« PalĂ©ontologie », de Le Mauvais DĂ©miurge (1969): leitura comentada – Rodrigo Menezes

Live tertĂșlia no YouTube sobre um importantĂ­ssimo ensaio deste livro ainda inĂ©dito em lĂ­ngua portuguesa, Le mauvais dĂ©miurge (1969). Data: 27/11/2021HorĂĄrio: 19h00 (BRA) O Caderno de Talamanca, escrito em 1966 durante uma temporada de fĂ©rias na Espanha, antecipa algumas das ideias de Le mauvais dĂ©miurge e, particularmente, de "Paleontologia": "Redenção: pelo conhecimento, pela ultrapassagem do… Continue lendo « PalĂ©ontologie », de Le Mauvais DĂ©miurge (1969): leitura comentada – Rodrigo Menezes

Santidade & Ceticismo: Modelos de Antinatureza, Duas Impossibilidades

Ser mais inutilizĂĄvel que um santo
Silogismos da amargura O cĂ©tico, para o grande desespero do demĂŽnio, Ă© o homem inutilizĂĄvel por excelĂȘncia.La Chute dans le temps Uma boa maneira de entender o que muda no modo de pensar de Cioran, na transição entre a juventude nacionalista e a maturidade exilada, entre seus livros romenos e… Continue lendo Santidade & Ceticismo: Modelos de Antinatureza, Duas Impossibilidades

Cioran: Trapista Negativo, ou a Desforra da Criatura Inconformada

https://youtu.be/XNwx4jU1DBE Portal E.M. Cioran Brasil: 1 ano de (in)existĂȘncia no YouTube... Mas, ironicamente, o vĂ­deo mais visto nĂŁo Ă© sobre Cioran e nĂŁo tem nada a ver com ele, diretamente. Die Grosse Stille (2005), de Philip Gröning, Ă© um primoroso documentĂĄrio alemĂŁo, de 3h de duração, quase todo em silĂȘncio, que retrata a rotina do… Continue lendo Cioran: Trapista Negativo, ou a Desforra da Criatura Inconformada

“Pascal e Nietzsche” (JosĂ© Thomaz Brum)

Cadernos Nietzsche, nr. 8, p. 35-41, 2000 Resumo: Este artigo procura estudar a presença do filĂłsofo francĂȘs Blaise Pascal (1623-1662) na obra de Nietzsche e propĂ”e uma comparação entre os dois pensadores, na qual o estilo aforĂ­stico e as questĂ”es que dizem respeito ao cristianismo sĂŁo pontos essenciais.Palavras-chave: Pascal/Nietzsche – cristianismo – aforismo –ascetismo. "Os… Continue lendo “Pascal e Nietzsche” (JosĂ© Thomaz Brum)

O Anarquista e o CristĂŁo (Nietzsche)

Surpreende-se in flagranti a insalubridade dos meios cristĂŁos, quando se compara o fim cristĂŁo com o fim do CĂłdigo de Manu – quando se foca com luz forte a ingente contradição destes fins. O crĂ­tico do Cristianismo nĂŁo pode poupar-se a tornĂĄ-lo desprezĂ­vel. Um cĂłdigo como o de Manu surge como todos os bons cĂłdigos:… Continue lendo O Anarquista e o CristĂŁo (Nietzsche)

Nietzsche sobre Schopenhauer, MainlÀnder e o Pessimismus alemão

Schopenhauer foi, como filĂłsofo, o primeiro ateĂ­sta confesso e inabalĂĄvel que nĂłs, alemĂŁes, tivemos: esse era o pano de fundo de sua hostilidade a Hegel. A profanidade da existĂȘncia era para ele algo dado, tangĂ­vel, indiscutĂ­vel; ele perdia a sua compostura de filĂłsofo e se encolerizava toda vez que alguĂ©m mostrava hesitação e fazia rodeios… Continue lendo Nietzsche sobre Schopenhauer, MainlĂ€nder e o Pessimismus alemĂŁo

“Um novo ascetismo” (Emil Cioran)

NĂŁo tem que nos doer a transitoriedade das coisas terrestres ou a inexistĂȘncia das celestes. Que tudo esteja destinado a perecer, que tudo seja vĂŁo e fugaz, que tudo careça absolutamente de valor e consistĂȘncia, isso sĂł pode provocar desgosto... Mas nĂŁo pode provocĂĄ-lo quando se pensa como em uma existĂȘncia tĂŁo reduzida no tempo… Continue lendo “Um novo ascetismo” (Emil Cioran)

“Pascal e Nietzsche” (JosĂ© Thomaz Brum)

Cadernos Nietzsche no. 8, p. 35-41, 2000 Resumo: Este artigo procura estudar a presença do filĂłsofo francĂȘs Blaise Pascal (1623-1662) na obra de Nietzsche e propĂ”e uma comparação entre os dois pensadores, na qual o estilo aforĂ­stico e as questĂ”es que dizem respeito ao cristianismo sĂŁo pontos essenciais. Palavras-chave: Pascal/Nietzsche – cristianismo – aforismo –ascetismo… Continue lendo “Pascal e Nietzsche” (JosĂ© Thomaz Brum)

“As virtudes metafĂ­sicas do cansaço” (Cioran)

"Pour oublier des chagrins et se dĂ©tourner des obsessions funĂšbres il n'y a rien de tel que le travail manuel. Je m'y suis adonnĂ© pendant quelques mois, en bricoleur, avec le plus grand profit. Il faut fatiguer le corps afin que l'esprit n'ait plus d'oĂč tirer de l'Ă©nergie pour s'exercer, divaguer ou approfondir." [Para esquecer… Continue lendo “As virtudes metafĂ­sicas do cansaço” (Cioran)

“Paleontologia” (E.M. Cioran)

Bendito aquele tempo em que os solitĂĄrios podiam explorar seus abismos sem parecerem obsessos, dementes. Seu desequilĂ­brio nĂŁo estava afetado por um coeficiente negativo, como Ă© o nosso caso. Sacrificavam dez, vinte anos, toda uma vida, por um pressentimento, por um relĂąmpago de absoluto. A palavra “profundidade” sĂł tem sentido se aplicada Ă s Ă©pocas em… Continue lendo “Paleontologia” (E.M. Cioran)