LO BOIÈR (“O PASTOR”) – Música Cátara

"Lo Boièr" é a canção identitária da Occitânia e talvez a única composição musical cátara que sobreviveu para ser conhecida. Tem ligações profundas com a Cruzada Albigense que exterminou não apenas os Cátaros, mas toda a Occitânia, uma civilização inteira que havia produzido a flor da cultura medieval. Sendo toda guerra religiosa uma guerra política,… Continue lendo LO BOIÈR (“O PASTOR”) – Música Cátara

A Negativa de Procriar e outros textos: Manifesto Gnóstico-Antinatalista

Se o mundo per se já oferece muitas razões para pessimismo, um mundo de Bolsonaros, Trumps e Orbans só faz confirmar o "élan em direção ao pior" que arrasta a História, esse "antídoto contra a utopia". "A história, espaço onde realizamos o contrário de nossas aspirações, onde as desfiguramos sem cessar, não é, evidentemente, de… Continue lendo A Negativa de Procriar e outros textos: Manifesto Gnóstico-Antinatalista

“Bogomils: From Satanail to Satan” (Alexander Maistrovoy)

The God Above God, Oct 4, 2020 Dualistic religions did not occur in the steady, stable, and trouble-free states. They acquired strength only in places with an inordinate accumulation of suffering and where the darkness was so deeply condensed that the very earthly existence and all benevolent intentions became pointless. Where God and Satan swapped… Continue lendo “Bogomils: From Satanail to Satan” (Alexander Maistrovoy)

Ceticismo, fragmento e lucidez: “Emil Cioran. A Filosofia como Desfascinação e a Escritura como Terapia”, de Vincenzo Fiore [pt. 3] (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Na primeira parte do livro, “Uma juventude entre desespero e fervor político”, Fiore perfaz o itinerário de formação do jovem Cioran na Romênia da década de 30, explorando a dualidade de uma juventude dividida entre o desespero existencial e o fervor político. Não se faz política nos cumes do desespero. Schimbarea la faţă a României â€“ libelo político… Continue lendo Ceticismo, fragmento e lucidez: “Emil Cioran. A Filosofia como Desfascinação e a Escritura como Terapia”, de Vincenzo Fiore [pt. 3] (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Ceticismo, fragmento e lucidez: “Emil Cioran. A Filosofia como Desfascinação e a Escritura como Terapia”, de Vincenzo Fiore [pt. 1] (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

FIORE, Vincenzo. Emil Cioran. La filosofia come de-fascinazione e la scrittura come terapia. Piazza Armerina/Enna: Nulla Die, 2018, 187 pp. A Itália é um dos países mais produtivos, atualmente, no que se refere à fortuna crítica cioraniana. Todo ano são publicados novos estudos, produções acadêmicas e editoriais, além de correspondências epistolares inéditas do próprio Cioran.[1]… Continue lendo Ceticismo, fragmento e lucidez: “Emil Cioran. A Filosofia como Desfascinação e a Escritura como Terapia”, de Vincenzo Fiore [pt. 1] (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

“Religião como crítica: a hipótese de Deus” (Luiz Felipe Pondé)

Revista CULT, n° 64, 2002 (edição especial "Cristianismo e Modernidade") A cotidianeidade social cria uma ética do medo, ao converter a angústia, provocada pelo abismo transcendente, em uma ansiedade banal e (…). Mas ela cria também um fenômeno novo, no qual o medo está ausente e que lhe é mesmo claramente inferior: a  banalidade. Seu… Continue lendo “Religião como crítica: a hipótese de Deus” (Luiz Felipe Pondé)

“Um -ismo ocioso: a crítica de Michael Allen Williams ao conceito de gnosticismo” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Em Rethinking Gnosticism: An Argument for Dismantling a Dubious Category [Repensando o Gnosticismo: Um Argumento para Desmantelar uma Categoria Duvidosa] (1999), Michael Allen Williams argumenta que o termo “gnosticismo” se tornou, no discurso moderno, “um rótulo tão proteiforme que perdeu qualquer sentido confiável e identificável pelo grande público leitor”.[i] Mais ou menos como “niilismo”: de… Continue lendo “Um -ismo ocioso: a crítica de Michael Allen Williams ao conceito de gnosticismo” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Um místico sem absoluto: “Cioran, l’hérétique”, de Patrice Bollon (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

A biografia crítica de Patrice Bollon, Cioran, l’hérétique (1997) não acrescenta muita coisa, no que concerne ao tema da religião e da mística, em relação ao ensaio de Jaudeau (1990) – antes reitera o que já havia sido intuído e apontado pela antecessora (por exemplo, que se trata de um gnóstico sem deus e sem… Continue lendo Um místico sem absoluto: “Cioran, l’hérétique”, de Patrice Bollon (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

“Why do anything? A meditation on procrastination” (Costica Bradatan)

"Gnostic thinking takes us to a privileged ontological realm: the state of perfection that precedes actualization. That which is yet to be born — be it the world, a person, a piece of furniture or a piece of writing like this one — may be nothing, but at this stage it is at its utmost.… Continue lendo “Why do anything? A meditation on procrastination” (Costica Bradatan)

Conversación con Cioran (François Bondy)

¿Le gusta escribir? Lo detesto y, además, he escrito muy poco. La mayor parte del tiempo no hago nada. Soy el hombre más ocioso de París. Creo que sólo una puta sin cliente está menos activa que yo. [...] No se debería escribir sobre lo que no se haya releído. En Francia existe también el… Continue lendo Conversación con Cioran (François Bondy)