“À margem de um poema de Verlaine” – CIORAN

Um poema de Verlaine equivale à harmonia melódica de uma sinfonia executada sob um céu azul; transporta-nos para além da fuga fragmentária e banal da vida; dá-nos a impressão de viajar rodeados de asas de anjo… É profundamente irracional; transporta-nos, aguçando nossa sensibilidade, para além da categoria do espaço concreto, palpável e apreensível; sua ondulação,… Continue lendo “À margem de um poema de Verlaine” – CIORAN

“Lima Barreto: a forma da Angústia” – Andrea Saad Hossne

Revista Cult, 11 de março de 2003 O sujeito dessa experiência,dotado de sensibilidade e talento,faz da palavra, no jornal e naliteratura, uma arma dedesmascaramento. No dia em que completava sete anos de idade, Lima Barreto foi levado por seu pai aos festejos que tomaram o Rio de Janeiro em decorrência da abolição da escravatura. No ano seguinte,… Continue lendo “Lima Barreto: a forma da Angústia” – Andrea Saad Hossne

“Angústia dialeticamente determinada no sentido de destino” – Søren Aabye KIERKEGAARD

Costuma-se geralmente dizer que o paganismo jaz no pecado, porém seria talvez mais justo afirmar que ele reside na angústia. De modo geral, o paganismo é sensualidade, porém uma sensualidade que possui certa relação com o espírito, sem que, contudo, o espírito no sentido mais profundo esteja posto como espírito. Mas essa possibilidade é justamente… Continue lendo “Angústia dialeticamente determinada no sentido de destino” – Søren Aabye KIERKEGAARD

Sofrimento e transfiguração (Emil Cioran)

SÓ O SOFRIMENTO muda o homem. Todas as outras experiências e fenômenos não conseguem modificar essencialmente o temperamento de ninguém nem aprofundar certas disposições suas a ponto de transformá-las completamente. De quantas mulheres equilibradas não fez o sofrimento umas santas? Absolutamente todas as santas sofreram muito mais do que se pode imaginar. Sua transfiguração não… Continue lendo Sofrimento e transfiguração (Emil Cioran)

Perfeccionismo, “Obsessão do Essencial” e a condição fragmentária (Cioran)

Nos Cahiers (p. 73), estas 2 anotações, uma seguida da outra: Chercher l'être avec des mots!- Tel est notre donquichottisme, tel est le délire de notre entreprise essentielle. [Buscar o ser com palavras! -- tal é o nosso donquixotismo, tal é o delírio de nossa empresa essencial.] Si jamais mortel a été tourmenté, supplicié par… Continue lendo Perfeccionismo, “Obsessão do Essencial” e a condição fragmentária (Cioran)

A aventura humana, segundo Cioran

NÃO DRAMATIZEMOS. A humanidade conheceu angústias incrivelmente mais intensas do que as que nós sentimos hoje -- pensemos nas pestes, na espera do fim do mundo, nas  invasões bárbaras. Sim, sem dúvida. Mas ela não tinha os meios de, ela mesma, precipitar "fim do mundo". Os deuses podiam sempre intervir, e, de resto, era deles… Continue lendo A aventura humana, segundo Cioran

“Kierkegaard, precursor do Antifilósofo cioraniano” – Rodrigo MENEZES

O prefácio de O Desespero Humano (1849) é bastante elucidativo da problemática existencial -- e religiosa -- colocada pelo pensamento kierkegaardiano, e também da sua divisa intelectual existencial-religiosa em oposição ao "totalitarismo" racionalista do Espírito absoluto hegeliano. "O professor, o mestre de estudos, o estudante e enfim o filósofo, amador ou formado não ficam na… Continue lendo “Kierkegaard, precursor do Antifilósofo cioraniano” – Rodrigo MENEZES

“Angústia absoluta, sujeito absoluto” (Emil Cioran)

Medo de tudo; medo de tudo o que existe e de tudo o que não existe! Conheceis a angústia sem motivo, a angústia que se engendra no ser sem motivo, sem justificação, a angústia de viver como tal, quando as coisas se tornam ocasião de estarrecimento e calafrio? E esse calafrio desfigura as coisas, assim… Continue lendo “Angústia absoluta, sujeito absoluto” (Emil Cioran)

“Êxtase, não-saber e experiências interiores: um diálogo inaudito entre Cioran e Bataille” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Conhece-se um autor ou uma autora não apenas pela leitura da sua obra, também -- indiretamente, por uma espécie de détour -- pela maneira como ele ou ela se insere no seu contexto histórico e sócio-cultural, o qual pode ser delimitado de forma mais ou menos ampla (uma tribo, um país, um continente, um planeta),… Continue lendo “Êxtase, não-saber e experiências interiores: um diálogo inaudito entre Cioran e Bataille” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

“Estética e horror: o monstro, o estranho e o abjeto” (Marcelo Rodrigues de Moraes)

Dossiê “Escritas da Violência” do Grupo de Pesquisa Literatura e Autoritarismo, UFSM/RS. Resumo: O propósito deste trabalho é refletir a respeito do tema Estética e Horror, evidenciando seu caráter teórico e as três principais categorias estudadas: o monstro, o estranho e o abjeto. O trabalho, desenvolvido no projeto Literatura e Autoritarismo, tenta mostrar como a… Continue lendo “Estética e horror: o monstro, o estranho e o abjeto” (Marcelo Rodrigues de Moraes)