“O Suplício (I)” – Georges BATAILLE

Há nas coisas divinas uma transparência tão grande que escorregamos para o fundo iluminado do riso mesmo a partir de intenções opacas. Vivo de experiência sensível e não de explicação lógica. Tenho do divino uma experiência tão maluca que rirão de mim se falar dela. Entro num beco sem saída. Nele, toda possibilidade se esgota,… Continue lendo “O Suplício (I)” – Georges BATAILLE

“From Nietzsche to Ayn Rand” – John GRAY

Few thinkers were more different than Henry Sidgwick and Friedrich Nietzsche. Sidgwick was unfailingly conscientious in his pursuit of truth, Nietzsche an intellectual adventurer who came to doubt the value of truth. Yet the two converged on a vital point. Once theism is left behind, not only much of religious morality but ‘morality’ itself must… Continue lendo “From Nietzsche to Ayn Rand” – John GRAY

Variaciones sobre Dios en «El Ocaso del Pensamiento» (Amurgul gândurilor, 1940), de Cioran

En Ese Maldito Yo [Aveux et Anathèmes, 1987], su último libro, Cioran escribe: "Abuso de la palabra Dios, la utilizo con frecuencia, con demasiada frecuencia. Lo hago cada vez que alcanzo un extremo y necesito un vocablo para nombrar lo que hay después. Prefiero Dios a lo Inconcebible." El Ocaso del Pensamiento (Amurgul gândurilor, 1940),… Continue lendo Variaciones sobre Dios en «El Ocaso del Pensamiento» (Amurgul gândurilor, 1940), de Cioran

“Prosa e Poesia” – NIETZSCHE

Observe-se que os grandes mestres da prosa foram quase sempre poetas também, seja publicamente ou apenas em segredo e “para os íntimos”; e, de fato, apenas em vista da poesia se escreve boa prosa! Pois esta é uma ininterrupta e amável guerra com a poesia: todo o seu charme consiste em que a poesia é… Continue lendo “Prosa e Poesia” – NIETZSCHE

“John Gray e o equívoco do gnosticismo” – Rodrigo MENEZES

Em A alma da marionete (The Soul of the Marionette, 2015), John Gray dava indícios de compreender equivocadamente o assim-chamado "gnosticismo": a gnose da heresia gnóstica surgida no cristianismo primitivo, nos primeiros séculos da nossa era, e ressurgida na Idade Média, entre os cátaros e outros grupos religiosos sectários. Ele escreve: Hoje em dia, muitas… Continue lendo “John Gray e o equívoco do gnosticismo” – Rodrigo MENEZES

“Um homem realizado” – CIORAN

Ao indivíduo acostumado ao íntimo das profundidades, o "mistério" não intimida; não fala dele e não sabe o que seja: vive-o... A realidade em que se move não comporta outra: não tem uma zona inferior nem um além: está abaixo de tudo e para além de tudo. Farto de transcendência, superior às operações do espírito… Continue lendo “Um homem realizado” – CIORAN

“Passagem das horas” – Álvaro de Campos

19 janvier [1970] - J'ouvre les Poésies d'Alvaro de Campos (Pessoa), et je tombe sur « Seja o que fôr, era melhor nao ter nascido. » Quoi qu'il en soit, mieux valait n'être pas né.CIORAN, Cahiers, p. 787. https://www.youtube.com/watch?v=aoczH7CVSBg PASSAGEM DAS HORAS [b] Trago dentro do meu coração,Como num cofre que se não pode fechar… Continue lendo “Passagem das horas” – Álvaro de Campos

“Obsessão do Essencial”: navegação temerária, naufrágios e horizontes de libertação em Cioran – Rodrigo Menezes

"E il naufragar m'è dolce in questo mare"LEOPARDI, "L'Infinito" Para dar voz às suas experiências capitais e “obsessões essenciais”, Cioran amiúde recorre a metáforas teológicas e mitológicas, a uma linguagem metafísica, religiosa e/ou mística: “o mau demiurgo”, “a Criação fracassada”,[1] “Queda” (no tempo, do tempo), “despertar” (éveil), “nostalgia” (de um “Paraíso” ou Absoluto perdido[2]), “dilaceração”,… Continue lendo “Obsessão do Essencial”: navegação temerária, naufrágios e horizontes de libertação em Cioran – Rodrigo Menezes

A diferença entre místicos e santos – CIORAN

A diferença entre místicos e santos. Os primeiros se limitam à visão interior; os últimos a realizam na prática. A santidade extrai as consequências da mística, especialmente as éticas. Um santo é um místico; um místico pode não ser um santo. A caridade não é necessariamente um atributo do místico; Sem ela, por outro lado,… Continue lendo A diferença entre místicos e santos – CIORAN

Schopenhauer, Cl. Rosset e a má repetição

Quem vive duas ou três gerações se sente como o espectador que, durante a feira, vê as performances de todos os tipos de malabaristas e, se ficar sentado na cabine, as vê repetidas duas ou três vezes. Como os truques se destinavam apenas a uma apresentação, eles não causam mais qualquer impressão depois do desaparecimento… Continue lendo Schopenhauer, Cl. Rosset e a má repetição