Cioran e a “ferida secreta de não ser músico”

"Tudo o que me ocupa, essas nostalgias de todo tipo, esses dilaceramentos uivantes, essa tristeza subterrânea, e esses arrepios de além de todos os mundos - é através da música que eu teria podido expressá-los, e é com toda razão que eu posso me declarar um fracassado [raté] por não ser músico.Essa ferida secreta de… Continue lendo Cioran e a “ferida secreta de não ser músico”

Paisajes del Romanticismo musical: lo Infinito desciende a la partitura (Carlos Javier González Serrano)

Resulta imposible estar al tanto de todo cuanto se publica en un panorama editorial abarrotado de novedades. Que se publiquen y vendan –pero sobre todo que se lean– libros es una buena noticia. Pero a un lector medio le es sencillamente imposible estar al tanto de todo cuanto sale al mercado. Por eso son tan […]Paisajes… Continue lendo Paisajes del Romanticismo musical: lo Infinito desciende a la partitura (Carlos Javier González Serrano)

Sobre a Música (E.M. Cioran)

Nascido com uma alma habitual, pedi outra à música: foi o começo de desgraças maravilhosas... § Sem o imperialismo do conceito, a música teria substituído a filosofia: teria sido o paraíso da evidência inexprimível, uma epidemia de êxtases. § Beethoven viciou a música: introduziu nela as mudanças de humor, deixou que nela penetrasse a cólera.… Continue lendo Sobre a Música (E.M. Cioran)

“A alegria musical” (Clément Rosset)

Levando em conta o papel central que tem a jubilação e a experiência musical, aquela, em Nietzsche, sempre ligada a esta, a credibilidade do pensamento nietzscheano aparece como tributária da credibilidade de uma concepção da música, cujo esboço, em certo sentido, já definitivo, O nascimento da tragédia apresenta. Esta concepção se pode ser resumida em… Continue lendo “A alegria musical” (Clément Rosset)

Sobre ruídos e “fruição estática” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Por onde começar?Podemos começar de qualquer ponto. É sempre útil examinar o negativo para poder ver claramente o positivo. O negativo do som musical é o ruído.Ruído é o som indesejável.Ruído é a estática no telefone ou o desembrulhar balas do celofane durante Beethoven.Não há outro meio para defini-lo. Às vezes, a dissonância é chamada… Continue lendo Sobre ruídos e “fruição estática” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Entrevista de Cioran com Paul Assall

A contradição é o que salva Cioran. É dela que deriva o seu humor irresistível, que não raro leva a gargalhadas niilistas. Na entrevista radiofônica com Paul Assall, em 13 de março de 1985, Cioran começa dizendo que o ceticismo "deriva da minha experiência de vida pessoal, da minha luta cotidiana com a vida. E… Continue lendo Entrevista de Cioran com Paul Assall

“Meditação musical” (Emil Cioran)

A meditação musical deveria ser o protótipo do pensamento em geral. Por acaso algum filósofo seguiu um motivo até o fundo, até tocar o seu limite e esgotá-lo, tal como faz um Bach ou um Beethoven? O pensamento exaustivo só existe na música. Depois de ler os pensadores mais profundos, sentimos a necessidade de recomeçar… Continue lendo “Meditação musical” (Emil Cioran)

“Filosofía y estados del ánima: el ethos musical en Emil Cioran” (Javier Ares Yebra)

Revista PERIPLO, Abril 2013, Vol. XX, 57 El problema de la «habitabilidad» del mundo late con especial intensidad en espíritus embriagados por la generosidad de su rabia, almas donde la hiel se hace verbo. Como el musgo que viste la roca y la esconde en su abrazo, así estos espíritus han sabido cubrir con un… Continue lendo “Filosofía y estados del ánima: el ethos musical en Emil Cioran” (Javier Ares Yebra)

“Pode algum compositor igualar-se a Bach?” (Clemency-Burton Hill)

BBC, 17 de setembro de 2014 ("Can any composer equal Bach?") Quase 300 anos após sua morte, Johann Sebastian Bach continua sendo o padrão-ouro da música clássica. Clemency-Burton Hill explora a razão disso. No programa do café-da-manhã da Rádio BBC 3 nós temos uma seção chamada Bach antes das 7. Toda manhã semanal, antes das… Continue lendo “Pode algum compositor igualar-se a Bach?” (Clemency-Burton Hill)

“Lágrimas e Santos, versão do diretor” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

A Joan M. Marín Todo leitor de Cioran sabe que um dos seus livros romenos, após Nos cumes do desespero (1934) e O livro das ilusões (1936) -- ambos traduzidos e publicados no Brasil --, é Lacrimi şi SfinÅ£i [Lágrimas e Santos], cronologicamente o terceiro título no conjunto da obra (publicado na Romênia em 1937). O que… Continue lendo “Lágrimas e Santos, versão do diretor” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)