“«Dialética da indolência»: heresia e idiotismo contra a tirania da positividade tóxica” – Rodrigo Menezes

Quis suprimir em mim as razões que os homens invocam para existir e para agir. Quis tornar-me indizivelmente normal – e eis-me aqui, no embrutecimento, no mesmo plano que os idiotas e tão vazio como eles.CIORAN, Breviário de decomposição, p. 62 Ser mais inutilizável que um santo...CIORAN, Silogismos da amargura, p. 75 Cioran e Byung-Chul… Continue lendo “«Dialética da indolência»: heresia e idiotismo contra a tirania da positividade tóxica” – Rodrigo Menezes

Uma reflexão inédita sobre (contra) a Imagem, de E.M. Cioran

Acabo de escrever, para uma obra coletiva, um breve texto sobre a imagem, ou antes, contra a imagem, e que poderia ter sido assinado pelo crente mais ortodoxo. E, contudo, nunca estive tão distante de qualquer conversão que seja. É um “impulso” místico proveniente de certos estados febris que experimento de vez em quando.E.M. Cioran… Continue lendo Uma reflexão inédita sobre (contra) a Imagem, de E.M. Cioran

A Grande Dor: Amor Fati (Nietzsche)

1. Freqüentemente me perguntei se não tenho um débito mais profundo com os anos mais difíceis de minha vida do que com outros quaisquer. Minha natureza íntima me ensina que tudo necessário, visto do alto e no sentido de uma grande economia, é também vantajoso em si -- deve-se não apenas suportá-lo, deve-se amá-lo... Amor… Continue lendo A Grande Dor: Amor Fati (Nietzsche)

“Primeiro passo para a libertação” (E.M. Cioran)

Para fazermos uma experiência essencial, para nos emanciparmos das aparências, não é necessário, de maneira alguma, colocarmos a nós próprios grandes problemas; qualquer pessoa pode dissertar acerca de Deus ou exibir um verniz metafísico. As leituras, as conversas, a ociosidade asseguram-no. Nada mais banal do que um falso espírito inquieto; porque tudo se aprende, mesmo… Continue lendo “Primeiro passo para a libertação” (E.M. Cioran)