“Libre comme un mort-né : Emil Cioran” – Nancy HUSTON

L’être humain qui allait se transformer petit à petit en Emil Cioran démarra lorsqu’un spermatozoïde de pope orthodoxe rencontra un ovule gisant dans les tubes fallopiens d’une femme mélancolique. Cinquante et un ans plus tard, dans une lettre à son frère, c’est de cela que se souviendra le plus célèbre pessimiste d’Europe : “Je pense souvent… Continue lendo “Libre comme un mort-né : Emil Cioran” – Nancy HUSTON

“O voluptuoso, o insolúvel: Liliana Herrera e a paixão-Cioran” – Rodrigo Menezes

Hegel é meu exato oposto. Hegel é impensável para mim, por mais que eu reconheça sua importância. Mas isso é outra estória. Tenho um amigo na Romênia, um especialista no pensamento de Hegel [Constantin Noica], que não consegue ler minhas coisas, que não me leva a sério. Não obstante, muito embora tivesse uma mentalidade totalmente… Continue lendo “O voluptuoso, o insolúvel: Liliana Herrera e a paixão-Cioran” – Rodrigo Menezes

Existencialismo, Gnosticismo, Niilismo: a propósito de Cioran – Ioan P. CULIANU

Não insistiremos na análise das relações entre existencialismo e gnosticismo já estabelecidas por Hans Jonas. Eu já o fiz em outro lugar, e em detalhes. O gnosticismo e o existencialismo assemelham-se à fenomenologia do ser no mundo, que é "pro-iectionis" (Geworfenheit), abandono, esquecimento, inautenticidade. Mas enquanto esta condição não forma, para o gnóstico, senão a… Continue lendo Existencialismo, Gnosticismo, Niilismo: a propósito de Cioran – Ioan P. CULIANU

Entre Sísifo e Job: Repetição e Existência em Kierkegaard – Jonas ROOS

Ekstasis: Revista de Hermenêutica e Fenomenologia, vol. 4, nr. 2 (2015). Texto apresentado na XIV Jornada Internacional de Estudos de Kierkegaard, “o silêncio da solidão: tornar-se singular em Kierkegaard”, de 3 a 7 de novembro de 2015, UFRJ, UERJ, IFEN, Rio de Janeiro O artigo analisa o conceito de repetição como experimentado pelo personagem Constantin… Continue lendo Entre Sísifo e Job: Repetição e Existência em Kierkegaard – Jonas ROOS

“A esperança e o absurdo na obra de Franz Kafka” – Albert CAMUS

O estudo sobre Franz Kafka que publicamos em apêndice foi substituído na primeira edição de O mito de Sísifo pelo capítulo sobre Dostoiévski e o suicídio. Porém foi publicado pela revista L’Arbalète em 1943. Nele se encontrará, em outra perspectiva, a crítica da criação absurda já iniciada nas páginas sobre Dostoiévski. (Nota do editor francês.)… Continue lendo “A esperança e o absurdo na obra de Franz Kafka” – Albert CAMUS

“A Conspiração de Lautréamont” – Lucas Calaço Almeida Rocha

"Em Maldoror, o Criador é o inimigo último e primordial, sendo a obra em toda sua integridade uma imensa batalha entre o protagonista e a divindade cristã. Para Maldoror (e, por consequência, para Lautréamont), Deus é seu Luís XIV, o monarca tirânico sentado em Seu trono no Absoluto, um Leviatã da Eternidade que necessita ser… Continue lendo “A Conspiração de Lautréamont” – Lucas Calaço Almeida Rocha

Suicídio e Tecnologia: Desenraizamento, Redes sociais e o Valor da Imagem | Com Fernanda Marquetti

Matar-se, em certo sentido, e como no melodrama, é confessar. Confessar que fomos superados pela vida ou que não a entendemos. Mas não prossigamos nestas analogias e voltemos às palavras correntes. Trata-se apenas de confessar que isso “não vale a pena”. Viver, naturalmente, nunca é fácil. Continuamos fazendo os gestos que a existência impõe por… Continue lendo Suicídio e Tecnologia: Desenraizamento, Redes sociais e o Valor da Imagem | Com Fernanda Marquetti

“Cioran, un philosophe roumain sceptique à Paris” – Elena Adriana DOBRINOIU

Le Petit Journal, 27/04/2020 Je ne crois en rien, Je n’ai aucune certitude, Je doute de tout – De l’ordre de ce monde Je fais des recherches sur la Librairie Rieffel – l’endroit où Cioran est venu étudier et écrire. J’essaie de comprendre, aujourd’hui, comment le philosophe essayait rigoureusement d’adhérer à la philosophie sceptique, comme… Continue lendo “Cioran, un philosophe roumain sceptique à Paris” – Elena Adriana DOBRINOIU

Filosofia & Romance – Albert CAMUS

Todas essas vidas mantidas no ar avaro do absurdo não se sustentam sem algum pensamento profundo e constante que as impulsione com sua força. Só pode ser, aqui, um singular sentimento de fidelidade. Homens conscientes foram vistos cumprindo sua tarefa em meio às guerras mais estúpidas sem por isso se considerarem em contradição. Tratava-se de… Continue lendo Filosofia & Romance – Albert CAMUS

Sobre Kirilov, personagem de Dostoi̩vski РAlbert CAMUS

Todos os heróis de Dostoiévski se questionam sobre o sentido da vida. Nisto são modernos: não temem o ridículo. O que distingue a sensibilidade moderna da sensibilidade clássica é que esta se nutre de problemas morais e aquela de problemas metafísicos. Nos romances de Dostoiévski, a questão é colocada com tal intensidade que só admite… Continue lendo Sobre Kirilov, personagem de Dostoiévski – Albert CAMUS