“«O Livro das Ilusões», de Cioran, lido por Mihail Sebastian: o estranho caso do «convalescente que aspira à doença»” – Rodrigo MENEZES

De suas primeiras obras, ainda mal conhecidas entre nós, sublinho O livro das ilusões (Cartea amăgirilor), a que daria o subtítulo de um de seus capítulos: Mozart e a melancolia dos anjos. Considero aquelas páginas uma fantasia para cordas, como se fosse o primo consanguíneo de A origem da tragédia, nas grandes linhas melódicas que unem e separam as… Continue lendo “«O Livro das Ilusões», de Cioran, lido por Mihail Sebastian: o estranho caso do «convalescente que aspira à doença»” – Rodrigo MENEZES

“De Vaugelas a Heidegger” – CIORAN

Eu só comecei a me interessar realmente por Heidegger por volta de 1930, quando era estudante na Universidade de Bucareste. Sein und Zeit e especialmente Was ist Metaphysik foram os textos que me atraíram. Dois acontecimentos, um menor, o outro maior, acalmaram minha excitação. Na época, eu havia publicado um artigo sobre Rodin em um… Continue lendo “De Vaugelas a Heidegger” – CIORAN

“Humanismo demiúrgico” – Peter SLOTERDIJK

A doença deve ter sido a razão últimaDe todo ímpeto de criação;Criando pude curar,Criando me curei.HEINE, H. Schöpfungslieder. Ao renascimento do indivíduo corresponde uma recriação do mundo. Assim como a psicoterapia moderna levou oculta ou abertamente a uma grande repetição de motivos gnósticos, a estética moderna também teve que interferir de maneira nova no conflito… Continue lendo “Humanismo demiúrgico” – Peter SLOTERDIJK

“Cioran: Trapista Negativo, ou a Desforra da Criatura Inconformada” – Rodrigo MENEZES

https://www.youtube.com/watch?v=XNwx4jU1DBE&t=1s Portal E.M. Cioran Brasil: 1 ano de (in)existência no YouTube... Mas, ironicamente, o vídeo mais visto não é sobre Cioran e não tem nada a ver com ele, diretamente. Die Grosse Stille (2005), de Philip Gröning, é um primoroso documentário alemão, de 3h de duração, quase todo em silêncio, que retrata a rotina do… Continue lendo “Cioran: Trapista Negativo, ou a Desforra da Criatura Inconformada” – Rodrigo MENEZES

“Confissão resumida / Relendo…” – CIORAN

Os dois últimos textos de Exercícios de admiração (1986) não são - à diferença dos demais - retratos ou perfis literários de figuras presentes ou passadas que Cioran admirava.

“Cioran e o Romantismo: espírito, pensamento, expressão” – Rodrigo MENEZES

RESUMO: Trata-se de um exercício hermenêutico em torno da obra e do pensamento de Emil Cioran (1911-1995), no sentido de focalizar o romantismo latente ou manifesto deste pensador romeno consagrado por seus livros franceses: sua herança romântica, o fundus animæ romântico do seu pensamento existencial. Cioran, pensador – e artista – romântico: o que isso… Continue lendo “Cioran e o Romantismo: espírito, pensamento, expressão” – Rodrigo MENEZES

Cioran: Pensador Cantor com uma Alma Perdidamente Musical

"Não se pode eludir a existência com explicações, só se pode suportá-la, amá-la ou odiá-la, adorá-la ou temê-la, nessa alternância de felicidade e de horror que exprime o ritmo mesmo do ser, suas oscilações, suas dissonâncias, suas veemências amargas ou alegres."Breviário de decomposição "Sem o imperialismo do conceito, a música teria substituído a filosofia: teria… Continue lendo Cioran: Pensador Cantor com uma Alma Perdidamente Musical

“O emigrado metafísico: o gnóstico” (Sylvie Jaudeau)

A atitude gnóstica constitui, com efeito, a chave de uma obra representativa das tendências contraditórias deste século: niilismo, angelismo, revolta e fatalismo. Mais precisamente, ela nos fornece a resposta a esta questão que não falha em colocar-se a propósito de Cioran: como o niilismo é compatível com uma criação literária? O ato literário em si… Continue lendo “O emigrado metafísico: o gnóstico” (Sylvie Jaudeau)

“O visitante de um mundo abandonado pelo seu demiurgo: Sylvie Jaudeau e o gnosticismo ateu de Cioran” – Rodrigo MENEZES

As nossas fontes gnósticas, por mais distantes que pareçam, não deixam de inspirar ainda a nossa literatura. Menos de uma maneira direta (poucos escritores de fato conhecem esse período da nossa história reservado aos eruditos) quanto de maneira inconsciente. Eu não falo de uma referência histórica, mas de uma impregnação da sensibilidade por toda uma… Continue lendo “O visitante de um mundo abandonado pelo seu demiurgo: Sylvie Jaudeau e o gnosticismo ateu de Cioran” – Rodrigo MENEZES

“Demiurgia verbal” – CIORAN

Revista (n.t.) Nota do Tradutor, no 9, novembro de 2014. [PDF] O TEXTO: Publicado na França em 1956, La tentation d’éxister é o terceiro livro de E. M. Cioran (1911-1995) escrito em francês, idioma que adotaria definitivamente uma vez auto-exilado em Paris. Este volume se distingue dos dois anteriores (Breviário de decomposição, de 1949, e Silogismos… Continue lendo “Demiurgia verbal” – CIORAN