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Vídeos com temáticas diversas relacionadas a Cioran, em diálogo com outros pensamentos, filosofias e autores.

Cioran faz o elogio do hamletismo e do diletantismo, atitudes percebidas positivamente como signos de sabedoria, de certa arte de viver. A conclusão da lucidez praticada e comunicada por Cioran, a partir de suas nuits blanches, é o hamletismo e o diletantismo como sabedoria. “Não operamos no É“, sentencia o filósofo romeno… [+]

Ler significa pensar com uma cabeça alheia, em vez de pensar com a própria. […] Apenas os pensamentos próprios são verdadeiros e têm vida, pois somente eles são entendidos de modo autêntico e completo.” (Schopenhauer) O intuicionismo expressado por Schopenhauer, a intuição (cognição noética) como fonte primeira de aprendizado, conhecimento, compreensão, é um ponto em comum entre ele e Bergson. Entre eles, Emil Cioran, também, à sua maneira, um filósofo da intuição… [+]

Faz sentido falar de filosofia trágica? Seria o trágico pessimista, e vice-versa? Seriam E.M. Cioran e Clément Rosset (1939-2018), amigos e filósofos com muita coisa em comum, mas também com muitas divergências, pensadores igualmente trágicos ou, como os classifica um jornalista nos idos de 1989, representantes de um “pessimismo chic”? [+] (em 2 partes)

Cioran angariou bons amigos e boas amigas, mas também desafetos, difamadores, detratores e críticos empedernidos, inclusive no Brasil. O autor romeno de expressão francesa, espírito idiossincrático, um excêntrico metafísico, é capaz de agradar a gregos e troianos, como é capaz de suscitar aversão, antipatia e ódio por parte daquele ou daquela que toma contato com seus textos… [+] (em 4 partes)

A partir de um texto da jornalista baiana Cynara Menezes, tematizo as improváveis influências e inspirações resultantes da leitura da obra cioraniana: trata-se da canção “Cético”, do pioneiro da axé music baiana, Luiz Caldas. Apresento também algumas ocorrências do nome de Cioran, e de seus aforismos, nas páginas do saudoso Pasquim, e as significativas afinidades eletivas entre Cioran e Millôr Fernandes: dois espíritos “zeflemeáticos”. [+]

A apresentação de uma obra colaborativa, em grande medida desconhecida dos leitores e estudiosos de Cioran. Um projeto megalomaníaco, de Joseph Fôret, escrito a 7 mãos e ilustrado por outras 7. Trata-se de uma releitura do livro do Apocalipse de João, exposta ao público em 1961. A obra seria anunciada no Jornal do Brasil, em 28/03/1961, como “o livro mais caro do mundo”. [+]

À luz de Nobody Knows I’m Here, coloca-se em pauta o enunciado do protagonista de outro filme, Holy Motors (2012): “A beleza está no olhar de quem a vê.” Por um lado, a conclusão intuitiva e consternada, alarmada, atônica e melancólica, de que a Beleza está em crise, e com ela a nossa capacidade de contemplá-la. Por outro, dissociando a equívoca aproximação entre Cioran e o novo Joker (2019), argumenta-se que Cioran possui uma alma mais afinada com a de Memo, personagem de Nobody Knows I’m here. [+]

Pode ser desconcertante, quando não perturbador, tentar dar conta da “soma de atitudes” sem nenhuma “preocupação de unidade” que é a obra de Cioran.[1] O equívoco e os mal-entendidos em torno do seu caso só podem ter uma explicação, a única razoável a meu ver: trata-se aqui de uma alma perdidamente musical[+]

À luz da crítica de Byung-Chul Han à sociedade da transparência, pautada pela demanda (tóxica, patológica) de uma positividade total, com a “estética do liso” que lhe é própria, trata-se de uma confrontação entre as “obras” de Jeff Koons, um dos artistas plásticos mais bem-sucedidos do mundo, e de Cioran, que – Especialista em Quedas – pode ser considerado o anti-Koons por excelência. [+]

O conhecimento que mais importa para Cioran não é epistêmico, mas místico-intuitivo (gnosis): conhecimento na experiência interior, visão e revelação extática. Mais que um filósofo, e para além da “platitude existencial” que seria o grau zero do pensamento e da experiência, Cioran é (como afirma seu irmão, Aurel), um pensador de alma mística (heterodoxa): um gnóstico sui generis, heterodoxo entre os heterodoxos… [+]

Duas controvérsias, duas confrontações filosóficas, ambas envolvendo Clément Rosset, a primeira com Georges Bataille acerca da universalidade ou não-universalidade do saber trágico, conforme fundado (ou não) numa consciência que Rosset supõe universal e “naturalmente” trágica, a despeito do concurso de toda ilusão, teológica ou ideológica, e a segunda com Cioran acerca da essência ou natureza da Música, se alegre (Rosset) ou triste (Cioran)… [+]

“O ideal é poder repetir-se… como Bach”, escreveu Cioran. Em 2019, Nick Cave lançou Ghosteen, uma obra-prima musical: criação paradoxal, enraizada no luto da perda recente de um de seus filhos, paradigmática no sentido de tornar impossível toda distinção ou oposição entre alegria e tristeza, pesar e leveza, queda e apoteose. Um disco triste? Alegre? Nenhuma das duas alternativas? Tudo o que é profundo e verdadeiro borra tais oposições e convenções… [+]

O que é o “antinatalismo”? Antes de ser um “ismo”, um rótulo, um slogan, uma ideologia militante ou uma moda passageira, deve ser entendido filosoficamente como o desdobramento natural, no animal racional, do horror diante da existência e do mal que lhe é inerente. Uma ética negativa: na dúvida, melhor não procriar. De onde o imperativo categórico de Cioran: a “negativa de procriar” (Breviário de decomposição)… [+]

“I haven’t written with my blood, I’ve written with all the tears I supposed to have shed. Even if I were a logician, I would still be elegiac. The exclusion from Paradise, I live it every day, with the same passion and the same regret as the first outcast.” – CIORAN, Notebooks: 1957-1972
A short illustrated story about the trials and tribulations of a sleepless man fallen from Paradise and into the burden of time… [+]

Um exercício hermenêutico em torno da obra de M. Cioran, no intuito de focalizar o romantismo latente ou manifesto do pensador romeno consagrado por seus livros franceses: sua herança romântica, o fundus animæ romântico do seu pensamento existencial. Cioran, pensador – e artista – romântico: o que isso significa, pois? E por que falar de Romantismo hoje? Qual é a sua atualidade? [+]

Vídeopoema de Olga Lucía Betancourt, poeta colombiana e prima de Liliana Herrera (1060-2019). Tu sombra se pasea por los “Jardines de Luxemburgo” / tu remanso, sin paz / Puedo evocar tus pasos / bajo los castaños florecidos / en los días de primavera / o bajo las volanderas hojas doradas / en el otoño… [+]

Olga Lucía Betancourt é poeta e uma grande melómana, como sua prima, Liliana Herrera (1960-2019). Da infância à vida adulta, Olga e Liliana viveram importantes momentos juntas, seja escutando a música de Mina, cantora italiana, seja discutindo filosofia noites a fio. Como Liliana, Olga é uma leitora arguta e sensível da obra cioraniana. Além da música, da poesia, da filosofia e dos idiomas, a Natureza uma das suas grandes paixão. Aqui, um videopoema seu dedicado ao Mar… [+]