Pornografia – Byung-Chul HAN

A pornografia serve ao mero viver exposto. É o exato contraposto de eros. Ela aniquila a sexualidade. Nesse sentido, é muito mais efetiva que a moral: “A sexualidade não se desvanece na sublimação, na repressão e na moral, mas muito provavelmente naquilo que é mais sexual que o sexual: na pornografia”. A pornografia tira sua… Continue lendo Pornografia – Byung-Chul HAN

Erotismo, mística e hermenêutica em Georges Bataille e Friedrich Schlegel – Cidah DUARTE

Nesta conversa, Cidah Duarte percorreu alguns dos principais temas da obra filosófica e literária de Georges Bataille, relacionando-a com o projeto do primeiro romantismo alemão de Friedrich Schlegel. Temas como os do erotismo, da mística e da experiência foram mobilizados e sua fala, assim como o da hermenêutica. https://www.youtube.com/watch?v=J6fMezyCVRs Cidah Duarte Possui Bacharelado (2011) e… Continue lendo Erotismo, mística e hermenêutica em Georges Bataille e Friedrich Schlegel – Cidah DUARTE

“Bataille and Chestov” – Michael RICHARDSON

According to what Bataille tells us he had a terrible childhood. He was born from peasant stock on 10 September 1897 at Billon, Puy-de-Dome, in central France (some ten miles from Clermont-Ferrant). His father was blind and syphilitic and, when Bataille was three, suffered a general paralysis. Soon afterwards the family moved to Rheims. His… Continue lendo “Bataille and Chestov” – Michael RICHARDSON

“O Esquecimento, a Desrazão” – Maurice BLANCHOT

A RELAÇÃO DO DESEJO com o esquecimento como aquilo que se inscreve previamente fora da memória, relação com aquilo de que não pode haver recordação e que sempre precede, apaga a experiência de um traço, esse movimento que se exclui e que, por essa exclusão, se designa como exterior a si próprio, requer assim uma… Continue lendo “O Esquecimento, a Desrazão” – Maurice BLANCHOT

“A experiência interior: post-scriptum (1953)” – Georges BATAILLE

Não me sinto à vontade com este livro, em que gostaria de ter esgotado a possibilidade de ser. Não é que me desagrade totalmente. Mas odeio sua lentidão e sua obscuridade. Gostaria de dizer a mesma coisa em poucas palavras. Gostaria de liberar seu movimento, salvá-lo daquilo que o atola. O que, de resto, não… Continue lendo “A experiência interior: post-scriptum (1953)” – Georges BATAILLE

“O Suplício (II)” – Georges BATAILLE

Derrisão! que me digam panteísta, ateu, teísta!… Mas grito ao céu: “não sei nada”. E repito com uma voz cômica (grito ao céu, às vezes, deste jeito): “nada, absolutamente”. O extremo do possível. – No final, aí estamos. Mas tão tarde?… Como, sem o saber, chegamos aí? (em verdade, nada mudou) por um desvio: um… Continue lendo “O Suplício (II)” – Georges BATAILLE

“O Suplício (I)” – Georges BATAILLE

Há nas coisas divinas uma transparência tão grande que escorregamos para o fundo iluminado do riso mesmo a partir de intenções opacas. Vivo de experiência sensível e não de explicação lógica. Tenho do divino uma experiência tão maluca que rirão de mim se falar dela. Entro num beco sem saída. Nele, toda possibilidade se esgota,… Continue lendo “O Suplício (I)” – Georges BATAILLE

“From Nietzsche to Ayn Rand” – John GRAY

Few thinkers were more different than Henry Sidgwick and Friedrich Nietzsche. Sidgwick was unfailingly conscientious in his pursuit of truth, Nietzsche an intellectual adventurer who came to doubt the value of truth. Yet the two converged on a vital point. Once theism is left behind, not only much of religious morality but ‘morality’ itself must… Continue lendo “From Nietzsche to Ayn Rand” – John GRAY

“O Tradicionalista e o Gnóstico” – Rodrigo Menezes

Se nos buscamos fora de nós mesmos, encontraremos a catástrofe, erótica ou ideológica. Deve ser por isso que Ralph Waldo Emerson, em seu fundamental ensaio “Self-reliance” [Autodependência] (1840), observou que “viajar é o paraíso dos tolos”. [...] Buscar Deus fora do eu é cortejar os desastres do dogma, a corrupção institucional, a malfeitoria histórica e a crueldade.Harold BLOOM,… Continue lendo “O Tradicionalista e o Gnóstico” – Rodrigo Menezes

“Dos males, qual o pior? Acaso trágico e fatalismo gnóstico em Clément Rosset e Emil Cioran” – Rodrigo Menezes

Clément Rosset critica Georges Bataille, em sua Lógica do pior (1971), por supostamente mistificar o saber trágico e a consciência trágica, dando a entender que seriam o apanágio de um seleto grupo de intelectuais iluminados (a começar por Bataille, provoca Rosset), graças a um suposto "despertar" espiritual que nem todos os mortais podem ter. Esta… Continue lendo “Dos males, qual o pior? Acaso trágico e fatalismo gnóstico em Clément Rosset e Emil Cioran” – Rodrigo Menezes