“Do Eros criador aos ‘Funerais do Desejo’: Amor, Êxtase e (Des)Ilusão em Cioran” – Juan Pablo Enos 🇧🇷

https://youtu.be/Hodq_1OFY0g A fecundidade do amor bem como as tragédias relativas aos efeitos de Eros são temas recorrentes ao longo da obra de Cioran. Nesta comunicação, apresentarei alguns dos trechos em que o amor, seja em seus aspectos fisiológicos, éticos e estéticos são abordados na obra do autor. Desde o ensaio de juventude “Ser Lírico”, onde… Continue lendo “Do Eros criador aos ‘Funerais do Desejo’: Amor, Êxtase e (Des)Ilusão em Cioran” – Juan Pablo Enos ðŸ‡§ðŸ‡·

“Nota sobre Cioran: pensamento, ação e ensino na perspectiva de um filósofo desencantado” – Renato SUTTANA

ANALECTA, Guarapuava, Paraná, vol. 8, no 2, jul/dez/ 2007 Resumo: Este artigo apresenta uma reflexão sobre os temas do pensamento, da ação, do ensino e seus mútuos entrelaçamentos no mundo contemporâneo, tomando como ponto de partida as idéias do filósofo romeno-francês E.M. Cioran, um dos principais representantes do pensamento assistemático do século XX. Palavras-chave: Pensamento,… Continue lendo “Nota sobre Cioran: pensamento, ação e ensino na perspectiva de um filósofo desencantado” – Renato SUTTANA

“Desígnio e tarefa da lucidez”: primeiro capítulo do Ensayo sobre Cioran, de F. SAVATER

A verdadeira vertigem é a ausência de loucura.La chute dans le temps Será preciso determinar, em primeiro lugar, o que entenderemos por lucidez. Como não pretendo utilizar esta palavra de um modo especial ou inusual, deverei ater-me à definição que dela me brinda o dicionário; talvez possamos encontrar em tal definição os traços que gostaríamos… Continue lendo “Desígnio e tarefa da lucidez”: primeiro capítulo do Ensayo sobre Cioran, de F. SAVATER

“O acido Cioran” (José Lins do Rego)

Vou lendo E M. Cioran e já vou me identificando com e seu pensamento subversivo quando ele nos diz que a ilusão moderna afogou o homem nas sincopes do «devenir». E assim foi ele perdendo a sua substancia. Toda conquista — espiritual ou politica — implica em perda: toda conquista é uma afirmação. No domínio… Continue lendo “O acido Cioran” (José Lins do Rego)

“Fitzgerald: a experiência pascalina de um romancista americano” (E.M. Cioran)

A LUCIDEZ, em alguns, é um dado primordial, um privilégio e mesmo uma graça. Não têm necessidade de adquiri-la, de procurá-la: são predestinados a ela. Todas as suas experiências contribuem para torná-los transparentes diante de si mesmos. Atingidos pela clarividência, não sofrem com isso, de tanto que ela os define. Se vivem numa crise permanente,… Continue lendo “Fitzgerald: a experiência pascalina de um romancista americano” (E.M. Cioran)

“Carta a propósito de certos impasses” (E.M. Cioran)

VOCÊ CENSUROU muitas vezes em mim aquilo a que chama o meu "apetite de destruição". Saiba, porém, que eu nada destruo: registo, registo o iminente, a sede de um mundo que se anula, e que, através da ruína das suas evidências, corre em direcção ao insólito e ao incomensurável, em direcção a um estilo espasmódico.… Continue lendo “Carta a propósito de certos impasses” (E.M. Cioran)

“A vida como in-eternidade, ou as revelações da dilaceração” (Emil Cioran)

Retumbam em ti as épocas geológicas? Se não, por que então falas do tempo? Foste o mar onde se derramaram os rios do tempo? Se não, por que se orgulhar da História? Reuniste todas as lágrimas que não secaram e as derramaste de novo para devolvê-las à terra e consolar os olhos e o coração?… Continue lendo “A vida como in-eternidade, ou as revelações da dilaceração” (Emil Cioran)

“O criador paroxismo da ilusão – amor” (Juan Pablo Enos Santana Santos)

RESUMO: O filósofo e ensaísta Emil Cioran é constantemente lembrado pelo seu ceticismo, lucidez, desespero e pessimismo. No entanto, mostro nesta comunicação as diversas formas em que o amor, de carácter individual e criador, aparece em seus dois primeiros escritos de juventude. Neste momento, Cioran vê o amor como fonte vital de transfiguração. Em sua […]… Continue lendo “O criador paroxismo da ilusão – amor” (Juan Pablo Enos Santana Santos)

“A mentira imanente” (E.M. Cioran)

VIVER significa: crer e esperar, mentir e mentir-se. Por isso a imagem mais verídica que já se criou do homem continua sendo a do Cavaleiro da Triste Figura, esse cavaleiro que se encontra mesmo no sábio mais realizado. O episódio penoso em torno da Cruz ou esse outro mais majestoso coroado pelo Nirvana participam da… Continue lendo “A mentira imanente” (E.M. Cioran)

“Exegese da decadência” (E.M. Cioran)

O aforismo "Exegese da decadência" retoma -- sob uma outra luz, pelo filtro de um novo idioma e da forma mentis peculiar que ele modela -- a temática e a problemática de um importante texto periodístico de juventude do autor romeno do Breviário de decomposição: trata-se de Nihilism şi natura [Niilismo e natureza], publicado originalmente na revista… Continue lendo “Exegese da decadência” (E.M. Cioran)