“A democracia criminosa” – Jacques Rancière

Folha de S. Paulo, Caderno Mais!, 28 de março de 2004 Há alguns meses apareceu na França um livro de título intrigante: "As Tendências Criminosas da Europa Democrática" ["Les Penchants Criminels de l'Europe Démocratique", ed. Verdier]. O autor, Jean-Claude Milner, não deixava os leitores ignorarem por muito tempo de qual crime a democracia era, segundo… Continue lendo “A democracia criminosa” – Jacques Rancière

“Bloom, Shakespeare e a provocação” – Bernardo CARVALHO

Folha de S. Paulo, sexta-feira, 11 de dezembro de 1998 Professor de literatura diz que subtítulo de seu novo livro, "A Invenção do Humano", foi mal compreendido No início de novembro, as livrarias norte-americanas já tinham sido invadidas por pilhas de um tijolo de 745 páginas com um título no mínimo provocativo, para não dizer… Continue lendo “Bloom, Shakespeare e a provocação” – Bernardo CARVALHO

Uma sátira “gasosa” de Jonathan Swift (Harold Bloom)

Folha de S. Paulo (Caderno Mais!), 2 de julho de 1995 ESPECIAL PARA A FOLHA Duas vezes por ano, há muitos anos, eu releio "A Tale of a Tub" (A História de uma Tina), de Swift, não porque a julgue a mais vigorosa de todas as obras em prosa da língua inglesa (o que ela… Continue lendo Uma sátira “gasosa” de Jonathan Swift (Harold Bloom)

Chestov e a razão

Folha de São Paulo, 14 março 1978 Já tive ocasião de apontar que em Plotino encontramos a melhor, ou antes, a mais completa definição de filosofia. A pergunta - que é filosofia? - ele responde: - "To timiotaton" (o que mais importa). Essa definição destrói, logo de início e, ao que parece, não intencionalmente, as… Continue lendo Chestov e a razão

Leia texto de Dostoiévski inspirado em Natal na prisão

Trecho é de 'Escritos da Casa Morta', antes traduzido como 'Memórias da Casa dos Mortos' [SOBRE O TEXTO] Fiódor Dostoiévski era um nome promissor nas letras russas quando foi preso, em 1849, aos 28 anos. Condenado ao fuzilamento por frequentar um círculo de pensadores críticos ao czarismo, teve sua pena comutada, passando quatro anos no presídio… Continue lendo Leia texto de Dostoiévski inspirado em Natal na prisão

“O louco razoável de Chesterton” (Paulo A. G. de Souza)

Folha de S. Paulo, Caderno Mais!, 13 de fevereiro 1994 Em artigo intitulado "Chesterton suspende crença na sanidade" (Folha, 26 de janeiro), Marcelo Coelho, ao comentar os paradoxos de Chesterton, confunde dois sentidos do termo "paradoxo" e, com isso, torna sua análise obscura. Pois veja: Quando Chesterton, segundo Marcelo Coelho, nega a crença de que… Continue lendo “O louco razoável de Chesterton” (Paulo A. G. de Souza)

“Assassinato em Chicago” (Umberto Eco)

Folha de S. Paulo, 04 de janeiro de 1998 No dia 21 de maio de 1992, Ioan Culianu, um jovem e brilhante professor de história da religião da Faculdade de Estudos Religiosos da Universidade de Chicago entrou na ante-sala de seu departamento. De cima do vaso sanitário, uma pessoa munida de uma Beretta .25 mirou… Continue lendo “Assassinato em Chicago” (Umberto Eco)

“Espírito de porco” (Bernardo Carvalho)

Folha de S. Paulo, "Ilustrada", 10 de fevereiro de 2001 Admirar E. M. Cioran (1911-95), autor de "Exercícios de Admiração", não é uma tarefa simples. Porque é o lado vil e demasiado humano que o pensador de origem romena, que se mudou para a França em 1937, destaca, não só nos autores sobre os quais… Continue lendo “Espírito de porco” (Bernardo Carvalho)

“Quem foi Cioran” (Folha de S. Paulo, 02/07/1995)

DA REDAÇÃO O filósofo Emil Michel Cioran nasceu a 8 de abril de 1911 em Rasinari, uma pequena cidade na Transilvânia (Romênia), e morreu no dia 20 do último mês, em Paris, onde passou a viver em 1937. Desde a adolescência começou a estudar filosofia e a sofrer a influência das idéias de Schopenhauer, Nietzsche,… Continue lendo “Quem foi Cioran” (Folha de S. Paulo, 02/07/1995)

“Filósofo romeno Emile Cioran morre na França aos 84 anos” (Folha de S. Paulo, 21 de junho de 1995)

DAS AGÊNCIAS INTERNACIONAIS Publicado no caderno Ilustrada, Folha de S. Paulo, quarta-feira, 21 de junho de 1995 O filósofo romeno Emile Cioran morreu ontem aos 84 anos em um hospital de Paris, segundo informou sua editora francesa, a Gallimard. O filósofo sofria do mal de Alzheimer e já não escrevia há alguns anos. Cioran vivia… Continue lendo “Filósofo romeno Emile Cioran morre na França aos 84 anos” (Folha de S. Paulo, 21 de junho de 1995)