“Urgência do Pior” – CIORAN

Revista (n.t.) Nota do Tradutor, ano 5, no 9, novembro de 2014. [PDF] O TEXTO: Publicado na França em 1979, Écartèlement (“Esquartejamento”) é um dos últimos livros do romeno E. M. Cioran (1911-1995), no qual seu estilo francês já se encontra bastante maturado. É composto tanto por aforismos quanto por ensaios dissertativos, dentre os quais “Urgence… Continue lendo “Urgência do Pior” – CIORAN

“O Niilista do Século” – Rodrigo MENEZES

São muitas as análises, das superficiais às mais elaboradas, que inscrevem a obra de Cioran sob o signo do niilismo. Um dos capítulos do livro de Franco Volpi, O Niilismo, é dedicado a Cioran e Bataille conjuntamente.[1] Ioan P. Culianu, historiador das religiões romeno, segue a mesma linha interpretativa de Volpi, atribuindo a Cioran um… Continue lendo “O Niilista do Século” – Rodrigo MENEZES

Cioran, o Nada e o Niilismo: Histórias coextensivas – Rodrigo MENEZES

“Que lástima que o nada tenha sido desvalorizado pelo abuso de filósofos indignos dele!”[1]CIORAN Numa entrevista em alemão, Cioran diz: “Não sou niilista: o nada é ainda um programa”,[2] pretendendo assim desvencilhar-se dessa etiqueta, tão frequentemente grudada nele. Cioran cultivou a inação, e viveu na recusa de todo programa: "por acaso respirar não é um?"… Continue lendo Cioran, o Nada e o Niilismo: Histórias coextensivas – Rodrigo MENEZES

“Encontros com o suicídio” – CIORAN

O texto: Seleção de aforismos de “Rencontres avec le suicide”, um dos capítulos de Le mauvais démiurge (1969), de E. M. Cioran. Trata-se de ruminações, variações sobre a questão capital, muitas das quais vacilações em torno do suicídio, cuja ideia é priorizada em detrimento de sua realização. São “encontros e desencontros” com o suicídio que, levando a compreender… Continue lendo “Encontros com o suicídio” – CIORAN

“Breviário de Decomposição (1949): livro perigoso e essencial” – Rodrigo MENEZES

Ter um Cioran em casa é a antítese de ter uma arma de fogo. No caso de possuir as duas coisas juntas, se o leitor pegasse o livro em vez do revólver, perderia toda motivação de usar o revólver, contra si mesmo ou contra outrem: é um dispositivo de segurança contra tragédias (que se aproveitam… Continue lendo “Breviário de Decomposição (1949): livro perigoso e essencial” – Rodrigo MENEZES

“Cioran e o estilo como justificativa da vida” – Jasson da Silva MARTINS

Revista Filosofia Capital – RFC ISSN 1982-6613, Brasília, vol. 16, (2021) Dossiê (Filosofia): Literatura e Filosofia, p. 19-33, dez 2021. Resumo: É um fato que o estilo do autor influencia a recepção-compreensão de sua obra. No caso de Cioran há uma dupla fratura: há uma mudança de estilo nas obras publicadas em francês, em relação… Continue lendo “Cioran e o estilo como justificativa da vida” – Jasson da Silva MARTINS

„Dialectica indolenţei”: erezie şi idiotism împotriva tiraniei pozitivităţii toxice – Rodrigo MENEZES

ARCA - Revistă de literatură, eseu, arte vizuale, muzică, Anul XXXIII, nr. 1 (366), 2022. (versão portuguesa) „Am vrut să suprim în mine motivele pe care le invocă oamenii pentru a exista şi pentru a făptui. Am vrut să devin cum nu se poate mai normal ‑ şi iată‑mă căzut în prostraţie, precum idioţii, şi… Continue lendo „Dialectica indolenţei”: erezie şi idiotism împotriva tiraniei pozitivităţii toxice – Rodrigo MENEZES

“Cioran: ilusões, essências, desilusões” – Rodrigo MENEZES

Enquanto permanece enfeitiçado e apaixonado pelas Ilusões em sua juventude, Cioran evoca, em oposição àquelas, as Essências, dando indícios de querer pensar metafisicamente uma Alma imortal (substancial, essencial, “divina”), assim como "Deus", "eternidade", "absoluto". A oposição platônica entre Ilusões e Essências, no Livro das Ilusões, revela um Cioran ainda incapaz de tirar as últimas consequências… Continue lendo “Cioran: ilusões, essências, desilusões” – Rodrigo MENEZES

“Do ennui ao êxtase: Cioran e o sentimento religioso da existência” – Rodrigo MENEZES

Quanto mais perco minha fé no mundo, mais estou em Deus, sem crer nele. – Será uma doença misteriosa, ou uma nobreza do espírito e do coração, que te faz ser ao mesmo tempo cético e místico?CIORAN, Amurgul gândurilor [O Crepúsculo dos Pensamentos] (1940) A acusação de “irracionalismo” oculta, muitas vezes, a defesa de um… Continue lendo “Do ennui ao êxtase: Cioran e o sentimento religioso da existência” – Rodrigo MENEZES

“Essa maldita, essa esplêndida Rășinari”: o “paraíso terrestre” da infância de Cioran

Emil Cioran nasceu em 8 de abril de 1911, em Răşinari, pequeno vilarejo dos Cárpatos, uma região montanhosa na Transilvânia. Tecnicamente, ele não nasceu na Romênia. Antes de ser romeno, Cioran é transilvano. A Transilvânia (Ardeal em romeno; Erdely em húngaro) pertencia, à época do seu nascimento, ao Império Austro-húngaro, não fazendo parte do grande… Continue lendo “Essa maldita, essa esplêndida Rășinari”: o “paraíso terrestre” da infância de Cioran