“A esperança e o absurdo na obra de Franz Kafka” – Albert CAMUS

O estudo sobre Franz Kafka que publicamos em apêndice foi substituído na primeira edição de O mito de Sísifo pelo capítulo sobre Dostoiévski e o suicídio. Porém foi publicado pela revista L’Arbalète em 1943. Nele se encontrará, em outra perspectiva, a crítica da criação absurda já iniciada nas páginas sobre Dostoiévski. (Nota do editor francês.)… Continue lendo “A esperança e o absurdo na obra de Franz Kafka” – Albert CAMUS

É da “essência” da Música ser alegre ou triste? E outras questões ociosas

https://www.youtube.com/watch?v=DhCQPHm8ROY Duas controvérsias, duas confrontações filosóficas, ambas envolvendo Clément Rosset, a primeira com Georges Bataille acerca da universalidade ou não-universalidade do saber trágico, conforme fundado (ou não) numa consciência que Rosset supõe universal e "naturalmente" trágica, a despeito do concurso de toda ilusão, teológica ou ideológica, e a segunda com Cioran acerca da essência ou… Continue lendo É da “essência” da Música ser alegre ou triste? E outras questões ociosas

“La perduta gente” (E.M. Cioran)

QUE IDEIA RIDÍCULA construir círculos no inferno, variar por compartimentos a intensidade das chamas e hierarquizar os tormentos! O importante é estar ali: o resto – simples floreios ou... queimaduras. Na cidade de cima – prefiguração mais doce da de baixo, ambas originárias do mesmo modelo –, o essencial, igualmente, não é ser algo concreto… Continue lendo “La perduta gente” (E.M. Cioran)

“Utopia como Religião: Uma Proposta de Avanço da Crítica Austríaca aos Anseios da Escatologia Socialista” (Yago Martins)

MISES: Revista Interdisciplinar de Filosofia, Direito e Economia ISSN 2318-0811 Volume V, Numero 1 (Edi¢ao 9) Janeiro-Junho 2017: 147-165 RESUMO: Um dos grandes desafios da ciência política atual está no fato de que o pensamento político muitas vezes se manifesta como um substituto da religião: meta- narrativas de um telos desmistificado para a história. Ao… Continue lendo “Utopia como Religião: Uma Proposta de Avanço da Crítica Austríaca aos Anseios da Escatologia Socialista” (Yago Martins)

Ceticismo e mística (Cioran)

Nada mais fácil do que desembaraçar-se da herança filosófica, pois as raízes da filosofia se detém em nossas incertezas, enquanto que as da santidade superam em profundidade o próprio sofrimento. A coragem suprema da filosofia é o ceticismo. Para além dele, não reconhece senão o caos. Um filósofo só pode evitar a mediocridade mediante o… Continue lendo Ceticismo e mística (Cioran)

“A linguagem da ironia” (E.M. Cioran)

Por muito perto que estejamos do Paraíso, a ironia vem afastar-nos dele. "Inépcias", diz-nos ela, "as vossas ideias de felicidade imemorial ou futura. Curai-vos das vossas nostalgias, da obsessão pueril do começo e do fim dos tempos. A eternidade, duração morta, só aos débeis interessa. Deixai vir o instante, deixai-o absorver os vossos sonhos." Voltamos… Continue lendo “A linguagem da ironia” (E.M. Cioran)