Genealogia do Fanatismo Brasileiro – E.M. Cioran

Em si mesma, toda ideia é neutra ou deveria sê-lo; mas o homem a anima, projeta nela suas chamas e suas demências; impura, transformada em crença, insere-se no tempo, toma a forma de acontecimento: a passagem da lógica à epilepsia está consumada… Assim nascem as ideologias, as doutrinas e as farsas sangrentas. Idólatras por instinto,… Continue lendo Genealogia do Fanatismo Brasileiro – E.M. Cioran

“El fracaso en la filosofía” (Costica Bradatan)

Revista de Filosofía de la Universidad de Costa Rica, LIX (155), 203-209, Setiembre-Diciembre 2020  Se dice que Diógenes el cínico (412 AC-323AC) tuvo que dejar su natal Sínope pues se vio involucrado en un escándalo por falsificación de la moneda local. Sin embargo, logró salvarse dejando su pasado de falsificador para dedicar sea una carrera… Continue lendo “El fracaso en la filosofía” (Costica Bradatan)

“O conceito de disciplina de horror no Breviário de decomposição de Cioran” – Anthonio DELBON

Dissertação apresentada à banca examinadora como exigência parcial para obtenção do título de Mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, sob orientação da Profa. Dra. Jeanne-Marie Gagnebin. São Paulo, 2019. O presente trabalho tem por objetivo estabelecer um diálogo entre Cioran e algumas correntes de pensamento clássicas tendo como chave central o… Continue lendo “O conceito de disciplina de horror no Breviário de decomposição de Cioran” – Anthonio DELBON

“Para que serve a filosofia?” – DELEUZE

Quando alguém pergunta para que serve a filosofia, a resposta deve ser agressiva, visto que a pergunta pretende-se irônica e mordaz. A filosofia não serve nem ao Estado, nem à Igreja, que têm outras preocupações. Não serve a nenhum poder estabelecido. A filosofia serve para entristecer. Uma filosofia que não entristece a ninguém e não… Continue lendo “Para que serve a filosofia?” – DELEUZE

Dissertação: “O conceito de disciplina de horror no Breviário”, de Anthonio Delbon (entrevista)

RESUMO - O presente trabalho tem por objetivo estabelecer um diálogo entre Cioran e algumas correntes de pensamento clássicas tendo como chave central o termo “disciplina de horror”, utilizado pelo autor no início de sua primeira obra em língua francesa, Breviário de Decomposição, publicado em 1949. Partindo deste trecho literário, buscaremos ampliar as aproximações e… Continue lendo Dissertação: “O conceito de disciplina de horror no Breviário”, de Anthonio Delbon (entrevista)

“Why we fail and how” – Costica BRADATAN

Los Angeles Review of Books, September 24, 2017 DIOGENES THE CYNIC (c. 412 BC–323 BC) apparently had to flee his native city of Sinope because he was caught in a scandal involving the defacement of Sinopean currency. He managed to save face, though, and switched from a failing career in counterfeiting to a more promising… Continue lendo “Why we fail and how” – Costica BRADATAN

“Emil Cioran o la ternura cínica. La letra que calla la muerte” (Esteban Espejo)

I Jornadas de Estudiantes del Departamento de Filosofía, Universidad de Buenos Aires, enero 6, 2013 – enero 7, 2013. [PDF] I. Aprovechamos la excusa del centenario de su nacimiento para exigir el lugar que Emile Cioran (1911-1995) tuvo en su época como testigo de los problemas filosóficos e histórico-sociales, así como visionario del tiempo que… Continue lendo “Emil Cioran o la ternura cínica. La letra que calla la muerte” (Esteban Espejo)

“A coragem da verdade: a relevância da arte-de-viver de Diógenes, o ‘Cão’, segundo Michel Foucault, Emil Cioran e Luis Navia” (Eduardo Carli de Moraes)

A CASA DE VIDRO

Se viver é uma arte, Diógenes certamente merece ser reconhecido como um dos mais radicais experimentadores neste campo, o da estética da existência.

 

O lendário filósofo que morava em um tonel e confrontava todos os valores vigentes com atitudes excêntricas e bizarras tornou-se uma das figuras mais memoráveis da cultura grega no período posterior à execução de Sócrates. É o tataravô de todos os hippies, de todos os punks, de todos os anarquistas, de toda sorte de comportamentos e doutrinas contraculturais, que vão na contracorrente de seu tempo, expandindo os limites do que é possível realizar com nossas liberdades.

Conta-se que “a ideia de um tonel como residência ocorreu-lhe depois de observar caracóis carregando suas casas – as conchas – nas costas”, como lembra Navia em seu livro Diógenes – O Cínico (Ed. Odysseus, p. 49). Célebre por seu despojamento material que o tornava parecido com um mendigo seminu, que…

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“O Cão Celestial” – CIORAN

NÃO SE PODE SABER o que um homem deve perder por ter a coragem de desafiar todas as convenções, não se pode saber o que Diógenes perdeu por tornar-se o homem que se permitiu tudo, que traduziu em atos seus pensamentos mais íntimos com uma insolência sobrenatural como o faria um deus do conhecimento, simultaneamente… Continue lendo “O Cão Celestial” – CIORAN

“Words of nectar and cyanide” – Joseph BOTTUM

FIRST THINGS, May 2009 You can trace, through the history of philosophy, a line of aphorism”that odd, somewhat disreputable method of doing philosophy as a kind of bastard poetry. Maybe even as a kind of magic: truth as something to be summoned by careful incantation and the weird precision of a witch’s spell. It starts… Continue lendo “Words of nectar and cyanide” – Joseph BOTTUM