“Crimes do futuro: o grotesco-chic da distopia de David Cronenberg” – Rodrigo MENEZES

Esgotados os modos de expressão, a arte se orienta para o sem-sentido, para um universo privado e incomunicável. Todo estremecimento inteligível, tanto em pintura como em música ou em poesia, nos parece, com razão, antiquado ou vulgar. O público desaparecerá em breve; a arte o seguirá de perto.Uma civilização que começou com as catedrais tinha… Continue lendo “Crimes do futuro: o grotesco-chic da distopia de David Cronenberg” – Rodrigo MENEZES

“High Castle Teleorkestra: um grupo musical insólito, diferente de tudo o que você já ouviu (e imaginou)” – Rodrigo MENEZES

Insólito designa, segundo a etimologia, tudo o que é inusual e foge ao ordinário. [...] A palavra mesma me diz ao mesmo tempo mais e menos: sugere algo raro, com efeito, mas de uma rareza especial e incisiva que não se resume a uma simples mediana na avaliação estatística da frequência dos seres. [...] Após… Continue lendo “High Castle Teleorkestra: um grupo musical insólito, diferente de tudo o que você já ouviu (e imaginou)” – Rodrigo MENEZES

“The Revelation of Philip K. Dick” – John GRAY

It would be hard to find a more striking statement of a Gnostic world-view than this: Behind the counterfeit universe lies God … It is not a man who is estranged from God; it is God who is estranged from God. He evidently willed it this way at the beginning, and has never since sought… Continue lendo “The Revelation of Philip K. Dick” – John GRAY

“Fragmentos de um diário encontrado” – Mihail SEBASTIAN

Trad. de Fernando Klabin. São Paulo: Ayllon, 2020. Mihail Sebastian (1907-1945) foi dramaturgo, jornalista, ensaísta e romancista romeno. É afinado com o caráter rebelde das vanguardas artísticas europeias das décadas de 1920 e 1930, assim como os compatriotas Emil Cioran, Eugène Ionesco e Mircea Eliade. Por ser judeu, Sebastian não teve o reconhecimento de seus… Continue lendo “Fragmentos de um diário encontrado” – Mihail SEBASTIAN

“Fascism, Fiction, and Freedom in the Time of the Virus” – Arundhati ROY

Religious Nationalism, Dissent, and the Battle Between Myth and History. The seventh annual Frances Tarlton “Sissy” Farenthold Endowed Lecture in Peace, Social Justice and Human Rights, presented at the LBJ Auditorium on The University of Texas at Austin campus. The Bernard and Audre Rapoport Center hosted the lecture in partnership with the Rothko Chapel and… Continue lendo “Fascism, Fiction, and Freedom in the Time of the Virus” – Arundhati ROY

“Um Artista da Fome” – KAFKA

Nas últimas décadas o interesse pelos artistas da fome diminuiu bastante. Se antes compensava promover, por conta própria, grandes apresentações desse gênero, hoje isso é completamente impossível. Os tempos eram outros. Antigamente toda a cidade se ocupava com os artistas da fome; a participação aumentava a cada dia de jejum; todo mundo queria ver o… Continue lendo “Um Artista da Fome” – KAFKA

“Primeira dor” – KAFKA

Um artista do trapézio — como se sabe, esta arte que se pratica no alto da cúpula dos grandes teatros de variedades é uma das mais difíceis entre todas as acessíveis aos homens — tinha organizado sua vida de tal maneira, primeiro pelo esforço de perfeição, mais tarde pelo hábito que se tornou tirânico, que… Continue lendo “Primeira dor” – KAFKA

Iluminismo & Romantismo – Harold BLOOM

A NOSSA DEFINIÇÃO CLÁSSICA daquilo que o sublime literário reivindica pode ser encontrada nas sentenças iniciais de The romantic sublime O sublime romântico de Thomas Weiskel: A alegação essencial do sublime é que o homem pode, no sentimento e na linguagem, transcender o humano. O que se encontra além do humano, se é que algo… Continue lendo Iluminismo & Romantismo – Harold BLOOM

Como o “mundo verdadeiro” se tornou finalmente fábula – Friedrich NIETZSCHE

História de um erro O mundo verdadeiro, alcançável para o sábio, o devoto, o virtuoso — ele vive nele, ele é ele.(A mais velha forma da idéia, relativamente sagaz, simples, convincente. Paráfrase da tese: “Eu, Platão, sou a verdade”.) 2. O verdadeiro mundo, inalcançável no momento, mas prometido para o sábio, o devoto, o virtuoso… Continue lendo Como o “mundo verdadeiro” se tornou finalmente fábula – Friedrich NIETZSCHE

“Nihilisme actif et nihilisme passif dans la tradition russe” (Pierre Le Vigan)

PHILITT - Philosophie, Littérature et Cinéma, 8 octobre 2017 Nietzsche a bien montré les deux visages du nihilisme. L’un est le nihilisme passif. Il dévalorise ce qui est, au profit de ce qui « devrait » être. C’est un nihilisme de critique du monde réel. C’est, pour faire court, le nihilisme de Schopenhauer. L’autre nihilisme est ce… Continue lendo “Nihilisme actif et nihilisme passif dans la tradition russe” (Pierre Le Vigan)