“O voluptuoso, o insolúvel: Liliana Herrera e a paixão-Cioran” – Rodrigo Menezes

Hegel é meu exato oposto. Hegel é impensável para mim, por mais que eu reconheça sua importância. Mas isso é outra estória. Tenho um amigo na Romênia, um especialista no pensamento de Hegel [Constantin Noica], que não consegue ler minhas coisas, que não me leva a sério. Não obstante, muito embora tivesse uma mentalidade totalmente… Continue lendo “O voluptuoso, o insolúvel: Liliana Herrera e a paixão-Cioran” – Rodrigo Menezes

Cioran e Keats: o imperativo da intensidade e poéticas do grotesco

Segundo o tradutor Péricles Eugênio da Silva Ramos, o princípio da intensidade desempenha um papel fundamental na poética de John Keats (1795-1821). Em 21 de dezembro de 1817, o poeta inglês escreveria, em carta ao irmão George, que "a excelência de toda arte está em sua intensidade, capaz de fazer o desagradável ('all desagreeables') evaporar… Continue lendo Cioran e Keats: o imperativo da intensidade e poéticas do grotesco

Adiamento – Fernando Pessoa (Álvaro De Campos)

https://www.youtube.com/watch?v=Z6wNazSuRFc Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã…Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,E assim será possível; mas hoje não…Não, hoje nada; hoje não posso.A persistência confusa da minha subjectividade objectiva,O sono da minha vida real, intercalado,O cansaço antecipado e infinito,Um cansaço de mundos para apanhar um eléctrico…Esta espécie de alma…Só depois de… Continue lendo Adiamento – Fernando Pessoa (Álvaro De Campos)

“Sobre a Melancolia” – E.M. Cioran

Quando não se pode livrar-se de si mesmo, deleita-se devorando-se. Em vão se chamaria o Senhor das Sombras, o distribuidor de uma maldição precisa: se está doente sem doença e se é réprobo sem vícios. A melancolia é o estado sonhado do egoísmo: nenhum objeto fora de si mesmo, nenhum motivo mais de ódio ou… Continue lendo “Sobre a Melancolia” – E.M. Cioran

T̩dio como vazio de significado pessoal РLars SVENDSEN

Beckett escolheu a distorção, isto é, a arte. A antítese que ele propõe entre isolamento honesto e sociabilidade desonesta e a inevitável falta de comunicação que resulta de ambas pode servir como definição de toda a sua obra. Como ele também diz: "Estamos sós. Não podemos conhecer e não podemos ser conhecidos." Todo gesto extrovertido… Continue lendo Tédio como vazio de significado pessoal – Lars SVENDSEN

France Culture / Série Savoirs : “Emil Cioran, désespérément” (4 épisodes)

Quatre émissions autour du philosophe Emil Cioran (1911-1995) : tranchant, cynique, penseur du néant en proie aux insomnies, égaré politiquement un temps de sa vie : comment le désespoir la vie et l'oeuvre philosophique d'Emil Cioran ? FranceCulture - Émissions > Les Chemins de la philosophie > Emil Cioran, désespérément 1. De l'inconvénient d'être né "N'être pas né,… Continue lendo France Culture / Série Savoirs : “Emil Cioran, désespérément” (4 Ã©pisodes)

Cioran e o sonho ridículo de “recomeçar o Conhecimento”: uma questão de vida ou morte (e uma causa perdida de antemão)

Um livro de Cioran muito importante, parte integrante da sua produção francesa intermediária, é La chute dans le temps (1964). À diferença dos demais, talvez a maioria deles, pelos quais Cioran tornar-se-ia conhecido como um mestre do aforismo, do estilo aforismático (conciso, lapidar, epigramático), este é um livro de ensaios (essais), textos dissertativos (ou, melhor… Continue lendo Cioran e o sonho ridículo de “recomeçar o Conhecimento”: uma questão de vida ou morte (e uma causa perdida de antemão)

“Só através do coração sabemos que algo muda”: entrevista com Simona Constantinovici sobre o Dicţionar de Termeni Cioranieni (2/3)

“Constantin Noica identifica em certas palavras romenas a história de nosso povo mesmo, como por exemplo o fenômeno da transumância. A tentativa de traduzi-las equivaleria a desenraizá-las, aniquilando assim o seu potencial ancestral de motivar a língua, o modo de ser de um povo, seu sentimento profundo. As palavras têm o mesmo destino que os… Continue lendo “Só através do coração sabemos que algo muda”: entrevista com Simona Constantinovici sobre o DicÅ£ionar de Termeni Cioranieni (2/3)

“Only from the heart do we know when something changes”: interview with Simona Constantinovici about the Dictionary of Cioranian terms

“The Dictionary of Cioranian Terms intends to be a sort of invitation to read the philosopher in a different way, to put him in a light that extracts its fascicles from the substance of the words, from their uninterrupted story, impacting a future that stands, as a prey, lurking it.”Simona Constantinovici Simona Constantinovici (born 1968)… Continue lendo “Only from the heart do we know when something changes”: interview with Simona Constantinovici about the Dictionary of Cioranian terms

“Reflexiones sobre las ponencias en homenaje a Cioran” (Olga Lucía Betancourt)

https://www.youtube.com/watch?v=yXywGc7vNhA Fue muy fructífero el encuentro sobre Cioran. Creo que nunca terminaremos de hablar sobre él, de elucubrar y tratar de definir lo indefinible. Talvez hay que leerlo, sentirlo, sin intentar clasificarlo a propósito de sus temas, de sus obsesiones, sus fulgores y sus obscuridades. Era un ser complejo, pero transparente de sinceridad y hondura.… Continue lendo “Reflexiones sobre las ponencias en homenaje a Cioran” (Olga Lucía Betancourt)