com/watch?v=coCCJWHcmGU Se te queres matar, porque não te queres matar?Ah, aproveita! que eu, que tanto amo a morte e a vida,Se ousasse matar-me, também me mataria...Ah, se ousares, ousa!De que te serve o quadro sucessivo das imagens externasA que chamamos o mundo?A cinematografia das horas representadasPor actores de convenções… Continue lendo “Se te queres matar, por que não te queres matar?” – Fernando PESSOA

“Emil Cioran, o escafandrista do nada” – Pedro MEXIA

Expresso, Portugal, 13 de março de 2021 Ainda que o negrume seja quase idêntico ao dos livros posteriores, o tom poético-diarístico, exaltado e enojado, contrasta com a elegância e a contenção que fariam de Cioran um dos grandes estilistas de língua francesa Emil Cioran não conseguia dormir. Tinha 22 anos, concluíra os estudos universitários em… Continue lendo “Emil Cioran, o escafandrista do nada” – Pedro MEXIA

“Sobre a morte” – CIORAN

Certos problemas, uma vez aprofundados, isolam-nos na vida, esvaziam-nos de tudo: então não temos mais nada a perder ou a ganhar. A aventura espiritual ou a projeção indefinida em direção às formas múltiplas da vida, a tentação de uma realidade inacessível não são mais do que simples manifestações de uma sensibilidade exuberante, privada da seriedade… Continue lendo “Sobre a morte” – CIORAN