“Mas, Cioran, atman ou anatman? Eis a questão” – Rodrigo MENEZES

“Na história há dois fenômenos que representam para mim o ponto mais elevado: a metafísica indiana e a música alemã. […] Se houvesse um processo, no qual o homem fosse acusado, poderia se defender com esses dois fenômenos. Pessoalmente, através da metafísica indiana consegui penetrar mais profundamente nos problemas filosóficos, e, com a música alemã,… Continue lendo “Mas, Cioran, atman ou anatman? Eis a questão” – Rodrigo MENEZES

“O mau demiurgo” – CIORAN

À exceção de alguns casos aberrantes, o homem não se inclina ao bem: que deus o impeliria a isso? Precisa vencer-se, fazer-se violência, para poder executar o menor ato não manchado de mal. Todas as vezes que o consegue, provoca e humilha seu criador. E se acontece de ele ser bom não por esforço ou… Continue lendo “O mau demiurgo” – CIORAN

Imagens de Deus no Livro das Ilusões (1936), de Emil Cioran

A ideia fixa do sistema não é menos suspeita quando se aplica ao estudo dos místicos. Trata-se de uma atitude ainda tolerável no caso de Mestre Eckhart, porque ele próprio teve o cuidado de disciplinar o seu pensamento: pois não era ele um pregador? [..] Mas que dizer de um Angelus Silesius, cujos dísticos se… Continue lendo Imagens de Deus no Livro das Ilusões (1936), de Emil Cioran

Variaciones sobre Dios en «El Ocaso del Pensamiento» (Amurgul gândurilor, 1940), de Cioran

En Ese Maldito Yo [Aveux et Anathèmes, 1987], su último libro, Cioran escribe: "Abuso de la palabra Dios, la utilizo con frecuencia, con demasiada frecuencia. Lo hago cada vez que alcanzo un extremo y necesito un vocablo para nombrar lo que hay después. Prefiero Dios a lo Inconcebible." El Ocaso del Pensamiento (Amurgul gândurilor, 1940),… Continue lendo Variaciones sobre Dios en «El Ocaso del Pensamiento» (Amurgul gândurilor, 1940), de Cioran

“John Gray e o equívoco do gnosticismo” – Rodrigo MENEZES

Em A alma da marionete (The Soul of the Marionette, 2015), John Gray dava indícios de compreender equivocadamente o assim-chamado "gnosticismo": a gnose da heresia gnóstica surgida no cristianismo primitivo, nos primeiros séculos da nossa era, e ressurgida na Idade Média, entre os cátaros e outros grupos religiosos sectários. Ele escreve: Hoje em dia, muitas… Continue lendo “John Gray e o equívoco do gnosticismo” – Rodrigo MENEZES

“A filosofia no quarto de despejo” – Mauro TRINDADE

Revista Manchete, 15 de julho de 1995 E. M. Cioran, considerado o maior pensador de nosso tempo, vivia como um estudante pobre em Paris Depois de décadas a assombrar um sótão na rive gauche de Paris, o soturno e brilhante filósofo Emil Michel Cioran encerrou no dia 20 de junho passado sua brava lula contra… Continue lendo “A filosofia no quarto de despejo” – Mauro TRINDADE

“Cioran: uma mente desconcertante” – Paulo Jonas Lima PIVA

Discutindo Filosofia, ano 1, nr. 2. Conhecido como filósofo do nada, o romeno Emil Cioran produziu uma obra carregada de fina ironia e tiradas polêmicas Muitas são as tentativas de definir o pensamento estilhaçado, iconoclástico e desconcertante do pensador romeno Emil Mihai Cioran. Rei dos pessimistas, o niilista por excelência do século XX, um Nietzsche… Continue lendo “Cioran: uma mente desconcertante” – Paulo Jonas Lima PIVA

“Um homem realizado” – CIORAN

Ao indivíduo acostumado ao íntimo das profundidades, o "mistério" não intimida; não fala dele e não sabe o que seja: vive-o... A realidade em que se move não comporta outra: não tem uma zona inferior nem um além: está abaixo de tudo e para além de tudo. Farto de transcendência, superior às operações do espírito… Continue lendo “Um homem realizado” – CIORAN

“«O despertar da consciência e o cansaço de se estar desperto»: Cioran e a Era do Eixo (Jaspers)” – Rodrigo MENEZES

Segundo Peter, Sloterdijk, Cioran teria sido “o primeiro a realizar o que Nietzsche tinha querido desmascarar como se tivesse existido desde sempre: uma filosofia do puro ressentimento.”[1] Ele tem em mente o motivo cioraniano do mécontentement (Rosset), a insatisfação total (“e não há insatisfação profunda que não seja de natureza religiosa”, pensa Cioran), de onde… Continue lendo “«O despertar da consciência e o cansaço de se estar desperto»: Cioran e a Era do Eixo (Jaspers)” – Rodrigo MENEZES

“Imunidade contra a renúncia” – CIORAN

Tudo o que se refere à eternidade transforma-se inevitavelmente em lugar-comum. O mundo acaba por aceitar qualquer revelação e resigna-se a qualquer calafrio, contanto que a fórmula tenha sido encontrada. A ideia da futilidade universal – mais perigosa que todos os flagelos – degradou-se até a evidência: todos a admitem e ninguém se conforma. O… Continue lendo “Imunidade contra a renúncia” – CIORAN