“«O Livro das Ilusões», de Cioran, lido por Mihail Sebastian: o estranho caso do «convalescente que aspira à doença»” – Rodrigo MENEZES

De suas primeiras obras, ainda mal conhecidas entre nós, sublinho O livro das ilusões (Cartea amăgirilor), a que daria o subtítulo de um de seus capítulos: Mozart e a melancolia dos anjos. Considero aquelas páginas uma fantasia para cordas, como se fosse o primo consanguíneo de A origem da tragédia, nas grandes linhas melódicas que unem e separam as… Continue lendo “«O Livro das Ilusões», de Cioran, lido por Mihail Sebastian: o estranho caso do «convalescente que aspira à doença»” – Rodrigo MENEZES

“Terrorisme épistémologique” – Roxane BRETON

Mémoire présenté comme exigence partielle de la maîtrise en Science Politique, Université du Québec à Montréal, mai 2008 [PDF] Résumé : Comment faire voir avec l'absence? Comment dire dans le silence? Pari toujours déjà perdu, représenter l'irreprésentable s'articule comme la gageure éponyme qu'entend remporter la philosophie tragique. La parole, ne serait-ce que pour invoquer l'injonction… Continue lendo “Terrorisme épistémologique” – Roxane BRETON

“High Castle Teleorkestra: um grupo musical insólito, diferente de tudo o que você já ouviu (e imaginou)” – Rodrigo MENEZES

Insólito designa, segundo a etimologia, tudo o que é inusual e foge ao ordinário. [...] A palavra mesma me diz ao mesmo tempo mais e menos: sugere algo raro, com efeito, mas de uma rareza especial e incisiva que não se resume a uma simples mediana na avaliação estatística da frequência dos seres. [...] Após… Continue lendo “High Castle Teleorkestra: um grupo musical insólito, diferente de tudo o que você já ouviu (e imaginou)” – Rodrigo MENEZES

“L’hommage de Philippe Val et Joann Sfar à Clément Rosset, l’oiseau savant” – Philippe VAL

Le Journal du Dimanche, 15 avril 2018 Philippe Val rend hommage à Clément Rosset, le philosophe français mort la semaine dernière. Proust, Ravel, Descartes, Montaigne, Chopin, Balzac, Mozart, Lubitsch, tous les artistes et penseurs, tous ses lecteurs passés, présents et futurs, tous les héros anonymes incapables de troquer leur inquiétante liberté contre un catéchisme rassurant ont… Continue lendo “L’hommage de Philippe Val et Joann Sfar à Clément Rosset, l’oiseau savant” – Philippe VAL

“Kafka e o universo do mascaramento: considerações sobre máscara e verdade” – Ciprian VĂLCAN

Revista Humanitas, nr. 149, março de 2022 Neste ensaio de Ciprian Vălcan recém-publicado na revista Humanitas (149), descobrimos que Cioran e Kafka têm muito em comum. Profundos psicólogos, como ademais Nietzsche, que não nutrem ilusões sobre o que há por detrás das máscaras que vestimos diariamente, tornando-se a nossa segunda pele (se não a primeira).… Continue lendo “Kafka e o universo do mascaramento: considerações sobre máscara e verdade” – Ciprian VĂLCAN

“Ne te quaesiveris extra: Bloom, Cioran e a autodependência” – Rodrigo Menezes

Apenas dura aquilo que foi concebido na solidão, diante de Deus, quer sejamos crentes quer não.CIORAN, Do inconveniente de ter nascido, p. 54. Crer em Deus nos dispensa de crer em qualquer outra coisa – o que é uma vantagem inestimável. Sempre invejei os que creem nele, ainda que crer-se Deus me pareça mais fácil do… Continue lendo “Ne te quaesiveris extra: Bloom, Cioran e a autodependência” – Rodrigo Menezes

“Qu’est-ce que le tragique ?” – Clément ROSSET

Séparer la vie et la mort, faire une différence, pourrait-on presque dire, entre la vie et la mort, revient a nier l'idée de la mort : tout au moins ce qu'il y a de tragique dans l'idée de la mort. Ce que nous entendons par cette séparation consiste a voir la mort exclusivement aux couleurs… Continue lendo “Qu’est-ce que le tragique ?” – Clément ROSSET

Idiotismo – Byung-Chul HAN

Em seu curso de 1980 sobre Espinosa, Deleuze observa o seguinte: Literalmente, eu diria que se fazem de idiotas. Fazer-se de idiota. Fazer-se de idiota será sempre uma função da filosofia.[1] Desde o início, a filosofia está intimamente ligada ao idiotismo. Todo filósofo que produz um novo idioma, uma nova linguagem, um novo pensamento, terá… Continue lendo Idiotismo – Byung-Chul HAN

Schopenhauer, Cl. Rosset e a má repetição

Quem vive duas ou três gerações se sente como o espectador que, durante a feira, vê as performances de todos os tipos de malabaristas e, se ficar sentado na cabine, as vê repetidas duas ou três vezes. Como os truques se destinavam apenas a uma apresentação, eles não causam mais qualquer impressão depois do desaparecimento… Continue lendo Schopenhauer, Cl. Rosset e a má repetição

Visões (e cegueiras) do Pior: Emil Cioran e Clément Rosset em contraponto – Rodrigo Menezes

RESUMO: Emil Cioran e Clément Rosset foram discretos interlocutores filosóficos através de suas respectivas obras. Amigos unidos por uma admiração mútua, leitores um do outro. Se é verdade que Cioran não costumava citar seus amigos em seus textos, Rosset amiúde elege Cioran como interlocutor preferencial, citando-o inclusive nominalmente, ora para reforçar um argumento, ora para… Continue lendo Visões (e cegueiras) do Pior: Emil Cioran e Clément Rosset em contraponto – Rodrigo Menezes