“A soberba inutilidade” – CIORAN

Fora dos céticos gregos e dos imperadores romanos da decadência, todos os espíritos parecem submetidos a uma vocação municipal. Só aqueles se emanciparam – uns pela dúvida, os outros pela demência – da obsessão insípida de ser úteis. Tendo promovido o arbitrário à categoria de exercício ou de vertigem, conforme fossem filósofos ou descendentes corrompidos… Continue lendo “A soberba inutilidade” – CIORAN

O gosto das Ilusões e o gosto da Décadence: Cioran e a lucidez da decepção – Rodrigo MENEZES

Segundo Giovanni Rotiroti, a desilusão de Cioran em relação às suas crenças e esperanças utópicas de outrora começam a despontar antes mesmo do Breviário, em De la France, escrito ainda em romeno (Despre Franţa), na Paris de início da década de 1940, ocupada pelas forças alemãs. Muitas ideias do Précis de décomposition encontram-se enunciadas em… Continue lendo O gosto das Ilusões e o gosto da Décadence: Cioran e a lucidez da decepção – Rodrigo MENEZES

“Não se lê Cioran para compreendê-lo, mas antes para compreender melhor a nós mesmos”: Tertúlia com José Luis Álvarez LOPEZTELLO (UAMEX)

Foi a segunda atividade – a segunda tertúlia – do Portal E.M. Cioran Brasil no YouTube em 2021, ambas contando com a ilustre presença – a diligente colaboração e a rica contribuição teórica – de dois dos mais importantes estudiosos acadêmicos de Cioran no México. Ficam registrados, uma vez mais, os meus sinceros e afetuosos… Continue lendo “Não se lê Cioran para compreendê-lo, mas antes para compreender melhor a nós mesmos”: Tertúlia com José Luis Álvarez LOPEZTELLO (UAMEX)

“A alegria e o trágico em Nietzsche” – Roberto MACHADO

Como relacionar a alegria e o trágico? A relação entre esses dois elementos é pensada pelo filósofo Roberto Machado a partir da filosofia trágica de Nietzsche. Para que a vida fosse afirmada, seria preciso combater o pessimismo causado pelo niilismo, o niilismo passivo. No programa, Roberto apresenta os outros tipos de niilismo e também a… Continue lendo “A alegria e o trágico em Nietzsche” – Roberto MACHADO

“O tédio dos conquistadores” (E.M. Cioran)

PARIS PESAVA sobre Napoleão, segundo confissão do próprio, como um “manto de chumbo”: dez milhões de homens pereceram em consequência disso. É o balanço do “mal do século”, quando um René a cavalo torna-se seu agente. Esse mal, nascido na ociosidade dos salões do século XVIII, na languidez de uma aristocracia demasiado lúcida, fez estragos… Continue lendo “O tédio dos conquistadores” (E.M. Cioran)

“Exegese da decadência” – CIORAN

O aforismo "Exegese da decadência" retoma -- sob uma outra luz, pelo filtro de um novo idioma e da forma mentis peculiar que ele modela -- a temática e a problemática de um importante texto periodístico de juventude do autor romeno do Breviário de decomposição: trata-se de Nihilism şi natura [Niilismo e natureza], publicado originalmente na revista… Continue lendo “Exegese da decadência” – CIORAN

“O Pessimismo Filosófico de Schopenhauer e Nietzsche” (Flamarion Caldeira Ramos)

https://www.youtube.com/watch?v=8P8YK5IE7Mw&t=35s O pessimismo encontrou seu espaço na filosofia com Schopenhauer e Nietzsche. Hoje, Flamarion Caldeira abre esse panorama e questiona como e por que, aqui na Casa do Saber.

Liberdade, Enfermidade, Utopia (E.M. Cioran)

A LIBERDADE, eu dizia, exige o vazio para manifestar-se; o exige e sucumbe a ele. A condição que a determina é a mesma que a anula. Ela carece de bases: quanto mais completa for, mais vacilará, pois tudo a ameaça, até o princípio do qual emana. O homem é tão pouco feito para suportar a… Continue lendo Liberdade, Enfermidade, Utopia (E.M. Cioran)

“A alegria da confusão total” – CIORAN

Alegremo-nos de que na confusão possamos alcançar a totalidade, de que possamos atualizar, em um instante, todos os planos espirituais e todas as divergências. Os estados de admirável confusão interna, que não implicam em absoluto a confusão das ideias, estão mais próximos de nosso centro subjetivo do que todas as mudanças de planos nas quais… Continue lendo “A alegria da confusão total” – CIORAN

“El nada centenario Cioran” – Abel POSSE

LA GACETA, Argentina, 24 de abril 2011 En estos días Emile Cioran habría cumplido sus cien años, pero su obra vive y lo sobrevive. Hay dos fuerzas en ese espíritu: su honestidad provocativa y una estética expresiva, fragmentaria, de quien se atiene a los momentos más verdaderos de su tarea de pensar, más que a… Continue lendo “El nada centenario Cioran” – Abel POSSE