“O Tradicionalista e o Gnóstico” – Rodrigo Menezes

Se nos buscamos fora de nós mesmos, encontraremos a catástrofe, erótica ou ideológica. Deve ser por isso que Ralph Waldo Emerson, em seu fundamental ensaio “Self-reliance” [Autodependência] (1840), observou que “viajar é o paraíso dos tolos”. [...] Buscar Deus fora do eu é cortejar os desastres do dogma, a corrupção institucional, a malfeitoria histórica e a crueldade.Harold BLOOM,… Continue lendo “O Tradicionalista e o Gnóstico” – Rodrigo Menezes

“Estamos nos tornando uma teocracia”: entrevista com Harold BLOOM

Folha de S. Paulo, 24/09/2005 "Creio que sou religioso, mas de um modo herético. Acho que em algum lugar, além deste reino, além do nosso cosmo, haja um sonho em exílio, um princípio divino, e acho que há um fragmento disso em cada ser humano, mas este se acha enterrado tão fundo, tão oculto no… Continue lendo “Estamos nos tornando uma teocracia”: entrevista com Harold BLOOM

A libertação necessária e (im)possível: a tragédia humana tem redenção, segundo Cioran?

"Ceder, em meio aos nossos males, à tentação de crer que não nos terão servido para nada, que sem eles estaríamos infinitamente mais avançados, é esquecer o duplo aspecto da doença: aniquilação e revelação; ela só nos arranca às nossas aparências para melhor nos abrir à nossa realidade última, e às vezes ao invisível." CIORAN,… Continue lendo A libertação necessária e (im)possível: a tragédia humana tem redenção, segundo Cioran?

“Um Cristo sombrio nos Evangelhos de Nag Hammadi” – Jornal do Brasil, 1975

Uma das primeiras notícias na imprensa brasileira, se não a primeiríssima, sobre a Biblioteca gnóstica de Nag Hammadi, descoberta no Egito 30 anos antes. Há 1600 anos, em cavernas, no Egito, estranhos monges gnósticos escreviam a seu modo o Novo Testamento Dentro do que se poderia chamar uma arqueologia religiosa judaico-cristã, a mais importante descoberta… Continue lendo “Um Cristo sombrio nos Evangelhos de Nag Hammadi” – Jornal do Brasil, 1975

“Um pensamento religioso heterodoxo: Cioran gnóstico”

https://www.youtube.com/watch?v=bUJ1cNVCmu8 "Ninguém pode tornar claro em que consiste a qualidade ou o valor de um sentimento a quem nunca o tenha experimentado. É preciso ter ouvidos musicais para saber o valor de uma sinfonia; é preciso ter estado apaixonado para entender o estado de espírito de um amante. Na faltado coração ou do ouvido, não… Continue lendo “Um pensamento religioso heterodoxo: Cioran gnóstico”

Ceticismo, fragmento e lucidez: “Emil Cioran. A Filosofia como Desfascinação e a Escritura como Terapia”, de Vincenzo Fiore [pt. 2] (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

Na primeira parte do livro, "Uma juventude entre desespero e fervor político", Fiore perfaz o itinerário de formação do jovem Cioran na Romênia da década de 30, explorando a dualidade de uma juventude dividida entre o desespero existencial e o fervor político. Não se faz política nos cumes do desespero. Schimbarea la faţă a României… Continue lendo Ceticismo, fragmento e lucidez: “Emil Cioran. A Filosofia como Desfascinação e a Escritura como Terapia”, de Vincenzo Fiore [pt. 2] (Rodrigo Inácio R. Sá Menezes)

“Há poetas gnósticos?” (Claudio Willer)

Revista Terceira Margem - Programa de Pós-graduação em Ciência da Literatura da UFRJ, vol. 19, no. 31, 2015 Resumo: O presente ensaio retoma o que já escrevi sobre gnosticismo e poesia, e sobre poetas gnósticos. Examina o trânsito entre doutrinas aparentemente opostas, a gnose pessimista e aquela otimista do Corpus Hermeticum. Reconhece que há mais poetas gnósticos;… Continue lendo “Há poetas gnósticos?” (Claudio Willer)

“As escrituras gnósticas e as origens cristãs” (Elisa Rodrigues)

Revista Caminhando, v. 11, n. 1 [17], p.19-30, 2010 [2ª ed. on-line 2010; 1ª ed. 2006] RESUMO: O artigo introduz nas características básicas de escritas gnósticas e interpreta a intenção dos seus autores não como oposição radical a tradição judaica e cristã, mas como re-leitura das suas escritas fundantes na base do conhecimento a partir… Continue lendo “As escrituras gnósticas e as origens cristãs” (Elisa Rodrigues)

“Insolência e imaginação” (Marília Fiorillo)

O santo ascético e o sábio desapaixonado não são seres humanos completos. Um pequeno número deles poderá enriquecer uma comunidade, mas um mundo composto de tais criaturas morreria de tédio. BERTRAND RUSSELL, Por que não sou cristão Desordenada, tumultuada, mítica, lírica, a dicção gnóstica é mais rica e conturbada que a canônica. Nela, tudo é… Continue lendo “Insolência e imaginação” (Marília Fiorillo)

“O Evangelho de Tomé” – Jean-Yves LELOUP

Introdução A descoberta Decorria o ano de 1945, nos arredores de Nag Hammadi, no Alto Egito, no local do antigo cenóbio de São Pacômio -- um campo como qualquer outro. Dir-se-ia que estava à espera de seu lavrador -- um camponês como qualquer outro. Foi ele quem, ao acaso dos movimentos da charrua, descobriu o… Continue lendo “O Evangelho de Tomé” – Jean-Yves LELOUP