“Contra Emil Cioran” – Julio CABRERA

Num livro de título irresistível (Acerca do inconveniente de ter nascido), o escritor romeno Emil M. Cioran escreve, entre outras pérolas: "O único, o verdadeiro azar: nascer." "Não ter nascido, de só pensá-lo, que felicidade, que liberdade, quanto espaço!" "Matar-se não vale a pena: a gente sempre o faz demasiado tarde." "Ao nascer perdemos o… Continue lendo “Contra Emil Cioran” – Julio CABRERA

“Festa para o pessimista”: 110 anos do nascimento de Cioran (1911-2021)

Completaram-se, em 8 de abril de 2021, 110 anos do nascimento daquele que passou a vida caluniando a vida e a morte, o nascimento e a existência, Deus e o mundo, tudo e nada e, é claro, a si mesmo. "Pensar contra si" foi o seu programa. Só pensava, só se metia a filosofar quando… Continue lendo “Festa para o pessimista”: 110 anos do nascimento de Cioran (1911-2021)

Cioran segundo Sergio Givone (26/06/1995)

https://www.youtube.com/watch?v=XXaHpv3Ri2k Sergio Givone (1944-) é um dos mais importantes filósofos italianos do século XX, em plena atividade. Foi aluno de Luigi Pareyson. Em 2016, veio ao Brasil dar uma conferência na PUC-SP sobre um de seus temas privilegiados: "Filosofia e narratividade". Sua obra filosófica se concentra em temas contemporâneos como existencialismo, niilismo, pessimismo, ateísmo e… Continue lendo Cioran segundo Sergio Givone (26/06/1995)

Aforismos & textos comentados: “Adeus à filosofia”

Em homenagem ao aniversário de 25 anos do falecimento do filósofo (8 de abril de 1911 - 20 de junho de 1995) https://www.youtube.com/watch?v=l1J5R6_5wvE Trata-se de uma leitura aprofundada e expandida, crítica e comentada, do texto de Cioran intitulado “Adeus à filosofia”, parte integrante do Breviário de decomposição, seu primeiro livro escrito em francês, uma vez… Continue lendo Aforismos & textos comentados: “Adeus à filosofia”

Cioran, Chestov, Kierkegaard & a filiação-Jó

Quando penso quão pouco aprendi dos grandes filósofos! Nunca me fizeram falta nem Kant, nem Descartes nem Aristóteles; seu pensamento vale somente para nossos momentos de solidão, para nossas dúvidas consentidas. Mas me detive em Jó, com uma piedade filial. CIORAN, O Livro das ilusões "A covardia humana não pode suportar o que nos dizem… Continue lendo Cioran, Chestov, Kierkegaard & a filiação-Jó

“Para que serve a filosofia?” (Gilles Deleuze)

"Diógenes objectou, quando louvaram um filósofo diante dele: O que ele tem de grandioso para mostrar, ele que se dedicou tanto tempo à filosofia sem nunca entristecer ninguém? Com efeito, seria preciso colocar como epitáfio sobre o túmulo da filosofia universitária: Ela não entristeceu ninguém." Nietzsche, Schopenhauer como educador Afastei-me da filosofia no momento em… Continue lendo “Para que serve a filosofia?” (Gilles Deleuze)

“Do Conhecimento Religioso: sobre um texto de juventude e sua repercussão na obra posterior” – Rodrigo Inácio R. SÁ MENEZES

Além de um sentimento fundamental da existência, a categoria do religioso designa também um tipo especial de conhecimento, aquele que mais importa para Cioran. Num artigo publicado na Revista Teologică (1932), "A estrutura do conhecimento religioso", o jovem estudante de filosofia na Universidade de Bucareste faz a crítica do racionalismo e afirma a “preeminência do… Continue lendo “Do Conhecimento Religioso: sobre um texto de juventude e sua repercussão na obra posterior” – Rodrigo Inácio R. SÁ MENEZES

“Um sábio enxertado num leproso: Cioran entre Montaigne e Pascal” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Homo sunt; nihil humani a me alienum puto. É sabido que uma das principais influências de Cioran é Blaise Pascal (1623-1662), que por sinal Clément Rosset tanto apreciava pelo seu "lado trágico", ou seja, por tudo aquilo que é o menos essencial em Pascal (Rosset reúne Pascal a Demócrito, Lucrécio e Nietzsche numa família de… Continue lendo “Um sábio enxertado num leproso: Cioran entre Montaigne e Pascal” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

“Os pobres de espírito” (E.M. Cioran)

OBSERVE COM QUE ENTONAÇÃO um homem pronuncia a palavra “verdade”, a inflexão de segurança ou de reserva que põe nela, o aspecto de credulidade ou dúvida, e ficará instruído sobre a natureza de suas opiniões e a qualidade de seu espírito. Não há vocábulo mais vazio; todavia, os homens fazem dele um ídolo e convertem… Continue lendo “Os pobres de espírito” (E.M. Cioran)

“Adeus à Filosofia” (E.M. Cioran)

AFASTEI-ME DA FILOSOFIA no momento em que se tornou impossível para mim descobrir em Kant alguma fraqueza humana, algum acento de verdadeira tristeza; em Kant e em todos os filósofos. Comparada à música, à mística e à poesia, a atividade filosófica provém de uma seiva diminuída e de uma profundidade suspeita que guardam prestígios somente… Continue lendo “Adeus à Filosofia” (E.M. Cioran)