“Kafka e o universo do mascaramento: considerações sobre máscara e verdade” – Ciprian VĂLCAN

Revista Humanitas, nr. 149, março de 2022 Neste ensaio de Ciprian Vălcan recém-publicado na revista Humanitas (149), descobrimos que Cioran e Kafka têm muito em comum. Profundos psicólogos, como ademais Nietzsche, que não nutrem ilusões sobre o que há por detrás das máscaras que vestimos diariamente, tornando-se a nossa segunda pele (se não a primeira).… Continue lendo “Kafka e o universo do mascaramento: considerações sobre máscara e verdade” – Ciprian VĂLCAN

“Moral como antinatureza” – NIETZSCHE

Todas as paixões têm um período em que são meramente funestas, em que levam para baixo suas vítimas com o peso da estupidez — e um período posterior, bem posterior, em que se casam com o espírito, se “espiritualizam”. Antes, devido à estupidez na paixão, fazia-se guerra à paixão mesma: conspirava-se para aniquilá-la — todos… Continue lendo “Moral como antinatureza” – NIETZSCHE

“Discursos do silêncio” – Guilherme Castelo Branco

Jornal do Brasil, 28 de março de 1987 Clement Rosset, autor da trilogia Elementos para uma filosofia do trágico, reconhece o valor dos pensadores que, recusando a tradição, afirmam o pior. Conheça um pouco da teoria deste francês que será lançado no Brasil no segundo semestre deste ano. A filosofia, segundo a tradição, é um… Continue lendo “Discursos do silêncio” – Guilherme Castelo Branco

E.M. Cioran & Clément Rosset: filosofias paralelas

https://www.youtube.com/watch?v=kSWqqrmEP_8 https://www.youtube.com/watch?v=sGAkLhTpTGM

“Aniquilação”, ou da Anti-Natureza – Rodrigo MENEZES

Revista Trágica: estudos de filosofia da imanência, Rio de Janeiro, v. 12, nº 2, p. 80-104, 2019. RESUMO: Trata-se de analisar o filme “Aniquilação” (2018) à luz da filosofia trágica de Clément Rosset (1939-2018), particularmente seu livro de 1973, A anti-natureza. Trata-se, ao mesmo tempo, de uma homenagem ao filósofo, que faleceu semanas após o… Continue lendo “Aniquilação”, ou da Anti-Natureza – Rodrigo MENEZES

Revista Trágica: edições temáticas Clément Rosset (in memoriam) [1]

Revista Trágica: estudos de filosofia da imanência, Rio de Janeiro, v. 12, nº 1, 2019 Editorial Clément Rosset, in memoriam: um testemunho Nos idos de 1987, comecei a ler Clément Rosset, entre os 18 e 19 anos de idade, na graduação, no texto original francês, com o saudoso Fernando José Fagundes Ribeiro, que viria logo… Continue lendo Revista Trágica: edições temáticas Clément Rosset (in memoriam) [1]

“Necessidade e Contingência, o ‘Irreparavelmente Já Sabido Desde Sempre’ e o Imponderável do Não-Saber Essencial (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Só se suicidam os otimistas, os otimistas que não conseguem mais sê-lo. Os outros, não tendo nenhuma razão para viver, por que a teriam para morrer? (Silogismos da amargura) Poucas são as filosofias capazes de equilibrar, numa rara harmonia na tensão, os princípios ontológicos antinômicos da necessidade e da contingência; ora necessidade, ora contingência, ou… Continue lendo “Necessidade e Contingência, o ‘Irreparavelmente Já Sabido Desde Sempre’ e o Imponderável do Não-Saber Essencial (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

“O deus maldito e outros deuses” – Fernando SAVATER

Um deus ameaça sempre no horizonte. Breviário de decomposição Após as contundentes e entusiásticas declarações sobre a morte de Deus que nos propiciaram o século passado e este, as exaustivas descrições de sua agonia, os recenseamentos minuciosos do seu estertor, pouco ainda parece possível dizer sobre um tema tão decrépito. Deus é um recurso literário… Continue lendo “O deus maldito e outros deuses” – Fernando SAVATER

“De inutensílios e dessantidades: a palavra poética em Manoel de Barros e Cioran” – Rodrigo MENEZES

Ninguém é pai de um poema sem morrer.Manoel de Barros Se leio um livro e ele torna o meu corpo tão frio que nenhum fogo seria jamais capaz de me aquecer, eu sei que aquilo é poesia. Se eu sinto, fisicamente, como se o topo de minha cabeça tivesse sido arrancado, eu sei que aquilo é poesia.Emily Dickinson CIORAN NÃO TEVE a oportunidade de conhecer este gigante, e… Continue lendo “De inutensílios e dessantidades: a palavra poética em Manoel de Barros e Cioran” – Rodrigo MENEZES

“A-caso, o que não é o caso” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Nenhum conceito filosófico mais instável, em sua tradução do grego antigo, do que o "acaso". Ao menos desde Aristóteles, "acaso" diz-se de duas formas: Τύχη (týke) e αύτόματον (autómaton). Týke é também o nome de um divindade, especialmente venerada -- e temida -- no período helenístico (período definido por E.R. Dodds como "uma era de ansiedade"). Autómaton corresponde… Continue lendo “A-caso, o que não é o caso” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)