“A experiência interior: post-scriptum (1953)” – Georges BATAILLE

Não me sinto à vontade com este livro, em que gostaria de ter esgotado a possibilidade de ser. Não é que me desagrade totalmente. Mas odeio sua lentidão e sua obscuridade. Gostaria de dizer a mesma coisa em poucas palavras. Gostaria de liberar seu movimento, salvá-lo daquilo que o atola. O que, de resto, não… Continue lendo “A experiência interior: post-scriptum (1953)” – Georges BATAILLE

“A alma enferma” – William JAMES

Em nosso último encontro, consideramos o temperamento equilibrado, o temperamento que tem uma incapacidade constitucional para o sofrimento prolongado, e no qual a tendência para ver as coisas por um prisma otimista é como a água de cristalização em que se coloca o caráter do indivíduo. Vimos que esse temperamento pode tomar-se a base de… Continue lendo “A alma enferma” – William JAMES

“Rumo a lugar algum: niilismo, pessimismo e antinatalismo em Cioran”. Entrevista com Fernando OLSZEWSKI

Não penso que a abulia política de Cioran seja uma apologia velada ao capitalismo ou ao privilégio de sociedades tradicionais e conservadoras, mas sim derivada (na maior parte) de sua visão negativa da realidade: ele considera a existência um absurdo e uma chaga terrível. Para lidarmos com essa chaga, o melhor que fazemos é nos… Continue lendo “Rumo a lugar algum: niilismo, pessimismo e antinatalismo em Cioran”. Entrevista com Fernando OLSZEWSKI

Entrevista a Simona Constantinovici sobre el Diccionario de términos cioranianos 🇷🇴

"Solo a través del corazón sabemos que algo ha cambiado": en diálogo con Simona Constantinovici, coordinadora del Diccionario de términos cioranianos (Editura Universităţii de Vest/Criterion Editrice, 2020).“El Diccionario de términos cioranianos pretende ser una invitación a leer al filósofo de otra manera, a colocarlo en una luz que permita extraer los fascículos de la sustancia… Continue lendo Entrevista a Simona Constantinovici sobre el Diccionario de términos cioranianos 🇷🇴

“Um exílio melancólico: Cioran, Pessoa e a nostalgia” – Paolo VANINI | Università di Trento 🇮🇹

https://www.youtube.com/watch?v=e_sMR4V46xM Texto apresentado no âmbito do Colóquio Internacional Liliana Herrera em torno de Cioran (15/10/2021). Um exílio melancólico: Cioran, Pessoa e a nostalgia[1], de Paolo Vanini[2] Resumo: Este artigo visa investigar a relação entre nostalgia, solidão e ceticismo no pensamento de Emil Cioran. Em primeiro lugar, examinaremos como os conceitos de Sehnsucht, Saudade e Dor… Continue lendo “Um exílio melancólico: Cioran, Pessoa e a nostalgia” – Paolo VANINI | Università di Trento 🇮🇹

“A preocupação com a decência” – CIORAN

Sob o aguilhão da dor, a carne desperta; matéria lúcida e lírica, canta sua dissolução. Enquanto era indiscernível da natureza, repousava no esquecimento dos elementos: o eu ainda não havia se apoderado dela. A matéria que sofre emancipa-se da gravitação, não é mais solidária do resto do universo, isola-se do conjunto adormecido; pois a dor,… Continue lendo “A preocupação com a decência” – CIORAN

“Dos males, qual o pior? Acaso trágico e fatalismo gnóstico em Clément Rosset e Emil Cioran” – Rodrigo Menezes

Clément Rosset critica Georges Bataille, em sua Lógica do pior (1971), por supostamente mistificar o saber trágico e a consciência trágica, dando a entender que seriam o apanágio de um seleto grupo de intelectuais iluminados (a começar por Bataille, provoca Rosset), graças a um suposto "despertar" espiritual que nem todos os mortais podem ter. Esta… Continue lendo “Dos males, qual o pior? Acaso trágico e fatalismo gnóstico em Clément Rosset e Emil Cioran” – Rodrigo Menezes

“Só através do coração sabemos que algo muda”: entrevista com Simona Constantinovici sobre o Dicţionar de Termeni Cioranieni (2/3)

“Constantin Noica identifica em certas palavras romenas a história de nosso povo mesmo, como por exemplo o fenômeno da transumância. A tentativa de traduzi-las equivaleria a desenraizá-las, aniquilando assim o seu potencial ancestral de motivar a língua, o modo de ser de um povo, seu sentimento profundo. As palavras têm o mesmo destino que os… Continue lendo “Só através do coração sabemos que algo muda”: entrevista com Simona Constantinovici sobre o Dicţionar de Termeni Cioranieni (2/3)

“Secularizarea acediei sau despre metamorfozele spleenului cioranian” (Vasile Chira)

e-Bibliotheca septentrionalis

de lect. univ. dr. Vasile CHIRA
Facultatea de Teologie „Andrei Şaguna” Sibiu

Vasile Chira_3După ce în prefaţa la „Florile răului” înşiră toate păcatele, toate metamorfozele infernului, Baudelaire pune ca punct culminant, ca apoteoză a nimicului, urâtul. Spleenul va constitui, de altfel, o obsesie a întregului sfârşit de secol XIX, ajungând până la expresioniştii secolului XX.

Un pas important în etiologia spleenului îl face Heidegger în „Ce este metafizica?” Filosoful german interpretează plictisul în contextul relevării neantului, nu al nimicirii, ci al nimicnicirii. Însă adevărata fenomenologie a plictisului o face Cioran, care pornește de la diferenţa de grad dintre banala plictiseală psihologică și plictisul metafizic.

Plictisul, văzut de Cioran în corelaţie cu vidul, nu este legat în mod expres de disoluţia ecstatică pe care o presupune Nirvana budistă, ci de o stare de dezagregare continuă a cosmosului, de fluctuaţiile sensibilităţii.

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“Only from the heart do we know when something changes”: interview with Simona Constantinovici about the Dictionary of Cioranian terms

“The Dictionary of Cioranian Terms intends to be a sort of invitation to read the philosopher in a different way, to put him in a light that extracts its fascicles from the substance of the words, from their uninterrupted story, impacting a future that stands, as a prey, lurking it.”Simona Constantinovici Simona Constantinovici (born 1968)… Continue lendo “Only from the heart do we know when something changes”: interview with Simona Constantinovici about the Dictionary of Cioranian terms