Lucidez e/é Enfermidade: Cioran e o paradoxo entre saúde e conhecimento de si

O conhecimento de si, o mais amargo de todos, é também aquele que menos cultivamos: para quê surpreendermo-nos de manhã à noite em flagrante delito de ilusão, regressar impiedosamente à raiz de cada acto, e perder causa atrás de causa diante do nosso próprio tribunal?Do inconveniente de ter nascido (1973) A doença é uma realidade… Continue lendo Lucidez e/é Enfermidade: Cioran e o paradoxo entre saúde e conhecimento de si

Divina Impotência e a “Carreira Triunfal do Mal”: Cioran e o Ateísmo Místico como Sabedoria da Insegurança

Cioran concorda com Arthur Schopenhauer em que a filosofia não tem o seu ponto de partida em um eventual maravilhamento, cheio de graça e júbilo, diante do "milagre" do Ser, da evidência de que "algo é", "há seres e ser", sempre em devir, devindo, fluindo, confluindo, em sua ininterrupta duração (la durée, segundo Bergson). O… Continue lendo Divina Impotência e a “Carreira Triunfal do Mal”: Cioran e o Ateísmo Místico como Sabedoria da Insegurança

Ilusão como Doença no Tao Te Ching; Cioran e a Antropologia do Animal Enfermo

Quem conhece a sua ignorância revela a mais alta sapiência.Quem ignora a sua ignorância vive na mais profunda ilusão.Não conhecer e pensar que conhece é tal qual uma doença.Não sucumbe à ilusão quem conhece a ilusão como ilusão.Quando consideramos o mal como mal, dele nos preservamos.O sábio conhece o seu não-saber;Essa consciência do não saber… Continue lendo Ilusão como Doença no Tao Te Ching; Cioran e a Antropologia do Animal Enfermo

É da “essência” da Música ser alegre ou triste? E outras questões ociosas

https://www.youtube.com/watch?v=DhCQPHm8ROY Duas controvérsias, duas confrontações filosóficas, ambas envolvendo Clément Rosset, a primeira com Georges Bataille acerca da universalidade ou não-universalidade do saber trágico, conforme fundado (ou não) numa consciência que Rosset supõe universal e "naturalmente" trágica, a despeito do concurso de toda ilusão, teológica ou ideológica, e a segunda com Cioran acerca da essência ou… Continue lendo É da “essência” da Música ser alegre ou triste? E outras questões ociosas

Desespero, a maior vantagem humana: Kierkegaard & Cioran

"A superioridade do homem sobre o animal está pois em ser suscetível de desesperar. [...] Assim há uma infinita vantagem em poder desesperar, e, contudo, o desespero não só é a pior das misérias, como a nossa perdição." (Kierkegaard, O Desespero humano) * "Não existem argumentos para viver. Quem chegou ao limite ainda pode recorrer… Continue lendo Desespero, a maior vantagem humana: Kierkegaard & Cioran

A grande tentação (Emil Cioran)

A perda da consciência de ser criatura: odiamos tudo o que é ser; deixamos de ser solidários com todas as criaturas junto às quais uma vez ornamentamos o paraíso. Quando odiamos os animais, odiamos a base de nossa vida. Queremos escapar totalmente da ordem das criaturas. Por que então, quando nos abandona a sensação de… Continue lendo A grande tentação (Emil Cioran)

“A liberdade da marionete” – John GRAY

Nos primeiros séculos de nossa era, os gnósticos se opunham aos cristãos. Foram aniquilados, mas podemos imaginar sua possível vitória.Jorge Luis Borges, "Uma defesa de Basilides, o Falso" Um fantoche pode parecer a própria encarnação da falta de liberdade. Seja movido por uma mão oculta ou puxado por cordéis, não tem vontade própria. Seus movimentos… Continue lendo “A liberdade da marionete” – John GRAY

“E.M. Cioran o el fin de la historia” (Armando Pereira)

Revista de la Universidad de México, 10 de junio 1978 1. En la línea de Baudelaire, Rimbaud y Lautréamont, la obra de Cioran irrumpe en un vasto haz de múltiples significaciones. No hay un solo sector de la realidad (y de lo irreal) en el que no incida el pensamiento del filósofo rumano, para minarlo,… Continue lendo “E.M. Cioran o el fin de la historia” (Armando Pereira)

“Sobre el teatro de marionetas” – Heinrich von KLEIST

Pasaba yo el invierno de 1801 en M..., cuando una tarde me encontré en un parque al señor C..., que desde poco antes estaba empleado en la ópera de esta ciudad como primer bailarín, y hacía las delicias del público. Le manifesté mi sorpresa por haberle hallado ya varias veces en un teatro de marionetas… Continue lendo “Sobre el teatro de marionetas” – Heinrich von KLEIST

“Liberdade para as Über-marionetes” – John GRAY

Existe um tipo de brinquedo que vem se multiplicando há algum tempo,e sobre o qual nada tenho de bom ou ruim a dizer. Refiro-me ao brinquedo científico. Ch. Baudelaire, "A filosofia dos brinquedos" O QUE A CIÊNCIA NÃO NOS DIZ Em seu romance antiutópico sobre um país fictício, Erewhon (anagrama do inglês "nowhere", lugar nenhum),… Continue lendo “Liberdade para as Über-marionetes” – John GRAY