Em busca de um “não-homem”: niilismo, anti-humanismo e mística negativa – Entrevista com Ştefan Bolea (Romênia)

Ştefan Bolea é pesquisador na Faculdade de Letras da Universidade Babeș-Bolyai de Cluj-Napoca, Romênia. Além disso, é editor da conceituada revista literária Apostrof, co-fundador e editor-chefe do e-zine cultural EgoPHobia (www.egophobia.ro). Ştefan Bolea obteve seu segundo doutorado summa cum laude em Literatura Comparada, em 2017 (após um primeiro em Filosofia, em 2012), com uma investigação… Continue lendo Em busca de um “não-homem”: niilismo, anti-humanismo e mística negativa – Entrevista com Ştefan Bolea (Romênia)

“A Gnosis Sufi: Ismailismo e Mística” – Alberto BRUM

https://www.youtube.com/watch?v=40WtPWw3YRE Vídeo anterior sobre os Mandeanos: Os Gnósticos Mandeanos e o Livro Sagrado Ginzahttps://youtu.be/C5yeW7CMHHM Mani e o Maniqueismo - Os textos descobertos e o Kephalaiahttps://youtu.be/vW37G8jyU-U Temas relacionados: Essênios, João Batista e o Gnóstico João - (outra aula do prof. Alberto Brum que complementa este video)https://youtu.be/JdZn4gm-6Hc CONTEÚDO RELACIONADO:

«O despertar da consciência e o cansaço de se estar desperto»: Cioran e a Era Axial – Rodrigo MENEZES

Segundo Peter, Sloterdijk, Cioran teria sido “o primeiro a realizar o que Nietzsche tinha querido desmascarar como se tivesse existido desde sempre: uma filosofia do puro ressentimento.”[1] Ele tem em mente o motivo cioraniano do mécontentement (Rosset), a insatisfação total (“e não há insatisfação profunda que não seja de natureza religiosa”, pensa Cioran), de onde… Continue lendo «O despertar da consciência e o cansaço de se estar desperto»: Cioran e a Era Axial – Rodrigo MENEZES

“A parte das coisas” – CIORAN

É preciso uma considerável dose de inconsciência para entregar-se sem reservas a qualquer coisa. Os crentes, os apaixonados, os discípulos, só percebem uma face de suas deidades, de seus ídolos, de seus mestres. O entusiasta permanece inelutavelmente ingênuo. Há sentimento puro onde a mescla de graça e imbecilidade não se traia, e admiração devota sem… Continue lendo “A parte das coisas” – CIORAN

“O diabo tranquilizado” – CIORAN

Por que Deus é tão insípido, tão débil, tão mediocremente pitoresco? Por que carece de interesse, de vigor, de atualidade e parece-se tão pouco conosco? Existe uma imagem menos antropomórfica e mais gratuitamente longínqua? Como pudemos projetar sobre ele luzes tão pálidas e forças tão claudicantes? Para onde fluíram nossas energias, onde desaguaram nossos desejos?… Continue lendo “O diabo tranquilizado” – CIORAN

“«Dialética da indolência»: heresia e idiotismo contra a tirania da positividade tóxica” – Rodrigo Menezes

Quis suprimir em mim as razões que os homens invocam para existir e para agir. Quis tornar-me indizivelmente normal – e eis-me aqui, no embrutecimento, no mesmo plano que os idiotas e tão vazio como eles.CIORAN, Breviário de decomposição, p. 62 Ser mais inutilizável que um santo...CIORAN, Silogismos da amargura, p. 75 Cioran e Byung-Chul… Continue lendo “«Dialética da indolência»: heresia e idiotismo contra a tirania da positividade tóxica” – Rodrigo Menezes

“A preocupação com a decência” – CIORAN

Sob o aguilhão da dor, a carne desperta; matéria lúcida e lírica, canta sua dissolução. Enquanto era indiscernível da natureza, repousava no esquecimento dos elementos: o eu ainda não havia se apoderado dela. A matéria que sofre emancipa-se da gravitação, não é mais solidária do resto do universo, isola-se do conjunto adormecido; pois a dor,… Continue lendo “A preocupação com a decência” – CIORAN

Impérios decadentes como metáforas da Criação-Queda e o acosmismo gnóstico – Peter SLOTERDIJK

Apenas agora podemos perguntar pelas "origens" da gnose na história da religião e pelas condições psico-históricas de sua emergência. Qual, então, é o suposto anuviamento dos sentimentos de vida naquela "era do medo" da Antiguidade tardia? Por que surgiram aqueles boatos da alegre piedade cosmológica helênica que, de repente, teria se transformado em um desespero… Continue lendo Impérios decadentes como metáforas da Criação-Queda e o acosmismo gnóstico – Peter SLOTERDIJK

Cioran e o sonho ridículo de “recomeçar o Conhecimento”: uma questão de vida ou morte (e uma causa perdida de antemão)

Um livro de Cioran muito importante, parte integrante da sua produção francesa intermediária, é La chute dans le temps (1964). À diferença dos demais, talvez a maioria deles, pelos quais Cioran tornar-se-ia conhecido como um mestre do aforismo, do estilo aforismático (conciso, lapidar, epigramático), este é um livro de ensaios (essais), textos dissertativos (ou, melhor… Continue lendo Cioran e o sonho ridículo de “recomeçar o Conhecimento”: uma questão de vida ou morte (e uma causa perdida de antemão)

“Só através do coração sabemos que algo muda”: entrevista com Simona Constantinovici sobre o Dicţionar de Termeni Cioranieni (1/3)

“O Dicionário de termos cioranianos se pretende um convite para ler o filósofo de uma maneira diferente, para situá-lo sob uma luz que permita extrair os fascículos da substância mesma das palavras, de sua história ininterrupta, impactando um futuro que permanece, como um predador, à espreita.”Simona Constantinovici Nesta entrevista exclusiva, generosamente concedida ao Portal E.M.… Continue lendo “Só através do coração sabemos que algo muda”: entrevista com Simona Constantinovici sobre o Dicţionar de Termeni Cioranieni (1/3)