“Eliade ex-crente: protótipo do espírito religioso sem religião” – E. M. CIORAN

Encontrei Eliade pela primeira vez por volta de 1932, em Bucareste, onde eu terminara, há pouco, vagos estudos de filosofia. Ele era, na época, o ídolo da “nova geração” – fórmula mágica que ficávamos orgulhosos de invocar. Desprezávamos os “velhos”, os “gagás”, isto é, todos os que haviam passado dos 30. Nosso mentor fazia campanha… Continue lendo “Eliade ex-crente: protótipo do espírito religioso sem religião” – E. M. CIORAN

“Michaux: a paixão do exaustivo” – E.M. Cioran

Há uns 15 anos, Michaux me levava regularmente ao Grand Palais onde eram exibidos todos os tipos de filme de caráter científico, alguns curiosos, outros técnicos, impenetráveis. Para dizer a verdade, o que me intrigava era menos as projeções do que o interesse que demonstrava por elas. Não compreendia muito bem o motivo de uma… Continue lendo “Michaux: a paixão do exaustivo” – E.M. Cioran

“Benjamin Fondane: Rue Rollin, 6” – E.M. Cioran

O rosto mais sulcado, mais marcado que se possa imaginar, um rosto de rugas milenares, de modo algum paralisadas pois animadas pela aflição mais contagiante e mais explosiva. Não me cansava de contemplá-las. Jamais vira antes uma tal harmonia entre o parecer e o dizer, entre a fisionomia e a palavra. Para mim, é impossível… Continue lendo “Benjamin Fondane: Rue Rollin, 6” – E.M. Cioran

E.M. Cioran e a Oração de um Dácio – Vasilica COTOFLEAC

Já foi dito de E. M. Cioran que é um cético, um niilista, ou talvez um existencialista, que não é um filósofo profissional, que sua obra não admite qualquer comparação aceitável e que é muito difícil qualificá-la com base em referências. Mas a afirmação de sua originalidade, além de não resolver a óbvia dificuldade interpretativa,… Continue lendo E.M. Cioran e a Oração de um Dácio – Vasilica COTOFLEAC

Filosofia da Animalidade, Vitalismo e Mortalismo, Cioran na Argentina e o “Nada Sulamericano”: em diálogo com Gustavo Romero (Argentina)

A terceira live tertúlia de 2021, realizada em 28 de maio e transmitida no YouTube, contou com a presença de Gustavo Romero, filósofo e professor da Universidad de Buenos Aires (UBA) https://www.youtube.com/watch?v=l4vjoZiGGbI&t=5411s Além dos comentários contextuais e metateóricos acerca da recepção da obra de Cioran na Argentina, dentro e fora da Academia, Gustavo teceu importantes… Continue lendo Filosofia da Animalidade, Vitalismo e Mortalismo, Cioran na Argentina e o “Nada Sulamericano”: em diálogo com Gustavo Romero (Argentina)

“O Último dos Delicados”: Borges por Cioran

Carta a Fernando SavaterParis, 10 de dezembro de 1976 Caro amigo, Em novembro, na sua passagem por Paris, você me pedira para colaborar num volume de homenagem a Borges. Minha primeira reação foi negativa; a segunda… também. Para que festejá-lo quando as próprias universidades o fazem? O azar de ser reconhecido se abateu sobre ele.… Continue lendo “O Último dos Delicados”: Borges por Cioran

“Ela não era daqui…” – Susana Soca por E.M. Cioran

Em Exercícios de admiração: ensaios e perfis (1986), seu penúltimo livro, um dos perfis literários é o de uma mulher inominada, a quem Cioran alude misteriosamente: “Ela não era daqui…” Quem era ela? Trata-se de Susana Soca (1906–1959), escritora, editora e promotora cultural (mecenas), uma importante intelectual uruguaia que viveu muito tempo na Europa, notadamente… Continue lendo “Ela não era daqui…” – Susana Soca por E.M. Cioran

Confissão resumida / Relendo… (E.M. Cioran)

Os dois últimos textos de Exercícios de admiração (1986) não são - à diferença dos demais - retratos ou perfis literários de figuras presentes ou passadas que Cioran admirava.

“Cioran: da Solidão” – Ana Maria HADDAD BAPTISTA

"Cioran é um dos poucos filósofos que consegue atravessar, com tranquilidade, o sentido mais profundo da vida. Para ele fama e ser conhecido, contrariamente à maioria do que pensam as pessoas, é uma verdadeira desgraça. Ele nunca esconde tais posições. [...] é atualíssimo e mais do que isso: uma leitura obrigatória para quem busca um… Continue lendo “Cioran: da Solidão” – Ana Maria HADDAD BAPTISTA

“Fitzgerald: a experiência pascalina de um romancista americano” (E.M. Cioran)

A LUCIDEZ, em alguns, é um dado primordial, um privilégio e mesmo uma graça. Não têm necessidade de adquiri-la, de procurá-la: são predestinados a ela. Todas as suas experiências contribuem para torná-los transparentes diante de si mesmos. Atingidos pela clarividência, não sofrem com isso, de tanto que ela os define. Se vivem numa crise permanente,… Continue lendo “Fitzgerald: a experiência pascalina de um romancista americano” (E.M. Cioran)