“Do Eros criador aos ‘Funerais do Desejo’: Amor, Êxtase e (Des)Ilusão em Cioran” – Juan Pablo Enos 🇧🇷

https://youtu.be/Hodq_1OFY0g A fecundidade do amor bem como as tragédias relativas aos efeitos de Eros são temas recorrentes ao longo da obra de Cioran. Nesta comunicação, apresentarei alguns dos trechos em que o amor, seja em seus aspectos fisiológicos, éticos e estéticos são abordados na obra do autor. Desde o ensaio de juventude “Ser Lírico”, onde… Continue lendo “Do Eros criador aos ‘Funerais do Desejo’: Amor, Êxtase e (Des)Ilusão em Cioran” – Juan Pablo Enos 🇧🇷

“As duas verdades” – E.M. Cioran

Segundo uma lenda de inspiração gnóstica, travou-se uma luta no céu entre os anjos, na qual os partidários de Miguel venceram os do Dragão. Os anjos que se contentaram, indecisos, em observar, foram relegados a aqui embaixo, afim de fazer a escolha à qual não se tinham resolvido lá em cima, escolha tão mais difícil… Continue lendo “As duas verdades” – E.M. Cioran

“Do inconveniente de ter escrito” – Cassionei Niches PETRY

Digestivo Cultural, 09/09/2015 Dia desses, provocado por muitos elogios sobre seu primeiro livro, li um romance de um escritor da nova geração da literatura brasileira. A leitura, no entanto, me decepcionou. Desde o prefácio, que demonstra um escritor medroso, como que se desculpando por ter trabalhado determinado tema, passando por algumas incoerências narrativas e uso… Continue lendo “Do inconveniente de ter escrito” – Cassionei Niches PETRY

“O trágico de repetição” – Clément ROSSET

Uma análise sumária do trágico de repetição permite precisar um pouco a natureza do silêncio trágico e de sua inaptidão à interpretação. Marx, parafraseando Hegel, diz que os eventos históricos se produzem sempre duas vezes, a primeira de modo trágico, a segunda (repetição) de modo cômico (O dezoito brumário). É certo que a repetição possui… Continue lendo “O trágico de repetição” – Clément ROSSET

“Sobre a Melancolia” – E.M. Cioran

Quando não se pode livrar-se de si mesmo, deleita-se devorando-se. Em vão se chamaria o Senhor das Sombras, o distribuidor de uma maldição precisa: se está doente sem doença e se é réprobo sem vícios. A melancolia é o estado sonhado do egoísmo: nenhum objeto fora de si mesmo, nenhum motivo mais de ódio ou… Continue lendo “Sobre a Melancolia” – E.M. Cioran

“Nos Funerais do Desejo” – E.M. CIORAN

Uma caverna infinitesimal boceja em cada célula… Sabemos onde se instalam as doenças, seu lugar, a carência definida dos órgãos; mas esse mal sem sede…, essa opressão sob o peso de mil oceanos, esse desejo de um veneno idealmente maléfico… As vulgaridades da primavera, as provocações do sol, do viço, da seiva… Meu sangue se… Continue lendo “Nos Funerais do Desejo” – E.M. CIORAN

“O Tradicionalista e o Gnóstico” – Rodrigo Menezes

Se nos buscamos fora de nós mesmos, encontraremos a catástrofe, erótica ou ideológica. Deve ser por isso que Ralph Waldo Emerson, em seu fundamental ensaio “Self-reliance” [Autodependência] (1840), observou que “viajar é o paraíso dos tolos”. [...] Buscar Deus fora do eu é cortejar os desastres do dogma, a corrupção institucional, a malfeitoria histórica e a crueldade.Harold BLOOM,… Continue lendo “O Tradicionalista e o Gnóstico” – Rodrigo Menezes

“Pensar contra si próprio” – E.M. Cioran

Um requisitório contra o otimismo new age, a cultura da autoajuda e suas receitas de felicidade, o dogmatismo indulgente e pernicioso ao quais nem os filósofos saberiam escapar: "Pensar contra si próprio" é o texto de abertura de A tentação de existir (1956), o terceiro livro de Cioran em língua francesa após o fiasco de… Continue lendo “Pensar contra si próprio” – E.M. Cioran

“Providência pessoal” – Friedrich NIETZSCHE

Providência pessoal. — Existe, na vida, um certo ponto alto: ao atingi-lo corremos novamente, com toda a nossa liberdade, e por mais que tenhamos negado ao belo caos da existência toda razão boa e solícita, o grande perigo da servidão espiritual, e temos ainda a nossa mais dura prova a prestar. Pois é então que… Continue lendo “Providência pessoal” – Friedrich NIETZSCHE

“Dos males, qual o pior? Acaso trágico e fatalismo gnóstico em Clément Rosset e Emil Cioran” – Rodrigo Inácio R. Sá Menezes

Clément Rosset critica Georges Bataille, em sua Lógica do pior (1971), por supostamente mistificar o saber trágico e a consciência trágica, dando a entender que seriam o apanágio de um seleto grupo de intelectuais iluminados (a começar por Bataille, provoca Rosset), graças a um suposto "despertar" espiritual que nem todos os mortais podem ter. Esta… Continue lendo “Dos males, qual o pior? Acaso trágico e fatalismo gnóstico em Clément Rosset e Emil Cioran” – Rodrigo Inácio R. Sá Menezes