“Você é o que você come”: Cioran e a gula livresca

Quem me curará da minha terrível Bildungstrieb1? Meu amor pelos livros, a necessidade que tenho de me 'cultivar', a sede de aprender, de colecionar, de saber, de acumular bagatelas sobre todas as coisas — responsabilizar a quem? Prefiro, por razões de comodidade, colocar esses defeitos na conta de minhas origens: oriundo de uma nação onde… Continue lendo “Você é o que você come”: Cioran e a gula livresca

O Diabo, filantropo funesto (E.M. Cioran)

PLANEJAR uma sociedade na qual, segundo uma etiqueta aterradora, nossos atos são catalogados e regulamentados, na qual, por uma caridade levada até a indecência, se preocupam com nossos pensamentos mais íntimos, é transportar os tormentos do inferno para a idade de ouro, ou criar, com a ajuda do diabo, uma instituição filantrópica. Solares, utópicos, harmônicos… Continue lendo O Diabo, filantropo funesto (E.M. Cioran)