Lucidez e/é Enfermidade: Cioran e o paradoxo entre saúde e conhecimento de si

O conhecimento de si, o mais amargo de todos, é também aquele que menos cultivamos: para quê surpreendermo-nos de manhã à noite em flagrante delito de ilusão, regressar impiedosamente à raiz de cada acto, e perder causa atrás de causa diante do nosso próprio tribunal?Do inconveniente de ter nascido (1973) A doença é uma realidade… Continue lendo Lucidez e/é Enfermidade: Cioran e o paradoxo entre saúde e conhecimento de si

Ilusão como Doença no Tao Te Ching; Cioran e a Antropologia do Animal Enfermo

Quem conhece a sua ignorância revela a mais alta sapiência.Quem ignora a sua ignorância vive na mais profunda ilusão.Não conhecer e pensar que conhece é tal qual uma doença.Não sucumbe à ilusão quem conhece a ilusão como ilusão.Quando consideramos o mal como mal, dele nos preservamos.O sábio conhece o seu não-saber;Essa consciência do não saber… Continue lendo Ilusão como Doença no Tao Te Ching; Cioran e a Antropologia do Animal Enfermo

Entrevista a Alfredo Abad: Cioran en Colombia, Nietzsche, Gómez Dávila y otros temas

En la primerísima entrevista video del Portal E.M. Cioran 🇧🇷 en YouTube, conversamos con el filósofo colombiano, profesor de la UTP y co-organizador, junto a María Liliana Herrera, del Encuentro Internacional Emil Cioran (2008-2017), sobre el imperativo de la filosofía de estar arraigada - sin academicismos ni abstraccionismos - en la vida común y en… Continue lendo Entrevista a Alfredo Abad: Cioran en Colombia, Nietzsche, Gómez Dávila y otros temas

“Certas manhãs” (E.M. Cioran)

PESAR POR NÃO SER ATLAS, por não poder sacudir os ombros para assistir ao desmoronamento desta risível matéria... a raiva segue o caminho inverso da cosmogonia. Por que mistério despertamos certas manhãs com a sede de demolir o conjunto inerte e vivo? Quando o diabo penetra em nossas veias, quando nossas ideias sofrem convulsões, e… Continue lendo “Certas manhãs” (E.M. Cioran)

“O visitante de um mundo abandonado pelo seu demiurgo: Sylvie Jaudeau e o gnosticismo ateu de Cioran (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

As nossas fontes gnósticas, por mais distantes que pareçam, não deixam de inspirar ainda a nossa literatura. Menos de uma maneira direta (poucos escritores de fato conhecem esse período da nossa história reservado aos eruditos) quanto de maneira inconsciente. Eu não falo de uma referência histórica, mas de uma impregnação da sensibilidade por toda uma… Continue lendo “O visitante de um mundo abandonado pelo seu demiurgo: Sylvie Jaudeau e o gnosticismo ateu de Cioran (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

“Odisseia do rancor” (E.M. Cioran)

Não podemos nos exaltar nem desempenhar um papel nesse mundo sem o auxílio de alguma doença, e não existe dinamismo que não seja sinal de miséria fisiológica ou de devastação interior. Quando conhecemos o equilíbrio, não nos apaixonamos por nada, não nos apegamos nem à vida, porque somos a vida; se o equilíbrio se rompe,… Continue lendo “Odisseia do rancor” (E.M. Cioran)