“Eterno” (Carlos Drummond de Andrade)

E como ficou chato ser moderno. Agora serei eterno. Eterno! Eterno! O Padre Eterno, a vida eterna, o fogo eterno. (Le silence éternel de ces espaces infinis m'effraie.) — O que é eterno, Yayá Lindinha? — Ingrato! é o amor que te tenho. Eternalidade eternite eternaltivamente eternuávamos eternissíssimo A cada instante se criam novas categorias do eterno.… Continue lendo “Eterno” (Carlos Drummond de Andrade)

“A dor e o existir: Fernando Pessoa” – Neyza PROCHET

Cadernos de psicanálise, vol. 34, no. 27, Rio de Janeiro, dez. 2012 Para o homem, a arte é o recurso que possibilita dar forma, tempo e lugar àquilo que, de outro modo, lhe seria inacessível. É a capacidade criativa que conecta o indivíduo a seu núcleo central, à fonte de onde se originou, um dia,… Continue lendo “A dor e o existir: Fernando Pessoa” – Neyza PROCHET

“Os ombros suportam o mundo” (Carlos Drummond de Andrade)

  https://www.youtube.com/watch?v=ZEqB90bl_zY CHEGA UM TEMPO em que não se diz mais: meu Deus. Tempo de absoluta depuração. Tempo em que não se diz mais: meu amor. Porque o amor resultou inútil. E os olhos não mais choram. E as mãos tecem apenas o rude trabalho. E o coração está seco. Em vão as mulheres batem… Continue lendo “Os ombros suportam o mundo” (Carlos Drummond de Andrade)

“Convite Triste” – Carlos DRUMMOND DE ANDRADE

Meu amigo, vamos sofrer,vamos beber, vamos ler jornal,vamos dizer que a vida é ruim,meu amigo, vamos sofrer. Vamos fazer um poemaou qualquer outra besteira.Fitar por exemplo uma estrelapor muito tempo, muito tempoe dar um suspiro fundoou qualquer outra besteira. Vamos beber uísque, vamosbeber cerveja preta e barata,beber, gritar e morrer,ou, quem sabe? beber apenas. Vamos… Continue lendo “Convite Triste” – Carlos DRUMMOND DE ANDRADE