Visões (e cegueiras) do Pior: Emil Cioran e Clément Rosset em contraponto – Rodrigo Menezes

RESUMO: Emil Cioran e Clément Rosset foram discretos interlocutores filosóficos através de suas respectivas obras. Amigos unidos por uma admiração mútua, leitores um do outro. Se é verdade que Cioran não costumava citar seus amigos em seus textos, Rosset amiúde elege Cioran como interlocutor preferencial, citando-o inclusive nominalmente, ora para reforçar um argumento, ora para… Continue lendo Visões (e cegueiras) do Pior: Emil Cioran e Clément Rosset em contraponto – Rodrigo Menezes

“Alvo da intenção terrorista: uma experiência filosófica da aprovação” – Clément ROSSET

A lógica do pior ensina pois a necessidade da ligação entre pensamento trágico e pensamento aprobatório. Para ela, trágico e afirmação são termos sinônimos. Isto, por três grandes razões teóricas que respondem cada uma às três questões gerais postas mais acima. Em primeiro lugar, a filosofia trágica considera a aprovação (e seu contrário, que é… Continue lendo “Alvo da intenção terrorista: uma experiência filosófica da aprovação” – Clément ROSSET

“O trágico de repetição” – Clément ROSSET

Uma análise sumária do trágico de repetição permite precisar um pouco a natureza do silêncio trágico e de sua inaptidão à interpretação. Marx, parafraseando Hegel, diz que os eventos históricos se produzem sempre duas vezes, a primeira de modo trágico, a segunda (repetição) de modo cômico (O dezoito brumário). É certo que a repetição possui… Continue lendo “O trágico de repetição” – Clément ROSSET

“O Tradicionalista e o Gnóstico” – Rodrigo Menezes

Se nos buscamos fora de nós mesmos, encontraremos a catástrofe, erótica ou ideológica. Deve ser por isso que Ralph Waldo Emerson, em seu fundamental ensaio “Self-reliance” [Autodependência] (1840), observou que “viajar é o paraíso dos tolos”. [...] Buscar Deus fora do eu é cortejar os desastres do dogma, a corrupção institucional, a malfeitoria histórica e a crueldade.Harold BLOOM,… Continue lendo “O Tradicionalista e o Gnóstico” – Rodrigo Menezes

“Dos males, qual o pior? Acaso trágico e fatalismo gnóstico em Clément Rosset e Emil Cioran” – Rodrigo Inácio R. Sá Menezes

Clément Rosset critica Georges Bataille, em sua Lógica do pior (1971), por supostamente mistificar o saber trágico e a consciência trágica, dando a entender que seriam o apanágio de um seleto grupo de intelectuais iluminados (a começar por Bataille, provoca Rosset), graças a um suposto "despertar" espiritual que nem todos os mortais podem ter. Esta… Continue lendo “Dos males, qual o pior? Acaso trágico e fatalismo gnóstico em Clément Rosset e Emil Cioran” – Rodrigo Inácio R. Sá Menezes

“Discursos do silêncio” – Guilherme Castelo Branco

Jornal do Brasil, 28 de março de 1987 Clement Rosset, autor da trilogia Elementos para uma filosofia do trágico, reconhece o valor dos pensadores que, recusando a tradição, afirmam o pior. Conheça um pouco da teoria deste francês que será lançado no Brasil no segundo semestre deste ano. A filosofia, segundo a tradição, é um… Continue lendo “Discursos do silêncio” – Guilherme Castelo Branco

“A secura de Deleuze” – Clément ROSSET

Revista Trágica: estudos de filosofia da imanência, Rio de Janeiro, v. 12, nº 2, p. 150-152, 2019 Um leitor de Diferença e Repetição declarava durante a leitura: “Tenho a impressão de comer um biscoito em que falta manteiga. Ele é excelente, mas seco”. Impressão frequente de secura ao ler Deleuze, e que não enfraquece com… Continue lendo “A secura de Deleuze” – Clément ROSSET

“A atração pelo vazio” – Clément ROSSET

Cioran escreve isto, em Aveux et Anathèmes: “Mal perdemos um defeito e outro apressa-se em substituí-lo. Nosso equilíbrio existe a esse preço.” Quanto a mim, acrescentaria que seria preciso dizer o mesmo de toda tolice, de toda loucura, de toda paixão: nenhuma desaparece sem abrir caminho a outra que logo se apodera do lugar deixado… Continue lendo “A atração pelo vazio” – Clément ROSSET

“A inobservância do real” – Clément ROSSET

Numa cena de um filme de Buster Keaton, As três idades, vê-se um personagem singular, meio astrólogo meio meteorologista, mergulhado em cálculos complicados destinados a determinar o tempo que faz do lado de fora. Havendo-se decidido por um “bom fixo”, grava a informação numa tabuleta — presume-se que a cena tem por cenário a Roma… Continue lendo “A inobservância do real” – Clément ROSSET

O Princípio de Crueldade (post-scriptum) – Clément ROSSET

A crueldade da realidade é ilustrada de maneira particularmente espetacular e significativa na crueldade do amor — tema conhecido e já sobejamente analisado, é verdade, mas é o privilégio das questões profundas permitir sempre uma análise parcialmente renovada, como é o privilégio de toda grande obra de arte, musical por exemplo, oferecer sempre matéria para… Continue lendo O Princípio de Crueldade (post-scriptum) – Clément ROSSET