“O comércio dos místicos” (E.M. Cioran)

Video-leitura experimental de um importante ensaio, visualmente ilustrado e comentado com imagens e cenas de filmes diversos: "O comércio dos místicos" é um texto-chave, parte integrante de um livro não menos importante, apesar de não tão lido e conhecido como o Breviário de Decomposição (1949): A Tentação de Existir (1957), o terceiro livro de Cioran… Continue lendo “O comércio dos místicos” (E.M. Cioran)

“À sombra das santas” – CIORAN

À SOMBRA DAS SANTAS. Todos vivemos em verdades locais. Tudo o que pensamos é circunstancial. O pretexto define não só a qualidade do pensamento, mas também a do mundo; talvez sobretudo a do mundo. Pois não esquecemos que vivemos em um mundo de circunstância. Quantas vezes não somos tomados por um desejo violento de escapar… Continue lendo “À sombra das santas” – CIORAN

“O comércio dos místicos” – CIORAN

Nada mais irritante do que essas obras que apresentam bem ordenadas as ideias densas de um espírito que se preocupou com tudo excepto com o sistema. De que serve dar uma aparência de coerência às de Nietzsche, a pretexto de que se movem em torno de um motivo central? Nietzsche é uma soma de atitudes,… Continue lendo “O comércio dos místicos” – CIORAN

“A experiência do espírito vai muito além das distinções espaço-temporais e de gênero”. Entrevista especial com Marco Vannini

INSTITUTO HUMANITAS-UNISINOS, 17 de dezembro de 2011 Para se entender a mística, é preciso partir da antropologia clássica e cristã: “Não bipartida em corpo e alma, mas tripartida: corpo, alma, espírito”. Só assim podemos entendê-la como “experiência, experiência do espírito”, como “uma contínua e constante realidade de vida espiritual, que não consiste em ‘eventos’ particulares”.… Continue lendo “A experiência do espírito vai muito além das distinções espaço-temporais e de gênero”. Entrevista especial com Marco Vannini

“O discípulo das santas” (E.M. Cioran)

Houve um tempo em que somente pronunciar o nome de uma santa enchia-me de delícias, em que invejava os cronistas dos conventos, íntimos de tantas histerias inefáveis, de tantas iluminações e de tantas palidezes. Julgava que ser secretário de uma santa constituía a mais alta carreira reservada a um mortal. E imaginar o papel de… Continue lendo “O discípulo das santas” (E.M. Cioran)

“O parasita dos poetas” (E.M. Cioran)

I – Não pode haver desenlace para a vida de um poeta. Tudo o que não empreendeu, todos os instantes alimentados com o inacessível lhe dão o seu poder. Experimenta o inconveniente de existir? Então sua faculdade de expressão se revigora, seu alento se dilata. Uma biografia só é legítima se põe em evidência a… Continue lendo “O parasita dos poetas” (E.M. Cioran)