O gosto das Ilusões e o gosto da Décadence: Cioran e a lucidez da decepção – Rodrigo MENEZES

Segundo Giovanni Rotiroti, a desilusão de Cioran em relação às suas crenças e esperanças utópicas de outrora começam a despontar antes mesmo do Breviário, em De la France, escrito ainda em romeno (Despre Franţa), na Paris de início da década de 1940, ocupada pelas forças alemãs. Muitas ideias do Précis de décomposition encontram-se enunciadas em… Continue lendo O gosto das Ilusões e o gosto da Décadence: Cioran e a lucidez da decepção – Rodrigo MENEZES

Santidade & Ceticismo: Modelos de Antinatureza, Duas Impossibilidades

Ser mais inutilizável que um santo…Silogismos da amargura O cético, para o grande desespero do demônio, é o homem inutilizável por excelência.La Chute dans le temps Uma boa maneira de entender o que muda no modo de pensar de Cioran, na transição entre a juventude nacionalista e a maturidade exilada, entre seus livros romenos e… Continue lendo Santidade & Ceticismo: Modelos de Antinatureza, Duas Impossibilidades

Ceticismo, Hamletismo, Diletantismo e Lucidez: o (des)pudor do “É”

https://www.youtube.com/watch?v=4pARcHxo5Aw Cioran faz o elogio do hamletismo e do diletantismo, atitudes percebidas positivamente como signos de sabedoria, de certa arte de viver. A conclusão da lucidez praticada e comunicada por Cioran, a partir de suas nuits blanches, é o hamletismo e o diletantismo como sabedoria. "Não operamos no É", sentencia o filósofo romeno.

“O veneno abstrato” – CIORAN

MESMO nossos males vagos, nossas inquietudes difusas, quando degeneram em  fisiologia, convém, por um processo inverso, reconduzi-los às manobras da inteligência. E se alçássemos o tédio – percepção tautológica do mundo, tênue ondulação da duração – à dignidade de uma elegia dedutiva, se oferecêssemos a ele a tentação de uma prestigiosa esterilidade? Sem o recurso… Continue lendo “O veneno abstrato” – CIORAN

“Exegese da decadência” – CIORAN

O aforismo "Exegese da decadência" retoma -- sob uma outra luz, pelo filtro de um novo idioma e da forma mentis peculiar que ele modela -- a temática e a problemática de um importante texto periodístico de juventude do autor romeno do Breviário de decomposição: trata-se de Nihilism şi natura [Niilismo e natureza], publicado originalmente na revista… Continue lendo “Exegese da decadência” – CIORAN

“La alternativa frivola a la descomposición” (Joan M. Marín)

ANALE SERIA DREPT, volumul XXVII, 2018, Universitatea “Tibiscus” din Timișoara « […] le seul choix possible: le convent ou le cabaret » (PD, 82) Title: The Frivol Alternative to Decomposition Abstract: Decomposition is one of the fundamental characteristics of existence. Everything breaks down - both on the outside and inside of the human being – which… Continue lendo “La alternativa frivola a la descomposición” (Joan M. Marín)

“Dualidade” (E.M. Cioran)

HÁ UMA VULGARIDADE que nos faz admitir qualquer coisa deste mundo, mas que não é bastante poderosa para nos fazer admitir o mundo mesmo. Assim, podemos suportar os males da vida repudiando a Vida, deixar-nos arrastar pelas efusões do desejo rejeitando o Desejo. No assentimento à existência existe uma espécie de baixeza, a qual escapamos… Continue lendo “Dualidade” (E.M. Cioran)

“Civilização e Frivolidade” – CIORAN

Como suportaríamos a massa e a profundidade gasta das obras e das obras-primas, se espíritos impertinentes e deliciosos não houvessem acrescentado à sua trama as franjas de um desprezo sutil e de ironias espontâneas? E como poderíamos suportar os códigos, os costumes, os parágrafos do coração que a inércia e a conveniência superpuseram aos vícios… Continue lendo “Civilização e Frivolidade” – CIORAN

“Emil Cioran e a escritura de si” – Rodrigo MENEZES

Em seu artigo “O ensaio como forma”, Adorno diz que “ainda hoje, elogiar alguém como écrivain é o suficiente para excluir do âmbito acadêmico aquele que está sendo elogiado”.[2] Este parece ser o caso de Emil Cioran, tão frequentemente classificado como um escritor, pura e simplesmente, o que tende a perder de vista o valor… Continue lendo “Emil Cioran e a escritura de si” – Rodrigo MENEZES