“O filósofo e o marqueteiro: o ‘melhor dos mundos possíveis’ como conto do vigário publicitário” – Rodrigo MENEZES

Byung-Chul Han é um filósofo contemporâneo conhecido por sua crítica à assim-chamada “ditadura da positividade”, o que, numa sociedade da positividade, não pode soar senão como um terrível paradoxo: a positividade nunca constitui "ditadura", só a negatividade. É preciso entender o conceito de positividade trabalhado por Han em toda a sua amplitude: do conforto material… Continue lendo “O filósofo e o marqueteiro: o ‘melhor dos mundos possíveis’ como conto do vigário publicitário” – Rodrigo MENEZES

Pornografia – Byung-Chul HAN

A pornografia serve ao mero viver exposto. É o exato contraposto de eros. Ela aniquila a sexualidade. Nesse sentido, é muito mais efetiva que a moral: “A sexualidade não se desvanece na sublimação, na repressão e na moral, mas muito provavelmente naquilo que é mais sexual que o sexual: na pornografia”. A pornografia tira sua… Continue lendo Pornografia – Byung-Chul HAN

Burnout: The truth about overwork and what we can do about it | DW Documentary

Why do we work, and why are we working more than ever? Overwork is damaging our lives and the planet. This film takes a look at the past and also asks how we can change the future of work. Why do we feel pressure to be busy, and where did this pressure come from? Some… Continue lendo Burnout: The truth about overwork and what we can do about it | DW Documentary

“O fim da teoria” – Byung-Chul HAN

Numa carta endereçada a sua mulher, escreve Martin Heidegger: “O outro, inseparável do amor a ti e, de outro modo, inseparável do meu pensamento, é difícil de dizer. Chamo-o de Eros, o mais antigo dos deuses, segundo a palavra de Parmênides. O bater as asas daquele deus toca-me cada vez que no pensamento dou um… Continue lendo “O fim da teoria” – Byung-Chul HAN

„Dialectica indolenţei”: erezie şi idiotism împotriva tiraniei pozitivităţii toxice – Rodrigo MENEZES

ARCA - Revistă de literatură, eseu, arte vizuale, muzică, Anul XXXIII, nr. 1 (366), 2022. (versão portuguesa) „Am vrut să suprim în mine motivele pe care le invocă oamenii pentru a exista şi pentru a făptui. Am vrut să devin cum nu se poate mai normal ‑ şi iată‑mă căzut în prostraţie, precum idioţii, şi… Continue lendo „Dialectica indolenţei”: erezie şi idiotism împotriva tiraniei pozitivităţii toxice – Rodrigo MENEZES

“As Velhinhas e o Diabo: aforismos para tempos que ainda esperam pelo despertar da história” – Giovanni ROTIROTI

Prefácio de As velhinhas e o diabo [Babele și diavolul], de Ciprian Vălcan. Trad. de Rodrigo Menezes. São Paulo: Tesseractum, 2022. ISBN: 978-65-89867-30-2. “A etapa final do capitalismo é o canibalismo.” Num século – como o nosso – marcado pela derrocada das utopias emancipatórias e pela crescente imposição do sistema econômico e do imaginário capitalista,… Continue lendo “As Velhinhas e o Diabo: aforismos para tempos que ainda esperam pelo despertar da história” – Giovanni ROTIROTI

“«Dialética da indolência»: heresia e idiotismo contra a tirania da positividade tóxica” – Rodrigo Menezes

Quis suprimir em mim as razões que os homens invocam para existir e para agir. Quis tornar-me indizivelmente normal – e eis-me aqui, no embrutecimento, no mesmo plano que os idiotas e tão vazio como eles.CIORAN, Breviário de decomposição, p. 62 Ser mais inutilizável que um santo...CIORAN, Silogismos da amargura, p. 75 Cioran e Byung-Chul… Continue lendo “«Dialética da indolência»: heresia e idiotismo contra a tirania da positividade tóxica” – Rodrigo Menezes

“Sociedade da intimidade” – Byung-Chul HAN

O século XVIII é caracterizado como theatrum mundi, no qual o espaço público é equiparado a um palco. A distância cênica impede o contato imediato entre corpos e almas. O teatral é contraposto ao táctil, pois através de formas e sinais rituais comunica-se aquilo que pesa sobre a alma. Na Modernidade, renuncia-se cada vez mais… Continue lendo “Sociedade da intimidade” – Byung-Chul HAN

Idiotismo – Byung-Chul HAN

Em seu curso de 1980 sobre Espinosa, Deleuze observa o seguinte: Literalmente, eu diria que se fazem de idiotas. Fazer-se de idiota. Fazer-se de idiota será sempre uma função da filosofia.[1] Desde o início, a filosofia está intimamente ligada ao idiotismo. Todo filósofo que produz um novo idioma, uma nova linguagem, um novo pensamento, terá… Continue lendo Idiotismo – Byung-Chul HAN

“Carl Schmitt e a política da violência: amigo e inimigo” – Byung-Chul HAN

Segundo Carl Schmitt, a essência da política é a distinção entre amigo e inimigo. O pensar político e o instinto político nada mais significam do que a “capacidade de distinguir entre amigo e inimigo”. “Amigo/inimigo” não é um código binário usual que diferencia o sistema político de outros sistemas, pois o político não é um… Continue lendo “Carl Schmitt e a política da violência: amigo e inimigo” – Byung-Chul HAN