“Contra Emil Cioran” – Julio CABRERA

Num livro de título irresistível (Acerca do inconveniente de ter nascido), o escritor romeno Emil M. Cioran escreve, entre outras pérolas: "O único, o verdadeiro azar: nascer." "Não ter nascido, de só pensá-lo, que felicidade, que liberdade, quanto espaço!" "Matar-se não vale a pena: a gente sempre o faz demasiado tarde." "Ao nascer perdemos o… Continue lendo “Contra Emil Cioran” – Julio CABRERA

“Do inconveniente de ter escrito” – Cassionei Niches PETRY

Digestivo Cultural, 09/09/2015 Dia desses, provocado por muitos elogios sobre seu primeiro livro, li um romance de um escritor da nova geração da literatura brasileira. A leitura, no entanto, me decepcionou. Desde o prefácio, que demonstra um escritor medroso, como que se desculpando por ter trabalhado determinado tema, passando por algumas incoerências narrativas e uso… Continue lendo “Do inconveniente de ter escrito” – Cassionei Niches PETRY

E.M. Cioran e a Oração de um Dácio – Vasilica COTOFLEAC

Já foi dito de E. M. Cioran que é um cético, um niilista, ou talvez um existencialista, que não é um filósofo profissional, que sua obra não admite qualquer comparação aceitável e que é muito difícil qualificá-la com base em referências. Mas a afirmação de sua originalidade, além de não resolver a óbvia dificuldade interpretativa,… Continue lendo E.M. Cioran e a Oração de um Dácio – Vasilica COTOFLEAC

Lucidez e/é Enfermidade: Cioran e o paradoxo entre saúde e conhecimento de si

O conhecimento de si, o mais amargo de todos, é também aquele que menos cultivamos: para quê surpreendermo-nos de manhã à noite em flagrante delito de ilusão, regressar impiedosamente à raiz de cada acto, e perder causa atrás de causa diante do nosso próprio tribunal?Do inconveniente de ter nascido (1973) A doença é uma realidade… Continue lendo Lucidez e/é Enfermidade: Cioran e o paradoxo entre saúde e conhecimento de si

Cioran & Parm̻nides РCl̩ment ROSSET

A Deusa de Parmênides faz do homem faz do homem um condenado à realidade, e um condenado inapelável, pois não existe nenhum tribunal habilitado para conhecer suas petições ou admoestações. O que existe é, de um lado, irrefutável em si e, de outro, refuta tudo o que seria outro: não há nenhum halo de alteridade… Continue lendo Cioran & Parmênides – Clément ROSSET

Sobre Intuições, Pessimismos e Rótulos: a propósito de Bergson & Cioran

Schopenhauer afirmou que "ler significa pensar com uma cabeça alheia, em vez de pensar com a própria." No fundo, pensa o filósofo alemão, "apenas os pensamentos próprios são verdadeiros e têm vida, pois somente eles são entendidos de modo autêntico e completo. [...] Quem pensa por si mesmo só chega a conhecer as autoridades que… Continue lendo Sobre Intuições, Pessimismos e Rótulos: a propósito de Bergson & Cioran

“Una filosofía de la Caída” (M. Liliana Herrera A.)

In: HERRERA A., M. Liliana; ABAD T., Alfredo A. (orgs.), Cioran en perspectivas. Pereira: Universidad Tecnológica de Pereira, 2009, p. 204-217. De las consideraciones lingüísticas y poéticas sobre la obra de Cioran, nos desplazamos ahora a aquellas de índole filosófica. Algunos autores acertadamente han afirmado que el pensamiento de Cioran puede entenderse como una filosofía de… Continue lendo “Una filosofía de la Caída” (M. Liliana Herrera A.)

Do inconveniente de ter nascido, o tédio da decomposição e a necessidade última de ilusão (Emil Cioran)

"Três horas da manhã. Apercebo-me deste segundo, e do que se lhe segue, faço o balanço de cada minuto. Por quê tudo isto? -- Porque eu nasci. Questionarmos o nascimento resulta de um tipo especial de vigília. (Do inconveniente de ter nascido) § Não está em nosso poder fazer voltar os arrebatamentos que nos faziam… Continue lendo Do inconveniente de ter nascido, o tédio da decomposição e a necessidade última de ilusão (Emil Cioran)

Ceticismo, fragmento e lucidez: “Emil Cioran. A Filosofia como Desfascinação e a Escritura como Terapia”, de Vincenzo Fiore [pt. 3] (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Na primeira parte do livro, “Uma juventude entre desespero e fervor político”, Fiore perfaz o itinerário de formação do jovem Cioran na Romênia da década de 30, explorando a dualidade de uma juventude dividida entre o desespero existencial e o fervor político. Não se faz política nos cumes do desespero. Schimbarea la faţă a României â€“ libelo político… Continue lendo Ceticismo, fragmento e lucidez: “Emil Cioran. A Filosofia como Desfascinação e a Escritura como Terapia”, de Vincenzo Fiore [pt. 3] (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

“Cioran, a filosofia como desfascinação e a escrita como terapia”: entrevista com Vincenzo Fiore

"Numa época em que o fanatismo parece voltar à ribalta a nível mundial, o pensador romeno é um antídoto que imuniza."Vincenzo Fiore FIORE, Vincenzo. Emil Cioran. La filosofia come de-fascinazione e la scrittura come terapia. Piazza Armerina (En): Nulla Die, 2018, 187 pp. Sobre o autor: Nascido em 1993 em Solofra, Italia, Vincenzo Fiore se… Continue lendo “Cioran, a filosofia como desfascinação e a escrita como terapia”: entrevista com Vincenzo Fiore