“O demônio da obstinação” (Edgar Allan Poe)

Debruçamo-nos sobre a borda de um precipício. Fitamos o abismo -- sentimos náusea e vertigem. O primeiro impulso é afastar-se do perigo. Mas, sem saber por quê, permanecemos lá. Aos poucos, náuseas e vertigem fundem-se em uma nuvem de sentimentos inomináveis. Lentamente, de modo ainda menos perceptível, a nuvem assume uma forma, tal como a… Continue lendo “O demônio da obstinação” (Edgar Allan Poe)

“‘Dostoiévski e a dialética: Fetichismo da forma, utopia como conteúdo’: um prefácio” (Manuel da Costa Pinto)

Estadão, 18 de maio de 2018 Prefácio ao livro "Dostoiévski e a dialética: Fetichismo da forma, utopia como conteúdo" (Editora Hedra), de Flávio Ricardo Vassoler. Em Cioran, l’Hérétique, biografia intelectual do ensaísta romeno – e filósofo dostoievskiano – Emil Cioran, o jornalista francês Patrice Bollon faz uma breve e aguda observação que pode servir como porta de… Continue lendo “‘Dostoiévski e a dialética: Fetichismo da forma, utopia como conteúdo’: um prefácio” (Manuel da Costa Pinto)

O jovem Cioran e sua tradução do romeno: entrevista com Fernando Klabin, tradutor de Nos Cumes do Desespero (Hedra, 2012)

Nascido em São Paulo numa família de origens russa e italiana, Fernando Klabin viveu durante muitos anos na Romênia, onde graduou-se em Ciências Políticas pela Universidade de Bucareste. Nos últimos quinze anos, Klabin tem enriquecido o mercado editorial brasileiro com traduções de obras do inglês, do alemão e especialmente do romeno. Ele traduziu, diretamente do… Continue lendo O jovem Cioran e sua tradução do romeno: entrevista com Fernando Klabin, tradutor de Nos Cumes do Desespero (Hedra, 2012)

“As delícias do absurdo” (Manuel da Costa Pinto)

Folha São Paulo, 08/04/2012 Primeiro livro de Cioran ganha tradução feita diretamente do romeno Em 2011, o centenário de nascimento de Emil Cioran foi comemorado com relançamentos pela editora Rocco: "Breviário de Decomposição" (1949), "Silogismos da Amargura" (1952), "História e Utopia" (1960) e "Exercícios de Admiração" (1986).  Tais livros cobrem a fase madura do pensador… Continue lendo “As delícias do absurdo” (Manuel da Costa Pinto)

“Nos Cumes do Desespero, de Emil Cioran” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

É evidente que, diante de questões puramente formais, por mais difíceis que sejam, não se pode exigir uma seriedade infinita, pois elas são exclusivamente produzidas por incertezas da inteligência, sem despontar da estrutura orgânica total do nosso ser. Só o pensador orgânico e existencial é capaz desse tipo de seriedade, pois só para ele as… Continue lendo “Nos Cumes do Desespero, de Emil Cioran” (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

“Nos cumes do desespero”, por José Thomaz Brum

Nos cumes do desespero revela a notável continuidade do pensamento de Emil Cioran (1911-1995).Escrito aos 22 anos de idade em Sibiu, na Transilvânia, essa primeira obra do futuro “cético de plantão de um mundo agonizante” arde com o vigor da juventude exaltada. É o próprio Cioran quem descreve o clima no qual o livro foi… Continue lendo “Nos cumes do desespero”, por José Thomaz Brum

Lançamento de Pe Culmile Disperarii no Brasil

A editora Hedra acaba de lançar a edição brasileira de Pe Culmile Disperarii ("Nos Cumes do Desespero"), livro de estreia de Cioran (1934) traduzido direto do romeno por Fernando Klabin. Site oficial Nos cumes do desespero foi escrito em romeno em 1933, quando o autor contava 22 anos de idade, sendo o primeiro livro do… Continue lendo Lançamento de Pe Culmile Disperarii no Brasil