“Um exílio melancólico: Cioran, Pessoa e a nostalgia” – Paolo VANINI | Università di Trento 🇮🇹

https://www.youtube.com/watch?v=e_sMR4V46xM Texto apresentado no âmbito do Colóquio Internacional Liliana Herrera em torno de Cioran (15/10/2021). Um exílio melancólico: Cioran, Pessoa e a nostalgia[1], de Paolo Vanini[2] Resumo: Este artigo visa investigar a relação entre nostalgia, solidão e ceticismo no pensamento de Emil Cioran. Em primeiro lugar, examinaremos como os conceitos de Sehnsucht, Saudade e Dor… Continue lendo “Um exílio melancólico: Cioran, Pessoa e a nostalgia” – Paolo VANINI | Università di Trento 🇮🇹

Se, depois de eu morrer…” – Fernando PESSOA

https://www.youtube.com/watch?v=QV36r3sDV-c Alberto Caeiro Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,Não há nada mais simples.Tem só duas datas—a da minha nascença e a da minha morte.Entre uma e outra coisa todos os dias são meus. Sou fácil de definir.Vi como um danado.Amei as coisas… Continue lendo Se, depois de eu morrer…” – Fernando PESSOA

Adiamento – Fernando Pessoa (Álvaro De Campos)

https://www.youtube.com/watch?v=Z6wNazSuRFc Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã…Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,E assim será possível; mas hoje não…Não, hoje nada; hoje não posso.A persistência confusa da minha subjectividade objectiva,O sono da minha vida real, intercalado,O cansaço antecipado e infinito,Um cansaço de mundos para apanhar um eléctrico…Esta espécie de alma…Só depois de… Continue lendo Adiamento – Fernando Pessoa (Álvaro De Campos)

“O que há em mim é sobretudo cansaço” – Fernando Pessoa

Poesia e poema de autor português. Fernando António Nogueira Pessoa (1888 — 1935) foi um poeta, filósofo, dramaturgo, ensaísta, tradutor, publicitário, astrólogo, inventor, empresário, correspondente comercial, crítico literário e comentarista político português. Um dos maiores génios poéticos de toda a nossa Literatura e um dos poucos escritores portugueses mundialmente conhecidos. A sua poesia acabou por… Continue lendo “O que há em mim é sobretudo cansaço” – Fernando Pessoa

“Falhei em tudo” – Fernando Pessoa

Uma angústia voltada para o tudo e para o nada. Oscilando entre interioridade e cosmos e repleto de paradoxos e exageros. https://www.youtube.com/watch?v=iB2q0KdLFK4 Estou hoje dividido entre a lealdade que devoÀ Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro. Falhei em… Continue lendo “Falhei em tudo” – Fernando Pessoa

“L’Invention de soi : Rilke, Kafka, Pessoa” (Béatrice Guéna)

Essai tiré de la thèse soutenue en 2004 à l'Université de Paris III / Sorbonne Nouvelle sous la direction de Gerald Stieg : « L'écriture de soi au tournant du siècle : une quête ontologique, chez Rilke (Les Carnets de Malte Laurids Brigge), Kafka (Le Journal) et Pessoa (Le Livre de l'intranquillité) » Béatrice Guéna.… Continue lendo “L’Invention de soi : Rilke, Kafka, Pessoa” (Béatrice Guéna)

“A dor e o existir: Fernando Pessoa” – Neyza PROCHET

Cadernos de psicanálise, vol. 34, no. 27, Rio de Janeiro, dez. 2012 Para o homem, a arte é o recurso que possibilita dar forma, tempo e lugar àquilo que, de outro modo, lhe seria inacessível. É a capacidade criativa que conecta o indivíduo a seu núcleo central, à fonte de onde se originou, um dia,… Continue lendo “A dor e o existir: Fernando Pessoa” – Neyza PROCHET

“A melancholic exile: Emil Cioran and the feeling of nostalgia” (Paolo Vanini)

Abstract: This article aims to investigate the relationship between nostalgia, solitude, and skepticism in Emil Cioran’s thought. In the first place, we will examine how the concepts of Sehnsucht, saudade and dor are interpreted by Cioran as similar forms of radical nostalgia. In the second place, we will see how the skeptical attitude of doubting… Continue lendo “A melancholic exile: Emil Cioran and the feeling of nostalgia” (Paolo Vanini)

“Não basta abrir a janela” (Alberto Caeiro)

Não basta abrir a janelaPara ver os campos e o rio.Não é bastante não ser cegoPara ver as árvores e as flores.É preciso também não ter filosofia nenhuma.Com filosofia não há árvores: há ideias apenas.Há só cada um de nós, como uma cave.Há só uma janela fechada, e todo o mundo lá fora;E um sonho… Continue lendo “Não basta abrir a janela” (Alberto Caeiro)