“Viver sem crença nem descrença, ou: descristianizar-se Ă© preciso (e quase impossĂ­vel)” – Rodrigo MENEZES

Um dos grandes mĂ©ritos de John Gray Ă© sua crĂ­tica ao humanismo e ao ateĂ­smo modernos. NĂŁo se trata de tradicionalismo, de uma defesa da religiĂŁo e suas verdades sagradas (Gray Ă© um cĂ©tico); Ă© antes a proposição de um humanismo (nĂŁo antropocĂȘntrico, se possĂ­vel) e de um ateĂ­smo mais consequentes e coerentes, menos abstratos… Continue lendo “Viver sem crença nem descrença, ou: descristianizar-se Ă© preciso (e quase impossĂ­vel)” – Rodrigo MENEZES

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Em busca de um “nĂŁo-homem”: niilismo, anti-humanismo e mĂ­stica negativa – Entrevista com ƞtefan Bolea (RomĂȘnia)

ƞtefan Bolea Ă© pesquisador na Faculdade de Letras da Universidade Babeș-Bolyai de Cluj-Napoca, RomĂȘnia. AlĂ©m disso, Ă© editor da conceituada revista literĂĄria Apostrof, co-fundador e editor-chefe do e-zine cultural EgoPHobia (www.egophobia.ro). ƞtefan Bolea obteve seu segundo doutorado summa cum laude em Literatura Comparada, em 2017 (apĂłs um primeiro em Filosofia, em 2012), com uma investigação… Continue lendo Em busca de um “nĂŁo-homem”: niilismo, anti-humanismo e mĂ­stica negativa – Entrevista com ƞtefan Bolea (RomĂȘnia)

“In Search of a Not-Man”: Nihilism, Antihumanism, and Dark Mysticism. An insightful approach to Cioran – Interview with ƞtefan BOLEA

ƞtefan Bolea is the author of Internal Conflict in Nineteenth-Century Literature. Reading the Jungian Shadow (Rowman & Littlefield, 2020). He is currently working as a researcher within the Faculty of Letters of the Babeș-Bolyai University of Cluj-Napoca, Romania, and as an editor of the literary magazine Apostrof. He is also the co-founder and editor-in-chief of the cultural e-zine EgoPHobia… Continue lendo “In Search of a Not-Man”: Nihilism, Antihumanism, and Dark Mysticism. An insightful approach to Cioran – Interview with ƞtefan BOLEA

“Emil Cioran e Albert Cossery, entre a dor e a alegria de existir”: entrevista com BelĂ©n Nava ValdĂ©s (UAEMĂ©x)

Com Cioran descobri que havia uma outra forma de “fazer filosofia”. Mais do que ler um pensador, aproximo-me de Cioran numa tentativa, sempre interminĂĄvel, de autocompreensĂŁo.BelĂ©n N. ValdĂ©s BelĂ©n Nava ValdĂ©s Ă© formada em Filosofia e Antropologia Social pela Universidad AutĂłnoma del Estado de MĂ©xico (UAEMĂ©x). Leciona no Instituto PolitĂ©cnico Nacional (IPN). É mestranda em… Continue lendo “Emil Cioran e Albert Cossery, entre a dor e a alegria de existir”: entrevista com BelĂ©n Nava ValdĂ©s (UAEMĂ©x)

“Spleen” de Baudelaire – LĂ©o FERRÉ đŸŽ¶

LĂ©o FerrĂ© chante Baudelaire (1967) Ă© um ĂĄlbum do cantautor francĂȘs, com poemas musicados de Baudelaire. FerrĂ© jĂĄ havia lançado ĂĄlbuns dedicados a outros poetas, como Les Chansons d'Aragon (1961), dedicado ao surrealista Louis Aragon, alĂ©m de Verlaine et Rimbaud (1964). LĂ©o FerrĂ© (1916-1993) foi um poeta anarquista, mĂșsico e cantautor francĂȘs. Na mĂșsica, tornou-se conhecido como compositor… Continue lendo “Spleen” de Baudelaire – LĂ©o FERRÉ đŸŽ¶

“Memoria inteligibilă și intuiția sacrului la Cioran” – Marius ION

Annals of the University of Bucharest - Philosophy Series, [S.l.], v. 60, n. 1, june 2015. Abstract: In this essay I intend to tackle the lesser-known dimension of Cioran metaphysics, the sacred. Key concepts in his single work dedicated to seemingly eccentric issues Tears and Saints are: boredom and ecstasy, melancholy and music, despair and… Continue lendo “Memoria inteligibilă și intuiția sacrului la Cioran” – Marius ION

“Do ennui ao ĂȘxtase: Cioran e o sentimento religioso da existĂȘncia” – Rodrigo MENEZES

Quanto mais perco minha fĂ© no mundo, mais estou em Deus, sem crer nele. – SerĂĄ uma doença misteriosa, ou uma nobreza do espĂ­rito e do coração, que te faz ser ao mesmo tempo cĂ©tico e mĂ­stico?CIORAN, Amurgul gĂąndurilor [O CrepĂșsculo dos Pensamentos] (1940) A acusação de “irracionalismo” oculta, muitas vezes, a defesa de um… Continue lendo “Do ennui ao ĂȘxtase: Cioran e o sentimento religioso da existĂȘncia” – Rodrigo MENEZES

“A parte das coisas” – CIORAN

É preciso uma considerĂĄvel dose de inconsciĂȘncia para entregar-se sem reservas a qualquer coisa. Os crentes, os apaixonados, os discĂ­pulos, sĂł percebem uma face de suas deidades, de seus Ă­dolos, de seus mestres. O entusiasta permanece inelutavelmente ingĂȘnuo. HĂĄ sentimento puro onde a mescla de graça e imbecilidade nĂŁo se traia, e admiração devota sem… Continue lendo “A parte das coisas” – CIORAN

“O voluptuoso, o insolĂșvel: Liliana Herrera e a paixĂŁo-Cioran” – Rodrigo MENEZES

Hegel Ă© meu exato oposto. Hegel Ă© impensĂĄvel para mim, por mais que eu reconheça sua importĂąncia. Mas isso Ă© outra estĂłria. Tenho um amigo na RomĂȘnia, um especialista no pensamento de Hegel [Constantin Noica], que nĂŁo consegue ler minhas coisas, que nĂŁo me leva a sĂ©rio. NĂŁo obstante, muito embora tivesse uma mentalidade totalmente… Continue lendo “O voluptuoso, o insolĂșvel: Liliana Herrera e a paixĂŁo-Cioran” – Rodrigo MENEZES

Cioran e Keats: o imperativo da intensidade e poéticas do grotesco

Segundo o tradutor PĂ©ricles EugĂȘnio da Silva Ramos, o princĂ­pio da intensidade desempenha um papel fundamental na poĂ©tica de John Keats (1795-1821). Em 21 de dezembro de 1817, o poeta inglĂȘs escreveria, em carta ao irmĂŁo George, que "a excelĂȘncia de toda arte estĂĄ em sua intensidade, capaz de fazer o desagradĂĄvel ('all desagreeables') evaporar… Continue lendo Cioran e Keats: o imperativo da intensidade e poĂ©ticas do grotesco